31 de dezembro de 2014

Matreirice

Bambus do coração, estão bons? Olhem, eu nem por isso. Continuo aqui que nem posso, doentinha, tadinha de mim. Deus não me curte mas quer preservar a minha linha e prevenir-me de um bom travo a diabetes, de certeza, porque aposto que isto foi tudo para eu não me pôr para aí a comer rabanadas e bolos como se tivesse fundo roto. Resultou. Ando a sopas. Não tenho apetite, mas tenho tosse (tanta que acho que vou acabar esta época com uns abdominais do catano) e um "bigode" vermelho de fazer inveja a muita decoração natalícia. Mas bem, adiante, que eu estou na flor da idade e queixar-me dos podres não faz parte do meu feitio. Estive para aqui a matutar em todas as carinhas que faço durante o dia e com que fim as uso (sim, calculista much) e cheguei à conclusão de que há pelo menos duas que são relativamente universais no mundo das mulheres.

1.  Juro que não fui eu
Esta é a cara que usamos quando nos queremos livrar de alguma, tipo aqueles cães a quem põem os cartazes a dizer coisas humilhantes para os castigar (logicamente), porque comeram o sofá da sala. Arregalamos os olhinhos, as sobrancelhas minuciosamente enviesadas, cabecinha inclinada para a frente, olhar para cima e aqui vai disto Evaristo. Normalmente isto resulta, mas normalmente também usamos isto para manipular o homem lá de casa, o que me leva a concluir que a expressão nem é assim tão eficaz, nós é que a usamos com o alvo certo. Porque isto com as mães não resulta nada, por exemplo, pelo menos com a minha nunca resultou. Já com o moçoilo, coitadinho, não me resiste e perdoa-me logo (olá torrãozinho!).

2. Vá lá, vá lá, vá laaaaaá
Esta é usada para pedinchar. O cachorrinho abandonado das caras. Batemos as pestanas numa perícia de fazer inveja à Nicki Minaj (se virem algum vídeo dela, saberão a que me refiro), fazemos aquele beicinho que diz "vês, é assim que eu fico se não me comprares esse bem de primeira necessidade que é uma pecinha de roupa da Zara", inclinamos a cabecita ligeiramente para o lado, podemos até tremer um bocadinho o lábio inferior, se falarmos imitamos a voz de uma criança e está feito. Para um efeito mais rápido, atirem-se para o chão, agarrem-se à perna da pessoa e supliquem, supliquem muito. Se a pessoa escoicinhar, não larguem, que isto não é para meninos.

Bem, agora vou só ali deitar-me no chão a tossir e volto depois. Adios, muchachos.

2 comentários:

Maria Varredora Pau de Vassoura disse...

Eu utilizo muito o beicinho, até dar fruto vou-me manter com esta! ahahahaha

Feliz 2015 :)))

Panda disse...

Sua matreira! Feliz Ano Novo :)