26 de janeiro de 2015

Estava a escrever com caneta vermelha e lembrei-me

No quinto ano, Panda de meio metro fez o seu primeiro teste (ainda sou do tempo em que não sabia o que era fazer um teste a sério até chegar ao ensino básico). Era de História. Estava muito nervosa e, quando vi que me tinha esquecido da caneta azul, já o professor (mauzão, grisalho, grandalhão, capaz de me matar se me desse uma lamparina no focinho) me tinha posto o teste na mesa, fiquei cheia de medo de falar e de pedir uma caneta emprestada e nem pensar em pedir à autoridade. Usei a minha caneta vermelha, a única caneta que tinha no estojo, para responder a tooooodas as perguntas. No fim o professor veio recolher. Nunca eu, na minha doce inocência, pensaria que escrever a caneta vermelha seria crime. Afinal, os professores até corrigem com uma! Perguntou-me que brincadeira era aquela, que eu, do alto dos meus 10 anitos, deveria, com certeza, estar a gozar com ele. Que era uma pouca vergonha. Que eu o tinha mandado à merda. Tive que repetir o teste todo. Ora bem.

2 comentários:

maria umbelina disse...

Xii! Tiraste ao homem o poder de usar a caneta vermelha e lixaste-te. Eu fiquei muito espantada com uma professora de inglês que corrigia os testes a verde, andava eu no 5o ano, achava que só podia ser a vermelho! Ir da parvónia para o ciclo teve destas coisas :p

Panda disse...

Eu fiz aquilo na minha inocência. Lá sabia eu, nem podia imaginar, que aquilo tem, supostamente, um significado encoberto. Ora, na cabeça de uma criança com aquela idade, é normal que escrever com uma caneta vermelha, desde que escreva, seja igual a escrever com a azul. Criança sofre!