12 de fevereiro de 2015

O poder das sweats

Quando era miúda, sim, porque eu agora sou uma senhora crescida, chegada à minha adolescência, do alto dos meus 14 aninhos, tive uma fase em que queria deixar as camisolinhas cor-de-rosa e azul bebé, os pólos e as camisas para sempre. Quis ser como a Avril Lavigne, a moça baril (já ninguém diz "baril", pois não?) da gravata, das caveiras, das Converse e do top de atleta. Nada feito, claro está, porque os meus pais não me permitiriam tal, e ainda bem, mas virei-me para a única coisa que eles me deixariam usar e que podia, potencialmente, ter aquele swag da altura. Eu queria ser mázona, pronto. Claro que franzina como eu era e com uma cara angelical, completamente copinho de leite, nunca ia conseguir. Mas bem, tentar não custa. Então virei-me para as sweats. A primeira vez que comprei uma sweat foi, para mim, um momento inesquecível. Usei-a logo no dia seguinte, orgulhosa, a mostrar a todos os meus colegas que já não era a retardada de sempre, que agora usava sweats e era uma miúda da cena. Podia ter resultado, claro que podia. Mas não. A minha sweat era cor-de-rosa e dizia "Pretty Girl". É assim, a vida.

8 comentários:

*Nightwish* disse...

Aquele momento em que finalmente te deixam usar uma coisa que gostas, e que te identifica, é um marco. 13 anos e uma corrente nas calças (mas não podia usar preto xD - isso foi apenas dois anos mais tarde).
****

Panda disse...

Não era aquela que eu queria, eu queria uma preta, com uma caveira ahahahah, mas não podia ser, e então, pronto, levei a cor-de-rosa :D

marianósky disse...

1970 mandou um telegrama e pediu a palavra "baril" de volta. x)

Panda disse...

AHAHAHAHAH ó pra ela, a gozar comigo! xD

Sofia Mendes disse...

heheheh a primeira gargalhada do dia

Panda disse...

Boa :D Bem-vinda!

ernesto disse...

AHAHAH opá xD bem tentaste!

Panda disse...

É uma tristeza!