20 de julho de 2015

Tenho os meus momentos de loira

Sou quase loira, fica ali entre um castanho muito claro e o loiro escuro. Nem carne nem peixe, como eu costumo dizer. Mas todos os dias, ou para aí em 98% deles, tenho os meus momentos de loira, em que não há ponta de castanho. Loirinha, loirinha. Ainda só vamos em meio-dia de segunda-feira e já tive, com toda a certeza, o pior desta semana. Venho eu, depois de ter feito um exame, completamente acalorada dos ossos, que não se suporta estar lá fora, o buço a escorrer água, desgrenhada q.b. (enfim, vocês sabem, o meu normal), a subir as escadas do prédio, quando me deparo com um rapazola, perto da minha idade, mesmo à porta, ali a olhar para as campainhas. Olha para mim e pergunta-me se eu vivo ali. Eu digo que sim e o moço sempre a sorrir, sempre a sorrir, parecendo que se queria rir a sério. Depois pergunta-me se o prédio tem gás natural. Caiu sobre mim a nuvem negra e disse-lhe que sim.

Mas não.

É de botija.

Poing.

Acho que ele percebeu que eu não estava muito convencida daquilo que afirmava e, como tal, mais uma vez sempre a sorrir, sempre a sorrir, explicou-me que "o gás natural é o que não é de botija". E , depois de eu lhe dizer que era o de botija que tínhamos e que lamentava a minha confusão, lá se foi embora, desta vez a rir-se a sério, e eu sem saber qual de nós o mais corado. E pronto, aqui estamos.

6 comentários:

Tim disse...

Lá vai ele a passar... o rapaz da bilha :P

Panda disse...

Agora fiquei na dúvida com o teu comentário... Isso é uma música? Diz-me que não, pelo amor da santa...

Silent Man disse...

Tecla 3...

Panda disse...

Eish, ao tempo que eu não ouvia essa expressão. Ahahahah

Silent Man disse...

Eu estava com esperança que ficasses tipo "Wait, What?"

Panda disse...

Naaa, ainda sou do tempo... Agora é só "comer gelados com a testa".