16 de outubro de 2014

Música, nasci pra música

Eu ouço Pop e Hip-Hop, e outras que tais, como todas as pessoas neste mundo, que, quanto mais não seja, apanham a dar na rádio. E há pedacinhos de pura poesia, que trazem autêntica frescura aos meus dias, são lufadas de ar fresco que encostam qualquer Rock do Mercury a um canto, que cada vez que as ouço sinto que vivo num mundo repleto de sanidade mental, de pessoas racionais e, digamos, com bom senso. Juro-vos. Ora atentem:

1. You a stupid hoe (Nicki Minaj)
Verdade seja dita que esta dá-me vontade de andar por aí a dizê-la às pessoas. Imaginem, quando alguém tivesse uma saída mesmo infeliz, daquelas que vos dá vontade de darem com o focinho na parede, chegavam assim de mansinho por trás da pessoa, esticavam um dedito e faziam uma formação em z, punham um ar de "oh hell no bitch" e gritavam aquilo. Giro, hã? Dá ou não dá vontade?

2. Bitches suck my dick because I look like J.K. Rowling
Não sei de que música é, mas palpita-me (e olhem que eu até sou boa nesta coisa dos palpites) que este aqui não faz puto de ideia de quem seja a J.K. Rowling.

3. I'm trying to find the words to describe this girl without being disrespectful. Damn, you're a sexy bitch (Akon)
Eu gostava muito que todos os homens fossem cavalheiros como este. Ser chamada de "vaca sexy" foi sempre um dos meus grandes objectivos, desde que aprendi a andar e a falar. Aliás, acho que já na barriga da minha mãe, portanto vejam.

4. Ass, ass, ass, ass, ass, ass, ass, ass (Nicki Minaj)
Definitivamente, a Minaj é um génio lírico. 

5. You know what to do with that big fat butt (Jason Derulo)
Oh amigo, é assim, eu não quero saber o que é que ela te faz em privado. A parte boa de se ter uma vida íntima, é que ela não passa para fora e os outros não têm que estar a levar com pormenores dela, sim?

6. I'll take you to the candy shop, I'll let you lick the lollypop (50 Cent)
É nisto que dá quando o fifty tenta ser discreto e não ofender a gaiata. Aliás, ele ainda por cima dá-lhe a honra, reparem como ele diz "eu deixo-te lamber o meu chupa-chupa". 

7. Are you into astrology? 'Cause I'm tryin' to make it to Uranus (Kanye West)
Digno de um construtor civil que se preze, ou do nosso amigo Camarinha.

8. I'll give you something big enough to tear your ass in two (Robin Thicke)
Ora isso é que dava jeito, porque às vezes o rabo pesa, então assim ficávamos com metade em casa e só tínhamos que carregar a outra metade. Sempre a pensar mais à frente, este pessoal, é por isso que eu não abdico dos ensinamentos que me proporcionam.

9. I see fire (Ed Sheeran)
O Ed vê fogo nas montanhas e arranja logo pretexto para cantar sobre isso. Então e chamar os bombeiros, não? Fica para depois? 

10. Sex in the air, I don't care, I love the smell of it (Rihanna)
Aparentemente, a nossa Rihanna gosta de mandar umas caimbradas no avião e diz que adora o cheiro. Calculo que seja bom, ali misturadinho c'o aroma que costuma pairar no ar numa casa de banho de avião. Só coisas boas. Esta miúda sabe.

Há muitas mais, mas pronto, o meu trabalho aqui está feito, porque já estava a sangrar dos olhos e dos ouvidos e tive que ir ali buscar algodão.

15 de outubro de 2014

Onde é que eu assino?

Onde é que me posso candidatar para ser a "tubaroa" multimilionária do Sharktank tuga? É que isto de se ter muito dinheiro é aborrecido e eu quero alguma coisa para fazer, vite. 

14 de outubro de 2014

Gregos e troianos

Se é gorda, devia ter mais cuidado com o que come, porque não é de mil folhas que se faz a saúde, e o McDonald's devia ter um sinal a proibir, explicitamente, a sua entrada. Aliás, a gorda devia pagar uma coima por cada centímetro a mais que não deixa as pessoas deslocarem-se à sua volta sem se sentirem claustrofóbicas com tanta falta de espaço. Tão flácida, tanta celulite, devia ter vergonha de ter a gordura a escorrer que nem manteiga por ali abaixo e nem se devia atrever a ver a luz do dia, por amor de Deus. Se é magra, ai meu Deus, que aquelas pernitas parecem estacas, que horror, vê-se o esqueleto. A magra tem a mania das dietas, devia era comer uns hamburguerzinhos para ver se arrebita, se se faz mulher. Nem lhe deve ficar bem a roupa, aquilo é bom é para servir de cabide, as minhas filhas que não sigam o exemplo, que elas querem-se é cheinhas. Olha para aquilo, parece que vai tombar a cada passo que dá. Se é assim-assim, não é assim tão boa, porque a barriga é grande de mais para as pernas e aqueles bracitos são finitos para as mamas que tem, nem sabemos porque é que a ampulheta é a silhueta mais desejada, que aquilo de proporcional não tem nada e os homens nem gostam nada daquilo. Se é alta, é porque come da cabeça dos outros, se é baixa é porque anda rentinha ao chão, se tem o nariz grande é porque o nariz chega primeiro que ela, se tem a boca torta é porque parece que lhe deu uma trombose. Não se pode agradar a gregos e a troianos, resta-nos agradar a nós próprios. E é isso mesmo que temos que fazer. De pessoas como estas está o mundo cheio, eu já as deito pelos olhos. Só sabem dizer mal, nada nunca está, nem estará, bem. E sabem porquê? Porque nunca estão, nem nunca estarão, bem dentro da própria pele. Serão sempre umas infelizes. Mas já a minha avó dizia "antes o mal de inveja, que o bem de piedade".

É desta que eu perco a cabeça no Pingo Doce

50% em todos os moinhos da Margão, leve 3 pague 1 nos Knorr e 50% nos caramelos de fruta. Quais sapatos, quais quê! Mi aguardji!

Brocas, bochechas e conversas de circunstância

Há muitas coisas nesta vida que eu considero absurdas, claro que poucas ultrapassam aquelas fotos que as pessoas tiram na praia que mostram tudo o que há da cintura para baixo, mas como não me quero alongar nessas para não correr o risco de ficar com urticária, vamos só falar de uma delas. Os dentistas. Sim, os dentistas. Porque sempre que lá vou, isto acontece. E não é só no meu dentista, que sei de fontes seguras que isto passa-se noutros consultórios. Portanto, é o seguinte: entra-se lá no cubículo, que regra geral é azul bebé ou verdinho (sim, porque aquilo é tudo da mesma cor, é cadeiras, é mesas, é paredes, é chão, é batas, Deus me livre), cumprimenta-se o Sôr Doutor, sentamo-nos naquela cadeira que, para mim, nada tem de confortável, com luzes de bloco operatório por cima, quase que me cega a vista, e ele vem de lá com a broca (e eu só penso "com a breca"), nós abrimos a bocarra de modo a caber lá um punho ou dois e o senhor começa a fazer o seu trabalho. Ora bem, depois de tudo isto, depois de já estarmos com aquelas porcarias todas na boca, aspiradores e o catano, a baba a escorrer por todo o lado, a barulheira de oficina, é que o raio do homem se lembra de fazer conversa de circunstância. E nem sequer se pode acenar, porque queremos sair dali com bochechas.

- Então e está a correr tudo bem com a faculdade? 
bzzzzzzzzzzzz
- Hum, hum! (erguer sobrolho para mostrar entusiasmo)
bzzzzzzzzz tchhhhhhh
- Muito bem, muito bem... Então e já sabes o que queres fazer quando acabares?
bzzzzzzzzzzzzzz
- Hum, hum... (esperar que ele não pergunte "então o que é")
tchhhhhh
- Então o que é?
trrrrrrrrrrrrr

E o que vem a seguir é um desafio.