As pessoas que dizem "sem ofensa" antes ou depois de dizerem qualquer coisa que, potencialmente, vai ferir as susceptibilidades do receptor, estão na minha listazinha de pessoas que quero atropelar repetidas vezes com um camião tir por quem nutro pouca simpatia. Não é pela expressão em si, mas sim porque a usam quando têm precisamente o intuito de ofender. E o "sem ofensa" na cabeça destas criaturas atenua a ofensa, por muito má que ela seja. Estou a chamar-te de mono, não gosto da tua tromba e cheiras mal, mas atenção, é sem ofensa, vê lá não te chateies, que eu só quero o teu bem.
21 de outubro de 2014
19 de outubro de 2014
Utilidade
Expliquem-me, que eu não consigo perceber, aquele fenómeno que é ter daquelas unhas que são de tal modo compridas que impedem a execução de qualquer tipo de tarefa, por muito simples e rotineira que seja. Eu vejo-as pegar nos telemóveis como se aquilo fosse algo de verdadeiramente nojento, coberto por baba ou assim, nem dobram os dedos, e tocam no ecrã como se restassem 3 segundos até aquilo explodir. E como é que lavam a loiça? Tiram e voltam a pôr as unhas, é isso? E para se vestirem? Não fazem buracos na roupa? Só vejo uma utilidade para aquilo: auto-defesa. Deixo-vos apenas com a imagem de baixo. E não digam que não vão daqui. (não tentem, em circunstância alguma, pesquisar "disgusting nails" no google, estou a avisar-vos)
18 de outubro de 2014
Hoje fui às compras e sabem o que era grátis?
Chulé na Bershka, suor na Pull e mofo na Stradivarius. E uma dor de cabeça em todas elas. Melhor que os saldos!
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Comboio e pessoas
Gosto de viajar de comboio, vou ali descansadinha da vida, a ouvir a minha música, a ver os meus filmes, as minhas séries ou a ler. É bom ter estes momentos só para mim, porque numa viagem não há assim tanta coisa que se possa fazer e que nos tire aquele bocadinho de descanso que podemos ter. Mas também tenho aqueles momentos de observação intensiva, em que olho para as pessoas, todas diferentes e todas iguaizinhas ao mesmo tempo, e as ouço. De vez em quando lá apanho umas pérolas que me confirmam todas as conclusões que fui tirando sobre a espécie humana ao longo dos anos, qual Darwin. Hoje fiz uma viagem de três horas e deu pano para mangas. Vi um irmão e uma irmã à pancada, mas forte e feio, vocês não estão bem a ver, ele mordia-a, ela mandava-lhe lapadas de mão aberta no focinho, na nuca e nas orelhas, ele mandava-lhe murros na barriga, ela cuspia-lhe, ele puxava-lhe os cabelos, e lá refilavam eles um com o outro, os dois uns autênticos brutamontes ainda novitos, na sua adolescência, enfim, amor de família do bom. Vi também toda a gente a entrar em pânico porque uns eram surdos e os outros levavam os phones nos ouvidos, e então não ouviram o revisor anunciar a paragem (anunciou, mas muito baixinho), já estavam todos a levantarem-se e ai que não anunciou, ai que não sei onde estou, ai que isto é uma falta de respeito, anunciou sim senhor, mas vós ides todos a dormir minha gente. Vi uma gaiata a mudar de lugar umas três vezes, porque nunca se sentou no dela e, depois de se sentar no terceiro, quando veio a pessoa a quem pertencia aquele lugar, teve o descaramento de dizer "olhe sente-se aí noutro, se faz favor, porque eu já mudei três vezes e já começo a ficar farta" e a mulherzita só teve tempo de erguer as sobrancelhas, muito escandalizada com a má educação da miúda, pois claro, e lá se sentou ela noutro lugar. Vi um homem babar-se e a roncar enquanto dormia. Vi um rapaz a fazer bolhinhas de saliva. Eu realmente nem preciso de me entreter com nada, que isto é uma versão leve da TVI em andamento.
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17 de outubro de 2014
Meias
Expliquem-me, que eu não entendo, porque é que a mulher tem sempre que saber onde está aquilo que o homem perdeu e que não encontra? Certo, somos nós que lavamos. Certo, somos nós que arrumamos. Certo, somos nós que sabemos qual é o melhor sítio para pôr as coisas. Mas não somos nós que tiramos as coisas do sítio, não meus senhores, não somos. E não somos nós que temos que saber responder-vos sempre de modo a evitar uma crise existencial crescente aí dentro, que vos faz empolar as veias. Portanto, presumir que vamos sempre fazer aparecer tudo e mais alguma coisa, inclusive aquela meia que perderam há 500 anos atrás, qual truque de magia, está errado. Pior, se nós não soubermos da desgraçada da meia, que entretanto já deve ter ganho raízes, ficam ofendidos que nem uma virgem, porque é, e cito, "suposto tu saberes onde estão essas coisas". Homens.
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