5 de novembro de 2014

Tá difícil

Eu bem que tentei ignorar a onda do Não Me Toca e isso tudo, mas, reconheçamos (que eu também sou menina para dar o braço a torcer de vez em vez), que quando alguma coisa se torna viral nós deitamos o olho. Neste caso, o ouvido também. E eis que dei por mim a passar os olhos pelas letras do Anselmo, depois de ouvir até à exaustão as músicas do moço sensação a passar na rádio e nos bares e em todo o sítio e mais algum. Comecemos, pois então, que se faz tarde:

1. Eu te disse que eu era inocente, baby
Esta é aquela do "eu bem te disse pra estares masé caladinha, que não esteve nenhuma moça de leste no meu quarto, aquilo no cobertor eram os pêlos do Labrador da vizinha, eu bem te disse, mas tu és sempre a mesma coisa, pá, sempre a mesma coisa". Ali o "baby" é para dar uma pitadinha de doçura.

2. O teu ciúme no teu ouvido pôs algodão
Não foi o ciúme, Anselmo. Ela não está é para te ouvir cantar, pareces uma tia de Cascais com a caganeira, qualquer dia até eu estou a pôr algodão nos ouvidos.

3. Meu telefone e email tu tinhas o pin
 Aaah, mas do Tuíta e do Feicebuque nem vê-lo. Tá mal. Ou dás todos, ou não dás nenhum.

4. Pra ti sou sempre o vilão, ão
Os cães fazem-se de mortos, aqui o nosso Anselmo faz-se de vítima. Eu já disse ao meu homem que, da próxima vez que discutirmos assim qualquer coisita, vou também cantar, no meu tom de voz sofredor, "pra ti sou sempre a vilãaa, haaan". Pode ser que resulte e que ele venha em direcção à minha pessoa para me dar um xi-coração e que eu depois tenha a oportunidade de dizer "não, não, não. Não me toca!"

E agora, vá, "me deixa ir" que amanhã é um dia pesadito. Boas noites.

2 de novembro de 2014

10 provas de que Deus não me curte

1. Nas situações raras em que deixo a loiça por lavar, o prato precisa de ser esfregado 355 vezes até ficar bem.
2. Compro uma coisa e uns dias depois aparece em promoção, com um desconto para aí de 50%.
3. Quero muito aquele item em específico e não tem o meu tamanho. 
4. Saio de casa e começa a chover.
5. Levo a roupa de inverno para Coimbra, porque o tempo ficou feio, e na semana seguinte ficam 300 graus e um sol que não se pode.
6. O jantar está em execução e falta-me alguma coisa que não tenho em casa.
7. A matéria que estudo mais é precisamente a única que não sai.
8. Estou a fazer alguma coisa importante e a net vai abaixo.
9. Um mês a poupar para comprar aquilo e, quando finalmente tenho o dinheiro, já não há. 
10. Bater com o cotovelo, sempre da mesma forma e no mesmo sítio, praticamente todos os dias.

31 de outubro de 2014

Enfermeiras, princesas e Smurfs

Pessoal, isto é o Halloween. Não é o Carnaval. E por muito que seja giro vestir de enfermeira badalhoca, tentem que o badalhoco seja mesmo porque as vossas tripas estão de fora e vocês nem tiveram tempo de se limpar. E por muito tentador que possa ser ir de Princesa, porque queremos andar sempre lindas (suas vaidosonas!), metam uma faca a atravessar-vos a cabeça e façam qualquer coisa à cara ou ao cabelo para parecer que andaram a combater na segunda Grande Guerra. Palhaços assustadores, sim, enfermeiras de asilo, sim, vampiros, bruxas e ogres, sim, Lili Caneças ou Betty Grafstein, também. Se quiserem mesmo levar isto à loucura, vistam-se de Correio da Manhã, que assusta de tão mau. Agora cenas que não servem para assustar guardem para o Carnaval, combinado? Prooonto. Entretanto, vou só ali ver se encontro a minha mão direita, que de vez em quando dá-lhe para a brincadeira e foge que nem uma maluca. 

30 de outubro de 2014

Fuck it


As maravilhas que se encontram num parque de estacionamento.

29 de outubro de 2014

As mulheres e a discrição

Quero crer que sou uma pessoa discreta, mas vamos lá ver, falando a sério, a quem é que eu quero enganar? Uma mulher discreta é uma raridade. Nós nascemos para ser curiosas e para satisfazer a nossa curiosidade na hora. Não é daqui a cinco minutos, duas horas, não, é logo. Para ontem. É por isso que não nos podem dizer "olha, está ali a passar uma mulher com três mamas e um braço no meio da testa" e acrescentar "mas não olhes agora" porque nós não vamos aguentar. Ainda a outra pessoa não acabou de falar e já nós estamos a fazer o movimento ao pescoço sem qualquer tipo de arrependimento. E depois não olhamos devagarinho, era o que mais faltava, toca a virar depressa que isto a vida são três dias e não podemos perder muito tempo. Quando é um grupo de mulheres e viram todas ao mesmo tempo, enquanto perguntam "ONDE" é que eu fico contente. Show de bola.