30 de janeiro de 2015

Ponto de situação

O dia está feio, estudo nem vê-lo, bolachas acabaram, gelado não há, TPM a chagar-me a cabeça (já li sobre isso três vezes hoje, aqui pela bloga, o que é que se passa, pá?). Vida difícil.

Isto é demasiado sério para não ser divulgado

29 de janeiro de 2015

Não posso dizer muito mais

Casa dos Segredos:

- Qual é o nome da nossa galáxia?
- Via Rápida.

Era enrabá-los a todos

Wow. OK, Panda, calmex. Mas sabem, é que hoje aconteceu outra vez. Eu, que tenho que me sentar à frente em altura de exames por causa do meu primeiro nome (que não existe para nada que não para me colocar sempre nos primeiros das turmas, um suplício, digo-vos, não é fácil ser eu), fico ali colada à secretária dos vigilantes e sou vítima do parlapiê constante que eles insistem em praticar quando estão ali dezenas de pessoas a tentar concentrar-se, nas suas tentativas infrutíferas de ler o raio das perguntas que, por sinal, não ajudam nada à brincadeira, por causa do Português pomposo que eles usam e que só contribui para lermos aquilo e pensarmos "quê", acabando por ficar a saber o mesmo, ainda que aquela frase já tenha sido lida cinco vezes. A pergunta "descreva uma batata" acaba por se tornar num "identifique e explicite, sucintamente, as características corpóreas de Solanum tuberosum, planta perene da família das solanáceas" (a Wikipédia ensinou-me e eu ensino-vos a vocês, aprendam que eu não duro sempre), ora, assim não tem jeito nenhum. Se estudo batatas, peçam-me batatas. Mas que se entenda que querem batatas. Agora apetece-me puré. Xau aí.

28 de janeiro de 2015

Qu'est-ce qu'on a fait au Bon Dieu?

Tanto para estudar para o exame de amanhã ainda e, finalmente, dois filmes no Warez que estou num desespero total para ver. O Jogo da Imitação e Caminhos da Floresta. Ninguém merece.

A estudar Freud


Já me cansa.
Vá, prometo que é a última BD. (dos próximos dias, também não abusem)

26 de janeiro de 2015

Por acaso enquanto estava a estudar lembrei-me

Expliquem-me só: festa de anos que se preze, hoje em dia, é com convidados até não caberem mais, todos a comerem e a beberem que nem umas bestas e, no fim, a pagarem o que meteram para o bucho, certo? Cada um paga o seu. 

- Vou dar uma festa de anos, queres vir?
- Quero.
- Mas pagas!

Então e onde é que vai o tempo em que eram poucos, mas bons, e quem pagava era quem fazia anos? Eu já fiz anos há um mês, mas com estes negócios, vou fazer uma festa por mês. Fica muito em conta. Uma coisinha de arromba, assim daquelas de rebentar com o fígado. Olhem, estão convidados, está bem? Mas são 9€.

Estava a escrever com caneta vermelha e lembrei-me

No quinto ano, Panda de meio metro fez o seu primeiro teste (ainda sou do tempo em que não sabia o que era fazer um teste a sério até chegar ao ensino básico). Era de História. Estava muito nervosa e, quando vi que me tinha esquecido da caneta azul, já o professor (mauzão, grisalho, grandalhão, capaz de me matar se me desse uma lamparina no focinho) me tinha posto o teste na mesa, fiquei cheia de medo de falar e de pedir uma caneta emprestada e nem pensar em pedir à autoridade. Usei a minha caneta vermelha, a única caneta que tinha no estojo, para responder a tooooodas as perguntas. No fim o professor veio recolher. Nunca eu, na minha doce inocência, pensaria que escrever a caneta vermelha seria crime. Afinal, os professores até corrigem com uma! Perguntou-me que brincadeira era aquela, que eu, do alto dos meus 10 anitos, deveria, com certeza, estar a gozar com ele. Que era uma pouca vergonha. Que eu o tinha mandado à merda. Tive que repetir o teste todo. Ora bem.

Então Panda, que tal?

Três coisas a dizer:
1. Está um frio do c*;
2. Apetece-me pegar nas professoras que fazem vigília, rodá-las no ar até perderem os sapatos e os dentes, e ensinar-lhes que a sala onde está a decorrer o exame não é o sítio ideal para conversar sobre chá (mesmo que sussurrem, tudo o que estará no meu cérebro é "pss, psssss, pssss, psss");
3. Quero dormir.

25 de janeiro de 2015

Devem pensar que a minha vida é isto

Amanhã tenho um exame de melhoria às oito da matina. Às OITO. Às oito da manhã, eu sou um vegetal. Às oito da manhã, e ainda por cima com este frio, os dois neurónios que me restam estão a dormir e, ainda por cima, estão congelados. Percebem? Bolas.

24 de janeiro de 2015

Juro que chega por hoje

Mas vi isto noutro blogue e não me aguentei. Quis chorar, tamanha foi a alegria que me trouxe.


De vez em quando perco a minha tartaruga

É isso mesmo. Ela gosta dos sítios mais recônditos da casa. Onde houver escuridão, pimbas, é para aí que Sr. Dona Forrest gosta de viajar. O bicho deve pesar 1kg, está grande comó raio, mas ainda assim dava jeito um balãozinho para saber sempre onde é que a catraia se enfiou. E vocês não estão bem a ver, a minha tartaruga abre portas. Ela tem tanta força nas patas, que se a porta estiver encostada ela consegue ficar ali a fazer força até, finalmente, soltar a parede e lá vai ela. E desengane-se quem pensar que todas as tartarugas são lentas, porque esta aqui desaparece-me do alcance num piscar de olhos. Basta desviar o olhar durante 30 segundos e, se lhe apetecer caminhar, deixo de saber onde é que ela pára. Hoje percorreu a casa (não há cá escadas, atenção) e veio dar ao meu quarto. Comecei a ver a minha porta a abrir e borrei-me um bocadinho, mas depois "ufa, que é só a minha tartaruga a entrar-me pelo quarto adentro". Deixei-a andar à vontade, que ela não se perde. Pois. Tá mal. Perdi-a eu. Não a encontrava em lado nenhum e eis que olho para a minha cama, que por acaso tem uma cama gaveta por baixo, e pensei "naaa". Mas sim. Depois de muito procurar, cheguei à conclusão de que teria que arrastar o raio da cama e rezar ao mesmo tempo, para o caso de haver hipótese de esmagamento. Lá estava ela, mesmo no meio. Descansada da vida.


Forrest quando era bebé (agora parece um bisonte)

Pssst, pssst, cheguem-se aqui

São 10 000 visitas aqui ao fingido, já. Pouco para alguns, muito para mim. Passo bons bocados a rir-me quando escrevo patetices sobre o que me dá na veneta, quando leio o que vocês escrevem e quando vocês, meus bambuzinhos (já sabem), me derretem com o "Pandinha" e o "Pandy" e todas essas coisinhas fofinhas. Fico contente por ler a Linda Porca, cuja escrita e episódios hilariantes que conta me prenderam desde o início da minha estadia por cá, o SOG, cujo blogue é sempre bom acompanhar (e agora com a rubrica nova é que partiu tudo, bumba!), a Uva Passa, que nunca imaginei que a autora de um blogue tão bom e tão completo pudesse vir a pôr os olhos em cima deste e, muito menos, segui-lo, e o Silent, comentador fiel aqui do fingido desde o início e cujas intervenções não dispensaria por nada. Não posso também deixar de lado a maria umbelina, a Maria Varredoura Pau de Vassoura, a Tim e a ernesto. Se for a enumerar todos os que me fazem bem neste mundo estranho, ainda que não o saibam e nem eu lhes diga, não saio mais daqui. Por isso fico-me por este parágrafo singelo. Obrigada!

23 de janeiro de 2015

Ainda do comboio

Estendo-lhe o bilhete e o cartão de cidadão. Ao revisor, entenda-se. Olha para a fotografia, olha para mim com ar suspeito, mais uma vez para a fotografia, outra para mim. 

- Tem a certeza que é você?

...

Já aqui falei sobre isto

E hoje aconteceu outra vez. O comboio estava cheio, mas cheio, e eu sentada perto de uma porta com mais três lugares ao pé de mim. Será que tenho mau aspecto? Cheiro mal dos pés? Sai-me pêlo do nariz? Será que o meu buço se nota assim tanto?

22 de janeiro de 2015

Mal entendido

Sobre a nova novela da TVI, a notícia dizia qualquer coisa como "actores vão gravar em Angola durante 3 semanas". O torrãozinho leu "actores vão engravidar em Angola durante 3 semanas". Should be interesting.

I don't drink coffee, I take tea my dear


21 de janeiro de 2015

É tudo

Tenho vindo a descobrir que a Casa dos Segredos pode ser um belo entretenimento, principalmente considerando que estou em época de exames e que, como tal, o meu cérebro tem recebido pouquíssimo oxigénio. Mas de todas as coisas que poderia comentar, nenhuma me está a causar tanta urticária quanto um ombré que começa na linha das têmporas e que, em vez de um ombré, parece mesmo é que a raiz não vê tinta há meses.

19 de janeiro de 2015

Aqui há tempos fui ao médico

- Então, menina, de que se queixa?
- Olhe Doutor, trago aqui a pele num serviço, que temo que isto me vá cair daqui a não tarda, veja-me lá isto, por favor.

(examina as minhas mãos e braços)

- Então era a sua mãe na consulta que dei antes, não é verdade?
- É, sim.
- Pois. Estava ela a dizer-me que a filha vinha a seguir.
- ...
- E eu perguntei que idade tinha a menina, o que estuda e onde estuda.
- ...
- E a mãe respondeu-me que tem 23 anos e que estuda Psicologia, em Coimbra.
- Sim, é verdade. 
- Muito bem, muito bem. Muito bem.
- ...
- E digo-lhe que a menina é muito bonita, estava boa para o meu filho...
- ...
- Mas já sei que tem namorado.
- Pois é.
- Pois, que desagradável, o meu filho também estuda em Coimbra, é assim bem parecido, o rapaz, sai à mãe, pois como poderá ser-lhe levado a pensar...
- Ahah...
- Mas veja lá, qualquer coisa, eu apresento-a!
- ...
- Isto é pele seca.

18 de janeiro de 2015

Casar vs viver juntos

Lia eu há uns tempos num blogue que, segundo a opinião da blogger, casar nunca será o mesmo que viver juntos, que o nível de compromisso de quem se casa é muito maior, e que quem não se quer casar e só quer viver com o parceiro está simplesmente a ver onde a relação vai dar e não quer arriscar nada mais. Uma opinião, claro, que respeito mas da qual estou a milhas de concordar. Imagine-se que o post foi logo alvo de grandes críticas nos comentários, como já, certamente, se deveria estar à espera. Eu estaria. Havia, também, defensoras acérrimas da mesma opinião da blogger. Já eu, não me alonguei no meu comentário ao post, mas o que é certo é que me fez cócegas e fiquei com o bichinho para escrever sobre este assunto. Foi hoje, por nenhuma razão em especial. Eu sempre sonhei com o casamento, a cerimónia religiosa, uma festinha íntima a seguir, sem gente a mais e sem gente que não me diz nada e vai só por arrastão. Sempre quis casar, desde pequena que vejo o casamento como uma espécie de objectivo que espero conseguir cumprir. Leva dinheiro, leva tempo, "ah, podes perfeitamente casar pelo civil, não é assim tão caro e ficas casada na mesma", sim, é certo. Mas eu quero o casamento religioso. O meu homem é religioso, a família dele também, eu também e a minha família também, e sempre vi aquele tipo de cerimónia como uma tradição a cumprir. Sou bastante tradicional e os casamentos mexem (e muito, vocês não estão bem a ver o nível de choradeira) comigo. E esta é uma escolha minha, tão válida quanto qualquer outra. Tão válida quanto viver juntos, tão válida quanto casar pelo civil, tão válida quanto o que vocês quiserem. Agora, medir sentimentos, que me parece até impossível (mas isso sou eu, que não meço estas coisas, sinto e pronto), através da escolha que cada um faz relativamente à forma como quer passar os seus dias com a cara metade é que me parece, à falta de melhor palavra, feio. Se quem escolhe não casar, está "a ver onde vai dar", então como é que se justifica tanto divórcio? É que por esta lógica, a partir do momento em que nos casamos, não voltamos atrás, não acabamos com o relacionamento se ele não estiver a correr bem, porque só quem não se casa é que tem essa hipótese em cima da mesa, porque casar é um passe que garante felicidade eterna. Opiniões, claro.

16 de janeiro de 2015

Ora vamos lá desabafar sobre os ódiozinhos de estimação, que há muito tempo que não sou embirrenta e tenho o bichinho a revelar-se

Confesso que nunca senti uma paixão arrebatadora por quem espreme borbulhas e pontos negros em público, sejam do próprio ou de outro desgraçado qualquer, mas ainda me fascina menos quando é na praia, nas costas da outra pessoa, enquanto se está ali estendidinho na toalha e se estorrica a pele, sim, porque não há cá dinheiros pró solário e queremos é ficar da cor das alheiras de Mirandela (nham), tal como não há dinheiro para irmos fazer uma limpeza de pele a um sítio qualquer próprio para nos espremerem os demónios, e para quê ler uma revista ou um livro, ouvir uma música, ir à água, sei lá, para quê, quando podemos esfuruncar o lombo do parceiro, ou da tia, ou do raio que o valha, com os nossos polegarzinhos irrequietos até escorrer sebo e sair de lá uma batata daquelas próprias para cozer? E já que estou lançada, para quê mastigar como gente civilizada, de bico fechadinho, lindos, quando podemos perfeitamente mostrar os espargos e a carne de vitela, empapadas e trituradinhas a preceito, a toda a gente que está connosco naquele jantarinho agradável de família e, já que estamos numa de ter glamour, falar ao mesmo tempo que o fazemos? E falando em mastigar, para quê mascar a pastilhinha também de biquinho fechado quando podemos perfeitamente infernizar a vida aos outros com aquele "nheck, nheck, nheck" nojento e mascá-la como se estivessemos num concurso qualquer desses do Got Talent? 

Eu estou bem.

15 de janeiro de 2015

Something like Olivia

Ou de como não me farto desta música, por muito que a ouça. Imagino sempre uma carrinha de caixa aberta, umas texanas, um vestido branco de alças e acima do joelho, a janela aberta, o vento a levantar os cabelos e a purificar a alma e os pés no tablier. Por aí, pelo verde deste mundo.


Ooooohhhhh, e agora?

O único carro do meu agregado familiar tem a minha idade. Estou muito desapontada. E quando eu quiser passear pela Capital? Será que devo alugar um burro?

14 de janeiro de 2015

Pêlos

Ocorreu-me, por breves momentos, que faria mais sentido que ele me chamasse Panda (para quem ainda não sabia, está por último) não por fofices que não vou dizer aqui, porque ia corar (e eu não gosto que me vejam nessas vulnerabilidades!), mas sim porque eu sou peluda. É isso mesmo, ou não fosse eu um verdadeiro Panda. Isso e as olheiras. Mas voltando aos pêlos, os meus são verdadeiras estacas de madeira sujeitas a vazar um olho a alguém (os das pernas, entenda-se). Digo-vos mais, se eu os deixasse crescer, serviam de recreio para o Tarzan se baloiçar, quais lianas. Grossos que são, imagine-se, custa pra dédéu arrancá-los. Isto traduz-se no quê, mesmo? Ora, eu explico. Sempre que vou fazer a depilação a cera numa esteticista, é o Texas. Um pandemónio. Feio de se ver. Eu estrabucho, a pobre faz força, eu rilho os dentes, ela diz que não custa nada, eu penso "experimenta ter varas em vez de pêlos e vais ver se não custa nada, filha", já passada de todo da cabeça, pois então que só me apetece gritar, mas aguento, aguento porque sou mulher e porque sou forte, olha que porra, um dia vou parir um puto, dois, três, não sei, mas isto tem que ir a bem, e suo, suo que nem os gajos da WWE, e ela "aaaai que está a suar tanto, assim é pior", e eu agarro-me à porcaria do papel branco que se cola ao rabo e às pernas e penso "ai é pior? Então e se te arrancar os olhos com a cera quente que estás a usar nas minhas virilhas, não é pior ainda?", mas não digo nada disso, vai de aguentar, que já falta pouco, mas não, afinal não, afinal falta perna e meia, mas já não passou uma hora?, e ela transpira tanto quanto eu, parece que está de bisturi em punho a remover um brinde do Bolo Rei, eu sinto-me mais exposta do que alguma vez me senti na vida, pensa em coisas boas, pensa em coisas b- Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh, c-c-c-cuidado! Saiu carne, de certeza! Tenho o tendão à mostra, não tenho?

...
...
...

Não vou muitas vezes à esteticista.

Ajuda do público

Estou a tentar estudar numa sala de estudo. Digo tentar, porque estão quatro símios aqui a abrir a goela e nunca mais se calam. Veio agora um símio juntar-se, fazem cinco portanto, e ele foi arrastar cadeiras e juntar mesas para estarem todos quentinhos. Como procedo?

Hipótese 1: "Calem-se, antes que vos enfie um marcador fluorescente pela traqueia abaixo"?
Hipótese 2: "Ou se calam, ou levam com uma cadeira nos cornos e nunca mais vêem a luz do dia"?
Hipótese 3: Dou-lhes com uma cadeira nos cornos sem ameaça prévia?
Hipótese 4: Flip the table e vai tudo co c*, provoco grande choque, fecham as matracas e ficam a perceber quem rula aqui?

Adenda: São para cima de dez, agora. E se eu lançar uma bomba de mau cheiro?

13 de janeiro de 2015

Rais te queimassem a lã dozóilhos

A ti, chavalo, que não tens mais nada para fazer, ya, e decides que os teus vizinhos também têm que córtir milhões do teu som bacano, todo Hip Hop e cenas. E do teu Dubstep que ouves quando queres cheirar umas linhas, ya. Epá, népia, mano.

(O irónico disto é que estou a estudar os neurónios. Agora pensem.)

12 de janeiro de 2015

Com que então

O C'xtiano ganhou a terceira Bolinha de Ouro... Quando fizeram a estátua já sabiam que seriam três bolas, não era? Os malandros!

Então e os saldos, Panda?

Olhem, não dá. Não tenho pachorra. Demasiado mulherio no mesmo sítio. Duas coisas que comprei porque esperei por agora para encontrar mais barato. Consegui, mas fui lançada e sempre com o braço à frente a proteger. Que isto das etiquetas vermelhas é um perigo. Em cinco minutos aviei as duas compras e agora estou livre. Primarks e Zaras nem lá entrei, que isso era masoquismo. Ou estupidez, também dá.

11 de janeiro de 2015

Sabem o que acontece se me disserem "não"? Sabem? Hum? Não me contrarieeeem!


A do supermercado é o que me apetece fazer aos passeantes de domingo que, em vez de caminharem, se arrastam numa lentidão empecilhante descomunal, quando tudo o que eu quero é passar para ir buscar a filha duma putisse da tomatada.

9 de janeiro de 2015

Feng Shui

Primeira mudança deliberada do ano: disposição dos móveis do quarto aqui de Coimbra. Demorou uma eternidade, porque o espaço é pequenino. Mas faz bem mudar e apeteceu-me começar por aqui. Nada está onde estava. Estou a gostar.

Hoje é dia não

Perde-se uma vida, ele tem que se ir embora para o luto e fico cá eu, à espera, sempre expectante, sempre a esperar pela próxima vez em que vou poder ter aquele abraço que só ele sabe dar, que me esmaga e que quase me impede de respirar enquanto dura, depois tenho as preocupações todas em cima das costas, é o mundo que piora, são as emoções que não me deixam descansar um bocadinho de as ter à flor da pele, é o ter que prever o que não devia para minimizar os problemas e nunca conseguir estar descansada nem relaxada em lado nenhum nem em situação alguma, é o meu futuro que já pareceu mais sorridente, é a consciência que incandesce tudo o resto e é a concretização de que não tenho paz, nem terei em tempos próximos.

8 de janeiro de 2015

Deixem-me ver se eu entendi bem

Entristece-me escrever sobre terror e ainda agora o ano começou. Mas vamos a isto, porque tenho um nó na garganta.
Então, de repente, quem defende a liberdade de expressão, mas considera também que não é preciso andarmos a dizer uns aos outros tudo o que nos vem à cabeça, é o mesmo tipo de pessoa que acha que mandar uns balázios só porque não se gostou da piada é uma coisa bem feita, é isso? Não vamos exagerar, vamos ser racionais. Talvez puxar um bocadinho pela cabecinha, que ela serve para alguma coisa. E aos Gustavos deste mundo, a esses que pedem aos "que fazem carreiras a ridicularizar a verdade de quem não conhecem de lado nenhum" que "aprendam alguma coisa com isto", enfiem-se num buraco porque a imbecilidade já é sinal de um baixo quociente de inteligência. Mas qual verdade? A intolerância levada ao limite? O extremismo? Que eu saiba, Deus (ou o nome que vocês Lhe quiserem dar) é inatingível e não precisa que o defendam com barbárie. Mas esperem lá, que isto dá-me toda uma nova perspectiva sobre a vida. Ai de alguém que faça uma piada sobre psicólogos à minha frente, que leva com uma bazooka nos cornos e pia fininho. "Ai podes dizer o que queres, podes, mas..." Mas, mas, mas. A liberdade, seja em que situação for, nunca é total. Irónico? Quem nos diz que somos livres, está a enganar-nos. Isso não existe, não numa sociedade destas. Não enquanto existir fanatismo, seja futebolístico, político ou religioso. A religião é perigosa se ultrapassar as doses diárias recomendadas. Todos os fanatismos o são. No Charlie, os corajosos, porque o são, que defenderam até à morte um direito que têm mas que a sociedade dá e tira, têm o meu respeito e o meu luto. Os outros, os que matam porque acham que estão a defender algo maior, a lutar pelo respeito de algo que tão acérrima e afincadamente teimam em preservar, nunca vão tomar outro rumo. E muitos serão os onzes de Setembro deste mundo.

6 de janeiro de 2015

Estamos já no dia 6

Quando é que se vão calar com o "ano novo, vida nova", o "bom ano" e o "ai que eu tenho tantas resoluções e sou uma pessoa mudada desde que marfei as passas todas sem mastigar e me atirei da cadeira abaixo"? Meus amigos... Parem lá com isso, sim? Vamos contribuir para um mundo melhor.

2 de janeiro de 2015

Questões que continuarão a inquietar-me, por muitos anos que passem

Porque será que abro a boca quando ponho rímel?
Porque será que os putos gritam por tudo e por nada, como se estivessem a ser esfaqueados?
Porque será que há pessoas que mexem os lábios conforme os outros falam?
Porque será que bato sempre com o mesmo cotovelo no mesmo sítio?
Porque será que as pessoas gostam de ficar a conversar no início/fim de uma escada rolante?
Porque será que levam os recém nascidos a passear ao centro comercial?
Porque será que levam os recém nascidos à rua quando nem nós, que temos 120kg no lombo, aguentamos este frio?
Porque será que ainda não inventaram uma maneira indolor de fazer uma depilação eficaz?
Porque será que as pessoas tiram selfies às mamas?
Porque será que as pessoas tiram fotografias aos pés?
Porque será que as pessoas usam as hashtags para escrever autênticos romances históricos no Facebook?
Porque será que ninguém pode ser gordo, mas toda a gente pode comer que nem um bisonte durante duas semanas pela altura do Natal?
Porque será que dão iPads e telemóveis a seres que ainda nem sabem falar direito?
Porque será...?

1 de janeiro de 2015

Medo, muito medo

Quando o primeiro anúncio televisivo que vejo em 2015 é o do Futre e do estimulante sexual.

Das resoluções

Acho que em ano algum me comprometi a fazer o que quer que fosse, com a desculpa de ser "ano novo, vida nova". Este ano não será excepção. O tempo não parou ontem para recomeçar outra vez e, como tal, as minhas resoluções estão num continuum, são resoluções de vida para a vida. Tenho umas de há uns anos atrás, tenho umas deste ano que passou, enfim. Mas a minha principal resolução é também a palavra de ordem para 2015, que vou tentar aplicar em tudo na minha vida, sem excepção: calma. Preciso de calma dentro de mim. Preciso de sentir que emano calma por todos os poros que tenho. Calma, paciência, estabilidade emocional. Só isso. E assim, acho que outras coisas, melhores coisas, virão.

Venho já aqui dar notícias

Correu bem. Ninguém se magoou. Não voaram facas. Não caíram pessoas no chão depois de uma martelada bem dada nas ventas. Nope, nope, tudo fino. Tudo na paz. E eu? Tensa que nem... Olhem, tesa, pronto. Que nem um carapau. Dos nervos. Sinto agora umas pontadinhas e uma dor muscular de ter estado tanto tempo a suster a respiração e a contrair os músculos, tudo isto sem dar conta. Agora que aliviei a carga, bumba, dores com ela. Começo 2015 toda partida e nem sequer tive proveito. É assim a vida. Deixo-vos só uma fotozinha do meu little black dress. E como aqui nos trópicos está um calorzinho bom, não dispensei o meu leque.