31 de dezembro de 2014

Hoje é que vai ser

Hoje, para além de entrar no Ano Novo com uma rabanada de gripe em cima que até se me mói as costelas e o diabo a quatro, ainda vou viver um dos jantares mais assustadores de que, com certeza, vou ter memória. Hoje é o dia em que os meus pais vão conhecer formalmente os pais do meu homem. Ainda estou a tentar decidir se aposto em como vai ser uma coboiada ou se aposto em como vão acabar todos à porrada e eu a ter que limpar depois. Pelos pais, não temo, que os homens nestas coisas, e conhecendo os dois como conheço, estão na boa. Agora pelas mães, tenho medo, tenho mesmo muito medo. Portanto, fofos, se eu não aparecer aqui no prazo de 3 dias (vamos dar uma margem para me recompor do choque, obviamente), já sabeis que a vossa Panda se foi desta para melhor e que podeis cada um ficar com um bocadinho das cuecas que usei para entrar no ano que aí vem. Feliz 2015, meus.

Matreirice

Bambus do coração, estão bons? Olhem, eu nem por isso. Continuo aqui que nem posso, doentinha, tadinha de mim. Deus não me curte mas quer preservar a minha linha e prevenir-me de um bom travo a diabetes, de certeza, porque aposto que isto foi tudo para eu não me pôr para aí a comer rabanadas e bolos como se tivesse fundo roto. Resultou. Ando a sopas. Não tenho apetite, mas tenho tosse (tanta que acho que vou acabar esta época com uns abdominais do catano) e um "bigode" vermelho de fazer inveja a muita decoração natalícia. Mas bem, adiante, que eu estou na flor da idade e queixar-me dos podres não faz parte do meu feitio. Estive para aqui a matutar em todas as carinhas que faço durante o dia e com que fim as uso (sim, calculista much) e cheguei à conclusão de que há pelo menos duas que são relativamente universais no mundo das mulheres.

1.  Juro que não fui eu
Esta é a cara que usamos quando nos queremos livrar de alguma, tipo aqueles cães a quem põem os cartazes a dizer coisas humilhantes para os castigar (logicamente), porque comeram o sofá da sala. Arregalamos os olhinhos, as sobrancelhas minuciosamente enviesadas, cabecinha inclinada para a frente, olhar para cima e aqui vai disto Evaristo. Normalmente isto resulta, mas normalmente também usamos isto para manipular o homem lá de casa, o que me leva a concluir que a expressão nem é assim tão eficaz, nós é que a usamos com o alvo certo. Porque isto com as mães não resulta nada, por exemplo, pelo menos com a minha nunca resultou. Já com o moçoilo, coitadinho, não me resiste e perdoa-me logo (olá torrãozinho!).

2. Vá lá, vá lá, vá laaaaaá
Esta é usada para pedinchar. O cachorrinho abandonado das caras. Batemos as pestanas numa perícia de fazer inveja à Nicki Minaj (se virem algum vídeo dela, saberão a que me refiro), fazemos aquele beicinho que diz "vês, é assim que eu fico se não me comprares esse bem de primeira necessidade que é uma pecinha de roupa da Zara", inclinamos a cabecita ligeiramente para o lado, podemos até tremer um bocadinho o lábio inferior, se falarmos imitamos a voz de uma criança e está feito. Para um efeito mais rápido, atirem-se para o chão, agarrem-se à perna da pessoa e supliquem, supliquem muito. Se a pessoa escoicinhar, não larguem, que isto não é para meninos.

Bem, agora vou só ali deitar-me no chão a tossir e volto depois. Adios, muchachos.

25 de dezembro de 2014

Provas de que realmente envelheci

- Passei o dia de anos de molho. Febre, dores de garganta e pingo. Adivinha-se uma escoliose no dia 25 de Dezembro de 2015, por este andar.
- Desejei "muita saúdinha, que é o que a gente precisa" a toda a gente que me telefonou e me deu os parabéns.

E prontos. É isto, meus amigos.

Um jogo para pessoas horríveis

O homem ofereceu-me este jogo. Não há em Portugal e é só o melhor jogo de sempre. Peguem numas jolas, nos amigos mais estranhos e passados da marmita que vocês tiverem e vai-vos doer a barriga de tanto rir. É um jogo racista, sujo, sarcástico, enfim, uma autêntica sátira em cartas. Só existe nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália e na Inglaterra. O que se faz, em linhas muito resumidas, é responder às cartas pretas (que são em número inferior) com as cartas brancas que tivermos na mão. O objectivo é conseguir responder com a carta o mais estúpida possível, tendo em conta a pergunta que está na carta preta. Um exemplo? 

Carta preta: "What gives me uncontrollable gas?"
Carta branca: "My ex-wife."

Vá, vão lá dar uma espreitadela ao site oficial e durmam sobre o assunto.

Eu sei que isto é pirosinho

Mas passo a explicar. Eu e o moçoilo temos dois nomes que se destacam de todos os outros, daqueles nomes que os casais foleiros adoptam para se designar. Eu sou a Panda e ele é o Pinguim. Não sei porquê, mas foi assim que ficou. Tudo para dizer que encontrei o nosso bolo de casamento:


24 de dezembro de 2014

Ah, e já agora

Feliz Natal e empanturrem-se todos!

Já vai chegar aquela altura negra

Faço anos mesmo no dia de Natal, amanhã portanto, e isso é coisa para causar confusão a muita cabeça. Em vez de me darem os parabéns e desejarem também as boas festas, recebo só a típica mensagenzinha do Pai Natal e do ano próspero e esquecem-se que um evento muito mais importante aconteceu em simultâneo, há quase 24 anos atrás. Há vidas difíceis, mas a minha...

23 de dezembro de 2014

Já me desgracei


Na Zara, pois então.

22 de dezembro de 2014

Eu prometo que páro de publicar a seguir a este


Está tanto frio

Que se não usar sutiã, ainda vazo um olho a alguém.

Finalmente

O Cristiano até parece um gajo bonito.


Só falta para a tartaruga*

Pronto, tenho as prendas de Natal todas despachadas. Normalmente, por esta altura, ainda teria coisas para comprar, mas deixei-me disso de oferecer a toda a gente que vejo pela frente e agora limito-me a oferecer às pessoas que têm realmente um grande significado para mim. Só gostava de poder comprar outro tipo de coisas, em vez das típicas prendas simbólicas, mas não há dinheiro para tal, senão era ver-me a pulular de alegria. Se há coisa que gosto de fazer é oferecer um presente a alguém. O carinho que dedico a escolher, depois ver aquilo embrulhadinho e no saco, depois chegar a altura de dar e depois a antecipação, será que vai gostar, será que não vai, tudo isso me enche de amor. Claro que, à custa disso, acabo muitas vezes por dar a prenda antes do dia de Natal, porque não consigo aguentar, é mais forte do que eu e é pior do que ter a bexiga cheia. Mas que se lixe, o Natal é quando um homem quiser, é ou não é? Eeeeé.

* Se calhar vou-lhe comprar um guizo, que a gaja desaparece-me a toda a hora. Depois vou dar com ela nos sítios mais recônditos aqui de casa. 

21 de dezembro de 2014

"Dê-me o seu email, por favor"

Arrepio-me sempre que ouço isto. Fiz aquilo no auge dos meus 15/16 anos e, até hoje, faltou-me paciência para mudar para algo mais profissional normal. Então é ver-me:

- ou a mentir desavergonhadamente e a dizer que não tenho tal coisa, que sou uma pessoa de modas antigas retrógrada;
- ou a dizer aquilo entre dentes o mais rápido que conseguir e a proferir alguma coisa logo de seguida para ver se a pessoa não tem muito tempo para pensar no ridículo do conteúdo frásico que aquilo tem.

As duas hipóteses têm em comum o facto de eu ficar mais vermelha que o gorro do Pai Natal e a sentir um calorzinho na face que dava para fazer ovos com bacon.

De pequenino se torce o pepino

Eu gosto de putos. A sério que sim. Já aqui disse várias vezes que até quero uns cá para casa um dia e tudo. Regabofe, inchar e desinchar. Meter a moeda e sair a criança, como na França. Mas isto para dizer que os putos são muito giros, que são, mas os dos outros não. Eu vou gostar muito das minhas crias, mas tenho um bocadinho de pavor às dos outros. Quando são mesmo bebés, adoro-os, são uns pacházinhos fofinhos mai lindos, comem, cagam (e bem!) e dormem, só apetece ficar eternamente ali a dizer "teteeeeé, quem é que é o mais bonito aqui da casa, quem é? Também não é preciso muito, pois não? São todos uns bodezinhos, não são? Han? Coisa foooooofa! Cutxi cutxi!", como se não soubéssemos falar normalmente, feitos monhés*, mas quando chegam à idade em que descobrem que existem mais pigmeus como eles, bam, é uma tourada. Ficam parvos e berram. Berram demasiado. Exigem, fazem birra como se governassem o mundo. Berram em todo o lado, no restaurante, na igreja, na cama, na cozinha, no parque, em todo o lado, parece que os apertámos com muita força na goela e que aquilo veio para fora e formou assim uma espécie de altifalante potentíssimo que só nos apetece escavacar contra uma porra de uma parede. Não se aguenta. Correm em todo o lado, esfregam-se feitos porcos no chão do centro comercial que está cheio de cenas que eu nem quero perceber o que são, ficam todos sujinhos e a cheirar a um misto de couve estragada com óleo Johnsson, fazem trinta por uma linha. Mas o que consegue tirar-me do sério, não são os putos que se borram todos no chão nem que berram quando eu estou a tentar comer descansadinha ali no Xau Ming da zona. O que me chateia são os paizinhos, esses que acham tanta piada a ter um filho mal educado, que desculpam tudo com um sorriso amarelo, ao mesmo tempo que dizem "ah, é só uma criança" e enfiam ao puto um android pela traqueia abaixo. O menino não quer comer? Não come, então. Diz uma asneira? Vamos todos rir-nos, que é giríssimo. Levanta a mãozinha abençoada à mãe quando ela o repreende? Ora, coitadinho, tem sono. Umas palmadinhas no rabo no momento certo faziam milagres, já para não falar de que, se faz birra, perde o direito a ter o que quer que seja que está a tentar reclamar, em vez de ao contrário. Chamem-me extremista, mas depois é vê-los aí todos sabidos, a levarem os outros parvos todos como eles querem e a perderem toda e qualquer hipótese de aprenderem as regras mais básicas de convivência em sociedade. Já diziam os antigos: "de pequenino se torce o pequenino".

* Em jeito de curiosidade, que eu ali em cima brinquei com isto, esta maneira de falar com os bebés, esta entoação cantada e carinhosa que se dá, designa-se por "manhês", e contribui grandemente para a relação afectiva do bebé com a mãe, fortalecendo os vínculos existentes e a comunicação entre ambos. As coisas que eu sei, digam lá, hum?

16 de dezembro de 2014

Não sou muito de ler revistas de moda

Mas quando as leio (na cabeleireira, claro está, para me alhear do ambiente) deparo-me com isto. Quando li "tendências Game Of Thrones", por momentos, até pensei que me fossem falar de incesto...



15 de dezembro de 2014

Vai-me tudo para as ancas

Mas nem sabem o bem que sabe um dipping de chocolate de avelã em manteiga de amendoim (está em promoção no Continente, mas ninguém me paga). Mamãeee...

Coerência

Eu e o homem decidimos imitar animais. Às tantas diz-me ele: "imita uma vaca". Eu imitei. Chamei pela Voz.

14 de dezembro de 2014

É vermelhinho

Ontem comprei o meu primeiro gorro. 3€, na Primark. Pareço um alfinete.

(Até deixava uma foto, mas vocês depois ficavam tristes por não parecerem um alfinete tão bonito quanto eu.)

13 de dezembro de 2014

Barclaytretas

Hoje sonhei que entrava no centro comercial e que, na minha vidinha pacata, era interrompida para aí pela milésima vez por um senhor daqueles da Barclays, todo cheio de truques e brilhantina no cabelo, a perguntar-me se já tinha ouvido falar do cartão e blá, blá, blá, whiskas saquetas. E eu fiquei muito indignada, a olhar para ele com os olhos muito arregalados, completamente extasiada, e berrei-lhe qualquer coisa como "EPÁ, DEIXA-ME EM PAZ". Ele desmaiou. E é isto.

10 de dezembro de 2014

P.A.N.D.A - Balada dos exames*

Eu não sei o que é que hei-de escrever
E nem sei inventar respostas curtas
Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha não escrevo aqui

Sei de alguém por demais preguiçoso
Que por ser tão ocioso
Nunca foi capaz de estudar
Só que hoje vê o tempo que perdeu
Sabes que esse alguém sou eu
E agora vou-me empenhar

Sabes lá o que não tenho estudado
Estou sempre a sublinhar
Mas não tem resultado
E aqui estou eu
A ver o tempo passar
A ver se chega o tempo
O tempo de mandriar

*

Não sou eu, é ele

Bambuzinhos, qualquer inconveniência que surja por terem que provar que não são robôs ao comentarem aqui o tasco, peço-vos desculpa. Há um problema qualquer com o blogger, porque não activei essa opção. Tenham paciência e escrevam para mim na mesma, sim? Proooonto.

9 de dezembro de 2014

Tás aqui, tás ali

Hoje respondi a um questionário sobre sexualidade, que visava saber até que ponto converso com o meu homem e com os meus pais sobre esse tema "proibido" que é o sexo e até que ponto faço eu as coisas que devo fazer para evitar que me cresça o bucho e descubra que afinal não estou gorda, mas sim grávida, ou para evitar descobrir que tenho uma DST, coisa que não dá jeito nenhum, é chato. Claro que não fui só eu a responder, fui eu e o resto das pessoas que estavam na sala de aula, e ainda para mais num anfiteatro, no qual estamos todos coladinhos que nem cera ao buço. Pois que ao meu lado estava sentado um espécime do sexo masculino e o rapazola estava constantemente a tentar perceber o que é que eu respondia. Imagine-se que a última página tinha precisamente as perguntas mais delicadas, digamos assim, onde nos era questionado se praticávamos sexo oral, sexo anal e, ainda, quantos parceiros tínhamos tido nos últimos (inserir espaço de tempo em meses). Quando cheguei a essa página, eu juro que consegui sentir o moço a tombar para o meu lado, qual míope a tentar ler sem se aperceber de que está mesmo a dar nas vistas, e comecei por tapar com a minha mãozinha delicada, mas depois percebi que assim não ia longe e que, se queria que ele não lesse as minhas respostas, tinha masé que lhe lançar o meu olhar fulminante de "tás aqui tás a levar no focinho", porque senão ele não ia parar até ver se eu enveredava naquelas actividades ou não e com que frequência. Eu levo com cada marmelo...

8 de dezembro de 2014

Sugestões de Natal?

Andam todos aí a dar sugestões de Natal, de coisas para dar às pessoas, e portanto, eu que não fujo das modas, também venho com as minhas. Fácil. Uma para os gaiatos e outra para as moçoilas. E não digam que não vão daqui.



Tão mal agasalhadinhos...

6 de dezembro de 2014

Cortei o pêlo

Fui à cabeleireira hoje. Ir à cabeleireira é sempre aquela experiência de vida pela qual eu não quero ter que passar e digo-vos, nem é por pedir que me cortem três centímetros e depois sair de lá com o cabelo mais curto que o do meu homem, nem tanto pelo que me custa desfazer-me da penugem, nem porque desato a chorar se vir o cabelo no chão a ser varrido sem dó nem piedade. Não é por isto. Nada disto me incomoda tanto quanto a conversa de circunstância com a qual já sei que vou ter que levar, em vez de me deixarem desfrutar da "massagem" em paz. Isso e a quantidade de vezes que se põem a falar da vida dos outros, pessoas que eu nem sequer conheço e coisas que não importam ao menino Jesus. É que nunca vi sítio tão propício à cusquice, forte e feio.

Christmas carols

Não resisti. Eu e o Natal andamos de mão dada todo o ano. Sim, eu sou o tipo de pessoa que está em pleno Verão, na praia refastelada, a cantar músicas de Natal. O Natal nunca se desvanece para mim. Deixo-vos com o Michael Bublé.


5 de dezembro de 2014

Montei-a

Fiquei muito triste quando, de há uns anos para cá, deixou de se fazer árvore de Natal cá em casa. Eu bem que dizia que a fazia eu, por favor, por favor, por favor, deixem-me, mas não. Este ano lá consegui. Acabei de a montar (isto não soa muito bem, pois não? Oh, fuck it).


Sim, tem destas pirosices. Mas vocês ainda não viram nada, que a minha mãe decidiu comprar bolas com o Mickey, a Minnie e o Pooh.

4 de dezembro de 2014

Six o'clock at esplanade to eat gelate together, yeah?

Sabeis lá o que me custou levantar-me hoje para ter aula às nove da manhã (mas que afinal é às nove e meia, porque a senhora professora não sabe tirar o cu do poiso mais cedo), chegar lá perto das nove e meia e ainda estar à espera que excelentíssima chegasse (logo hoje que decidi levar calçãozinho e collant, e à custa disso apanhei uma rabanada de frio que me virei toda do avesso), para depois perceber que ela já não chegou a tempo de nos dar meia hora (sim, meia hora) de aula e preferiu antes que assistíssemos a uma conferência sobre Agressividade e Psicanálise que, lá calha, ia começar às dez, onde só me apeteceu fazer uma incisão na veia fatal da virilha porque aquela gente fala mal para o cacete em Inglês. Epá, mas mal, mal. Pisam o Inglês como há quem pise as uvas.

3 de dezembro de 2014

Anjinhos papudos

Eles têm direito às VS todas pirosonas e boas que sei lá. Nós temos os bombeiros de mangueira na mão. Well... 

2 de dezembro de 2014

Pois, também vi logo que era fruta a mais

Hoje estava lá na faculdade a comer um folhado de chocolate quando me lembrei que, da última vez que comi aquilo, fui a comê-lo pelo caminho que separa o edifício principal da faculdade do edifício 2. Era acabadinho de sair do forno, portanto a nutella que preenche o interior daquilo escorregava por todos os lados, e estava uma ventania do catano, que nem vos digo nem vos conto. Arrependi-me logo de ir a comer aquilo na rua, mas pronto, sempre crente e nada a temer, continuei na minha vidinha pacata. Chegada ao destino, está um bando de espécimes do sexo masculino a descer as escadas e, conforme eu subo, olham todos para mim, com um ar curioso e tal, e eu ali a pensar logo na melhor maneira de dar uma palmadinha nas minhas próprias costas porque sim senhora, Panda, andas a fazer um bom trabalho com a tua aparência, que aqueles até pararam para te ver passar, ah sua maluca. Pois, mas não. O motivo dos olhares fez-se notar quando, depois de ir ao wc, olhei para as minhas fuças no espelho e constatei que tinha um grande bocado de nutella mesmo acima da sobrancelha esquerda. Ninguém merece.

1 de dezembro de 2014

Hoje escrevo-vos sobre puns (aviso que este é escatológico, para os mais sensíveis)

É isso mesmo, puns. Peidos, traques, tiros, canhões, bufas, bombas, gases, torpedos, o que vocês mais gostarem. Há aquela fase da relação em que deixamos de ter paciência para nos ausentarmos sempre que eles avisam, deixamos de levantar o nalguedo da cama porque estamos quentinhos e depois ficamos ali, nós e o desgraçado que dorme connosco, a fazer força com os braços por fora do lençol para aquela porra não levantar, porque senão ai mãe que morremos já ali com uma intoxicação das bravas. Mas para isso, tem que haver aquele primeiro momentinho em que nos questionamos se já estamos prontos para deixar acontecer ou se ainda é muito cedo para os dois, começamos a pensar "se eu soltar isto agora, será que faz barulho? E se o fizer, será que cheira? E se sim, tusso ao mesmo tempo, ou deixo-me ir naturalmente? E se ele der conta?" Bem, os cenários possíveis:

1. Ri-se
2. Ri-se e peida-se também
3. Ri-se, diz que foi fraquinho e "caga-te aí à homem"
4. Ri-se e diz que foi um dos bons
5. Ri-se e pergunta se o almoço teve couves
6. Ri-se e diz que cheira mesmo mal
7. Ri-se e esbraceja
8. Fica enojado
9. Fica enojado e diz "eish, que nojo"
10. Fica enojado e esbraceja
11. Fica enojado e sai
12. Vomita

Quanto aos sete primeiros, há que rir também, estabelecer a relação de harmonia e, quiçá, de sintonia (podem perfeitamente peidar em conjunto sempre que puderem). Quanto aos restantes, olhem, é ir tentando, até ceder. Mas pede-se sempre desculpa, que é para não parecer mal.