30 de março de 2015

Eu tenho uma música que me assombra

Para além das da Piaf [aham, long story short, a voz da mulher assusta-me desde pequena e eu metia-me debaixo da mesa se a ouvia cantar. Actualmente, não me meto debaixo da mesa (parece mal), mas encrespam-se-me os pêlos todos que tenho no corpo e emito um som parecido ao que faço quando calha cheirar leite azedo, num misto de horror e urgência em livrar-me daquela porcaria], que essas não são para aqui chamadas. É o tema de X-Files. 


Não me venham dizer que esta porcaria não é assustadora. Chiça penico, que me borrei só de ouvir um bocadinho...

Tuuu tuuu tuuu tuuu tuuu tuuuuuu
Tuuu tuuu tuuu tuuu tuuu tuuuuuu

29 de março de 2015

Boa Páscoa

Glória chega aos 30 anos e descobre que o pai é gay. Num tempo em que isto era considerado uma afronta, Glória pensa em matar-se. Mas de que forma? Envenenamento? Um tiro na moleira? Então e se "chutasse o balde"? Não, Glória lembra-se que sempre quis andar de helicóptero e é mesmo isso que vai fazer. Vai chegar lá cima e atira-se, acaba-se logo aí a questão. Já no helicóptero, Glória espreita cá para baixo, hesita e observa o seu piloto. "Ai, pá, que pitéu". Pois que decide não morrer, prefere antes dar uma valente queca com o senhor. Moral da história?

Glória a deu nas alturas e pai na terra aos homens de boa vontade...

27 de março de 2015

Armani time

Quando alguém te fala, com pobre pronúncia inglesa, disto



e tu só te lembras disto


26 de março de 2015

Potterheads desta blogosfera, espero que isto seja tão bom para vocês como foi para mim


É por estas e por outras que eu vou parar às labaredas do Inferno

O vento não é agradável, que não é, mas digo-vos: isto de observar as pessoas enquanto elas lutam para caminhar sem que comecem a retroceder, para manter-se direitas sem que guinem para os lados, para abrir as portas dos carros sem que levem com elas nas pernas a seguir e para cuspir fora os cabelos que se enfiam pela boca acima, tem a sua graça. Ai tem, tem.

25 de março de 2015

Francês por totós

- És uma femme fatale.
- E tu és um mache latine...

24 de março de 2015

Diz que há por aí uma nova moda de californianas

Ou ombré, como lhe quiserem chamar. Ouvi que era "efeito tartaruga", ou qualquer coisa parecida. Quis ver como era e, como tal, pesquisei no Google (porque sou uma cromanhón e não faço ideia do que possa ser um efeito tartaruga - seria um daqueles capacetes da tropa, verde-acastanhados, em cima do cabelo?). Primeira pesquisa, "tortoise hair". Aparecem algumas fotos de celebridades. Não satisfeita, pesquiso "turtle hair". O resultado?





Agora não sei o que fazer:
- Rio-me porque acabo de olhar para uma tartaruga ruiva e para uma tartaruga loira?
- Ou choro, porque são ambas infinitamente mais estilosas do que eu?

Desde ontem

Durante o dia, tem sido assim,


assim


e assim


E à noite? À noite, tem sido assim

(O barulho que o vento faz, senhores, o barulho...)

23 de março de 2015

Ora bem, diz que fui nomeada para responder

Pela Cláudia, do Actualidades. Vamos lá a isto.




7 coisas a fazer antes de morrer:
- Conseguir o meu primeiro emprego na minha área (Psicologia, mas isso vocês já sabem, pá!);
- Fazer uma viagem até um (se puderem ser todos, também não sou esquisita) destes três: África, Austrália e/ou Noruega;
- Ter putos;
- Adoptar um puto;
- Casar;
- Cumprir com as receitas todas de um livro de cozinha;
- Especializar-me numa área que me satisfaça realmente.

7 coisas que mais digo:
- Disparate!
- Escândalo.
- Oh minha nossa...
- Obviamente.
- A sério?
- Bumba!
- Ai não posso!

7 coisas que faço bem:
- Cozinhar;
- Nadar;
- Falar inglês;
- Escrever (em inglês ou português);
- Procrastinar (esta é aquela em que me safo melhor);
- Decorar (interiores, porque em termos de memória, deixo muito a desejar);
- Comer (como bem e, parecendo que não, isto é uma arte).

7 coisas que não faço bem:
- Doces;
- Cálculos;
- Estudar (tenho muita dificuldade em perceber como estudo melhor e nunca estudo bem);
- Dormir;
- Mentir;
- Liderar;
- Desportos colectivos.

10 coisas que amo:
- Viajar;
- Museus;
- Cinema;
- Culinária;
- Psicologia;
- Fazer algo por alguém;
- Dormir;
- O moçoilo;
- Animais;

10 coisas que odeio:
- Falta de pontualidade;
- Arrogância;
- Desonestidade;
- Abuso de confiança;
- Viajar de autocarro;
- Ansiedade, quando disfuncional;
- Que me observem enquanto faço algo;
- Coisas peganhentas;
- Preguiça;
- Pimba.

Não me vão levar a mal, não vou escolher blogues. Levem, bambus, levem! Que isto até é engraçado, vá. Ide.

21 de março de 2015

A Verdinha

Eu tive uma minhoca de estimação. Era daquelas das alfaces. Não consegui deitá-la fora. Era uma miúda e, como sempre gostei de animais, decidi adoptá-la. Chamei-a Verdinha, porque ela era... hum, bem... verde (shiu, eu era mesmo pequena). Arranjei uma caixa de Ferrero, deixei-lhe alface para ela comer e uma carica com água, para ela beber, fiz um desenho para pôr na parte de trás da caixa, no qual a desenhei, num retrato bastante fiel, como é óbvio, e escrevi, com carinho, "Verdinha", nas melhores letras que sabia fazer. Morreu rápido, vá-se lá perceber porquê. Paz à tua alma, Verdinha, foste uma minhoca às direitas.

19 de março de 2015

14 de março de 2015

Vamos lá a uma de ódiozinhos de estimação

Aquelas pessoas que não dispensam tirar fotos a TUDO, em TODOS os sítios onde páram, mas que depois não são capazes de ter bom senso e despachar a coisa. Tirar fotos, tudo bem, nada contra, mas pelo amor da santinha, quando calha ser num ponto turístico, lá tenho eu, que quero realmente ver as coisas e não limitar-me a tirar fotos, que estar à espera que suas excelências decidam que uma das fotos, finalmente, ficou bem. Espero que não tenha ficado. Sois todos uns monhés. E se forem à Quinta da Regaleira, quando forem descer as escadinhas do poço, se estiver lá pessoal parado a tirar fotos durante 3 minutos, num sítio onde mal cabem duas pessoas e há pessoal a subir e a descer, não se acanhem e mandem com os monos pelo poço abaixo. A ver se fazem outra vez. Ufa, muito melhor agora.

10 de março de 2015

Sim, é verdade

Eu tive uns mocassin-chinelo (não sei o nome técnico) quando era mais novita, lá pelos meus 13 anos. Se já tinha idade para ter juízo? Pois claro que sim. E também tive uns ténis-chinelo. Não sei o que se passou. Para continuar com o meu walk of shame, só me faltou enveredar pelos caminhos sinuosos das socas, dos crocs, das melissas e das sandálias de plástico transparentes, de várias cores, que faziam as alegrias dos enfants.

Estão a ver a frase que está a seguir às fotos?


Eu li "retardados". Mornings...

9 de março de 2015

Ser criança é difícil

Ainda me lembro das ideias mirabolantes que os meus pais encontravam para me meter medo, quando eu, lá pelas minhas razões, decidia que queria fazer asneira. Havia uma "ameaça" muito específica que me faziam, quando eu era piccola, e que me deixava completamente aterrorizada desta vida - borrava-me toda, por assim dizer - e a chorar que nem uma perdida, como se a minha vida, do alto dos meus quatro anos (?), fosse ter o seu fim naquele momento: "olha que vais para a cama descalça!", diziam-me eles. E depois ainda me pergunto, como raio é que eu poderia ser outra coisa que não parva, com este pessoal a educar-me? Enfim. Criança sofre.

You feel alright when you hear that music ring


8 de março de 2015

Guerra intra sexos

Já por várias vezes referi, em conversas sobre o assunto, que se tivesse nascido homem, era uma pessoa muito mais feliz. Descomplicam, conseguem passar horas na "caixa do nada", aliás, têm uma "caixa do nada", que é coisa que nós, mulheres, não temos (pelo menos, a maioria) e são mais amigáveis uns com os outros. Homem que é amigo, é mesmo amigo. E maltratam-se uns aos outros, então paneleiro, diz cão, que é que estás a fazer bode, tira daí as patas, e fica tudo na paz. Se se zangarem, dizem na cara, resolvem a coisa à pancada e, se for preciso, ainda vão mamar uma jola ali à tasca do Acácio. Mas fica tudo resolvido. Com as mulheres, não é bem assim. É querida para cá, fofinha para lá, mas depois estamos a cortar na casaca, porque, afinal de contas, ela é mesmo badalhoca, olhem-me para o comprimento daquela saia (ou falta dele!), e remoemos, porque não há cá "caixa do nada" para ninguém, não dizemos o que realmente pensamos, até que tudo se acumula que nem bola de neve. Quando andamos à pancada, é porque aquela porcalhota já está na lista negra há 300 anos e temos é que lhe arrancar os cabelos, para acabar com a relação de uma vez por todas. Isto, parecendo que não, faz curto circuito nos neurónios. Mulher é bicho complicado. Contra mim falo.

5 de março de 2015

Linguística

Não consigo perceber aquelas pessoas que têm necessidade de dizer uma asneira (ou mais) a cada frase que falam, a sério que não. 

- Então, estás bom?
- F*, tou, c*, nunca mais te vi!
- Pois, tenho andado ocupada...
- C*, até pensei que já tinhas morrido!

Esta conversa aconteceu hoje, comigo. Foi (de uma beleza extra)ordinária. Isso e o "tipo" .

- Então, mas foste falar com ele?
- Ya, mas tipo, não valeu de nada, tás a ver?
- Então porquê?
- Oh, tipo, porque, tipo, (...)

Ou o "tá-se bem".

- Importas-te que te dê isto mais tarde?
- Não, tá-se bem.
- Mas vê lá se não precisas mesmo.
- Tá-se bem, usa à vontade, dás quando não precisares mais.
- Obrigada!
- Tá-se bem!

Tão bonito.

4 de março de 2015

Tenho aqui um assunto que me está a incomodar ligeiramente

Como raio é que alguém perde palmilhas, meias ou sapatos na rua e não se apercebe? É que já por várias vezes que vou na minha vidinha santa, a caminhar passeio abaixo ou passeio acima aqui em Coimbra, e me deparo com os itens supracitados. Meias, é um fartote. Sapatos, encontrei um, uma vez. A palmilha foi hoje. E incomodou-me especialmente. Lá estava ela, cinzenta, abandonada, no meio do passeio, o vento a bater-lhe ao de leve. Como raio é que se perde aquilo? Tira-se o sapato para esfriar os dedos dos pés, tirar o lixito que se acumulou entre dedos, despeja-se as areias no chão e, nos entretantos, a palmilha cai e não se dá conta? Olhem, nem sei que pensar. É muito complexo.

Impressões

Não valorizo, especialmente, as primeiras impressões. Sou mais de "ver para crer" e, como tal, preciso de ver mais das pessoas para saltar para alguma conclusão. No entanto, não gosto de concluir o que quer que seja, por uma simples razão: eu conheço as pessoas. É intuitivo. Não o sei explicar, e nem sequer tento. Mas, como as conheço, é fácil ficar desiludida. As primeiras impressões pouco me dizem sobre as pessoas, concentro-me bem mais nas segundas e essas, por norma e para mim, prevalecem. Quando não gosto de alguém à segunda, é porque nunca vou gostar e, mais tarde ou mais cedo, acabo por me dar razão. Já por diversas vezes me aconteceu conhecer alguém por meio de outra pessoa que já conheço, conviver um pouco, não confiar nem gostar e, volta e meia, a pessoa não ser flor que se cheire. Até o confirmar, não deixo de dar hipóteses à pessoa, porque quem sou eu, não é verdade?, e também não digo o que realmente penso a mais ninguém, fica guardado comigo. Mas nunca estou errada, quando não gosto. Até agora, nunca estive.

3 de março de 2015

O que é um bardajão?

Eis que surgiu a primeira pesquisa digna que trouxe algum desafortunado aqui ao fingido.


E eu, solícita, dou a resposta, ainda que, possivelmente, já seja tarde. Um bardajão é... bem, em duas palavras: Zezé Camarinha. Ele é o típico bardajão. Um bardajão coça os tomates em público, diz cinco asneiras numa frase com três palavras, vive para a "caça" (loiras, morenas, ruivas, mistas, marcha tudo), pode um dente de ouro fazer parte do seu corta-palha, pode até ter uma unha (a do dedo mindinho) maior que todas as outras, para efeitos do coça-coça, e o vocabulário não será, com toda a certeza, muito vasto. Uma maravilha de homem, portanto. E pronto, serviço público despachado. Xau aí.

A saga do guardanapo

Para verem como eu estou, chochinha chochinha, estive cerca de cinco minutos à procura do guardanapo, que eu sabia perfeitamente, de certezinha absoluta, que tinha tirado do rolo e trazido para o quarto, cinco minutos ouviram bem?, e afinal o gajo estava debaixo do prato. Cinco minutos, não é brincadeira. E não, não quis tirar outro, porque eu sabia que ele andava aí e tinha que encontrar aquele, senão ainda me dava uma solipampa. E encontrei, mas entretanto o doce de morango já foi absorvido pela pele das minhas mãos. Nheca.

2 de março de 2015

Shame(less?)

Tenho uma tendência recorrente para ficar com músicas más na cabeça. Hoje é esta. E não, não estou satisfeita com isso. E sim, ainda assim, apetece-me dançar isto no meio da rua, com um colar de hibiscus ao pescoço, uns óculos de sol daqueles muita parolos de lentes coloridas e um biquíni tigresse. E, logo a seguir, talvez esconder-me da humanidade por uns bons e longos anos.

1 de março de 2015

Então Panda, conta-nos lá, como tem sido a tua vida desde que foste pela primeira vez assistir a um jogo do Glorioso, hum?

Olhem, mudou muito. Chovem propostas, diz que eu sou o amuleto da sorte e agora querem fazer negócio comigo. Eu, que não me faço rogada, estou para aqui numa indecisão, pois que não quero arriscar a minha vida, claro está, que isto de se ser talismã do Glorioso pode trazer-me prejuízo, depois vai ser só gente a querer a minha cabeça numa travessa e não pode ser, que eu ainda quero ser mãe. Só me complicam a vida. Mas pronto, pode ser que lhes faça o favorzito...

Parem o mundo, que eu quero sair