29 de novembro de 2014

Sigmund, meu, explica lá esta cena

Hoje sonhei que o moçoilo não namorava mais comigo se eu não fizesse (suas badalhocas, o que é que já estão para aí a pensar, han?) uma trança. E eu aflitíssima "mas torrãozinho, o meu cabelo já não dá para fazer isso agora, quer dizer, vai ficar cabelo a sair por todo o lado, não está comprido o suficiente!", ao que ele me responde, já com a veiazita a rebentar na cabeça, "não me interessa, arranja extensões ou o que tu quiseres, mas se até amanhã não tiveres uma trança feita, isto está acabado!"

Está bonito, está.

Chamem-me conservadora ou o que vocês quiserem

Faz-me confusão, mas é que me dá cabo da moleira mesmo!, a quantidade de pais que dão tablets e telemóveis todos xpto que quase dão para substituir a Bimby lá de casa a putos que ainda nem na escola estão. Pirralhos que ainda só sabem dizer gugu dada a babarem-se todos ali a jogar Angry Birds melhor que eu, aqui com os meus 23 anos. "Então, que é que o teu filho de 3 anos vai receber no Natal, pá? Ai sim? Um iPad Mini?", sério gente, dá-me vontade de os abanar. Preocupa-me que os putos, desde tão pequenos, não saibam, pelo menos na minha opinião, o que é brincar a sério, até porque têm tempo (e mais que tempo) para se tornarem sonâmbulos das tecnologias mais tarde, quando tiverem que gramar com a responsabilidade de ter um computador para fazer os trabalhos e um telemóvel para andar sempre contactável. Sim, porque eu levo isto como uma responsabilidade também e, às vezes, uma valente seca. Quanto mais ligados estamos ao mundo, mais difícil é quando nos queremos desligar. Andar sem telemóvel? Só nas férias, quando tenho todos os que amo ao pé de mim. E é um verdadeiro alívio poder ir a todo o lado sem ter que estar constantemente a afocinhar num ecrã de 7 polegadas, ou o raio que parta.

Sexta-feira negra ou de como angariar um tumor cerebral em 3 segundos

Fui pela primeira vez (e última, digo-vos já) ver como era isso da Black Friday, porque aqui a menina do "campo" não conhece estas coisas das modas das Américas:

Cenário: Zara
Situação: Entro e constato que qualquer muçulmano com esperança de se sentar ao colinho das suas sete virgens ficaria mais que contente por ali estar, porque aquilo era só mulheres, mulheres e mais mulheres (a Zara não tem bancos, vejam lá isso, que os moçoilos agradeciam com certeza). Mas muitas mesmo. Por momentos pensei que me tinha enganado e que estava de volta à minha faculdade (é de Psicologia, os homens lá contam-se pelos dedinhos das mãos), mas afinal não. Vou para alcançar um cabide que ostentava um casaquinho diz que se chama knit daqueles como os que as avós fazem, filho único, tadito, tive pena de o ver ali tão sozinho, e vai uma cinquentona, que quase parecia estar numa competição de Fórmula 1 mas a jacto, nem sei como é que não se esbardalhou ali toda no chão, deita o casco ao cabide, mas com uma perícia e um olhar fulminante de "eh, bitch, you ain't got nothin' on me" que nem vos digo nem vos conto. E eu pensei cá para os meus botões "opáaa, deixa-me cá deixar as peças únicas em paz, que ainda levo cum cabide nos cornos" e fui então de encontro a uma camisa comme il faut, que estava lá desertinha para que eu lhe pegasse e a fosse experimentar. E fui e experimentei. E gostei, pronto. Poupei cinco euros. (Foi sorte ir munida, que , com tanta coisa, eu estava para levar só um eurito ou dois, porque pensei logo que fosse tudo ao estilo da Euro Poupança do Mcdonald's.)

Cenário: P&B
Situação: Aqui poupei perto de 40 euros. As sapatilhas eram feias, afinal.

Saí do centro comercial cuma filha da putisse de uma dor de cabeça... Isto de ter a Primark a multiplicar-se para todas as outras lojas não é, definitivamente, para mim. Boa noite bambus.

27 de novembro de 2014

Não te devo explicações nenhumas

É o que me apetece sempre muito dizer a quem faz mais perguntas do que deve. Ou isso ou "olha, e ires ali enfiar um pessegueiro no cu e pores a rodar até dar bananas?", mas esta é mais agressiva e no dia-a-dia opto sempre por abordagens mais leves, vá-se lá perceber porquê, que a ideia é tão bonita, mas pronto, podem levar a mal, com esta gente nunca se sabe. Mas dizia eu, pessoas que fazem mais perguntas do que devem, ou que querem sempre saber o que não é mesmo da conta delas, pá, não se aguenta. Como quando perguntam se podemos ir à Cochinchina  a tal hora fazer não sei o quê e nós dizemos que não podemos, vem logo o "mas não podes porquê?" e eu, sinceramente, fico sem saber o que responder. Então mas eu não tenho direito a ter vida? E se não me apetecer, hum? Também há essa hipótese, não é verdade? "Ah, mas tens assim tanto que fazer, é?" Tenho pois. Tenho que me deitar de papo para o ar no chão do quarto e fazer um anjinho de neve, só que sem neve. Apetece-me, pronto.

26 de novembro de 2014

Assim não pode ser

A P&B de vez em quando lá me vai mostrando umas coisas que eu gosto:



E pronto, é isto. (suspiros)

Harmonia

Eu não gosto de falar de felicidade, mas sim de harmonia: viver em harmonia com a nossa própria consciência, com o nosso meio envolvente, com a pessoa de quem se gosta, com os amigos. A harmonia é compatível com a indignação e a luta; a felicidade não, a felicidade é egoísta.

José Saramago 

I think I see you everywhere


25 de novembro de 2014

Ontem vi um vídeo do Dustin Hoffman no Graham Norton Show e inventei uma piada

Imagine-se que o Dustin Hoffman está a limpar o pó. Chega alguém e pergunta "hey, whatcha doin'?" e ele responde "just dustin' off, man". 

Aaaaah, eu ri-me muito com a minha genialidade, sabem?

Jingle bell, jingle bell

Querido Pai Natal,

Tão pá, comé qu'isso vai? Ouvi dizer que a Mãe Natal não te dá descanso durante o ano, a ganda maluca, e tu também já não vais pra novo, portanto até te dou um desconto se não atenderes às minhas necessidades mais básicas nesta quadra natalícia que se avizinha. Mas olha, pelo sim pelo não, fiz aqui uma cartita toda catita no meu blogue, porque tu adivinhas tudo e com certeza que vais ler, assim pra dar numa de virtualóide féshion, tás a ver? Prooonto. Se elas podem, eu também posso. Fui uma boa menina, tu sabes disso, e não te esqueças que dia 25 é também o dia dos meus anos, sim? Digo-te que deixei muita coisa de fora, mas pronto, também pra que é que eu preciso de um Range Rover Evoque agora, não é verdade? Deve ser pesado pra trazer, para além do mais. Também não cabia pela lareira adentro, quando chegasses ias ter que me buzinar e pronto, é feio, não se pode buzinar à noite. Ainda levavas uma multa, não te quero causar transtornos. Sempre às ordens, amigo! Olha, sem mais delongas, topa só o que me dava muito jeitinho:


Sony WX350


Diz que é a câmara compacta mais pequena e vai que eu até gosto da ideia, porque queria mesmo começar a tirar umas fotozitas pra ver se me dedico a isso. Diz lá que não gostavas de tirar uma selfie comigo, han? 


Samsung Galaxy Note 4


Aaaah pá...


One Gold Box II


Por acaso ando a precisar de um relógiozito e quando me deparei com este três em um mesmo ao meu gosto, olha... Lembrei-me logo de ti e de como és um amor de pessoa!


Pandora pulseira em couro cinzento


Era pra pôr o Panda que o homem me ofertou no Natal passado, faz favor.

Já agora, não ponho imagens mas acrescento: um ponchozinho, um cão (mas a sério, não sejas como a minha mãe que me manda fotografias de cães para o email, dá-me mesmo um), um gato (também marcha), um livro do Stephen King (sim, sim, um qualquer) e, last but not least, uma viagenzinha para eu poder visitar o parque de diversões do Harry Potter (dá-me esta e não precisas de me dar mais nada para o resto da minha vida. Pronto, vá... Mais ou menos). Estamos então conversados, não é verdade? Já agora, deixa aí um comentáriozito, que eu sei que tu queres. Quem é amiga, quem é? Liiiindo.

24 de novembro de 2014

Há quem se apaixone por sapatos*


E há quem, como eu, se apaixone por espaços destes, pequenos e acolhedores, onde o branco é a cor rainha. Também eu queria uma cela assim.

*para a paródia

Ódiozinhos do cinema

Ontem fui ao cinema, ver Hunger Games com o homem. Sala cheia, que fixe, que fixe, disse eu, porque gosto quando está muita gente, dá aquela sensação que eu tinha quando ia ver os filmes do Potter, aquela cena do "e no fim vamos todos aplaudir, que fofos", mas não. Não é fixe. Porque depois há umas quatro cenas que não curto que as pessoas façam no cinema e elas fazem. Para me irritar, como é óbvio.

1. Pipocas
Meus filhos, as pipocas são para se comer de boca fechada. São crocantes e fazem um filho duma putisse de um barulho tchec tchec tchec que me dá vontade de vos atar e pôr ao fumeiro. E quando remexem no pacote, estão à procura do quê? Tiram a do cimo, se faz favor, porque não vai sair do fundo nenhuma ultimate pipoca, em tudo melhor que as outras, com asas e o diabo a quatro. Combinado? Ou estão à espera que vos saia de lá a Ana Garcia Martins? Já sabem, boquinha fechada e pipoca do cimo.

2. Telemóveis
A sala está escura. Os meus olhos não estão preparados para levar cum holofote da Samsung na tromba, por isso reduzam a luminosidade para o mínimo, sim? Prooonto. 

3. Conversa 
Eu acho que há pessoas que decidem pôr a conversa em dia assim que alapam o sim senhor numa sala de cinema. "Ah e tal, olha, agora é que me podias dar aquela receita de quiche de espinafres, sabes, já que estamos aqui sem fazer nada, é que fica mesmo bom pá, e eu quero fazer pós putos e pó Manel, ora diz lá que eu aponto aqui". E depois não sussurram, pra quê, que isto não incomoda ninguém.

4. Risos inapropriados
Há sempre uma alminha penada que se ri alto e bom som mesmo quando a cena não teve piada nenhuma, deixando perceber que não está a ver filme nenhum e está mesmo é a rir-se com o que o vizinho lhe segredou ao ouvido. Ontem ouviu-se uma sonora gargalhada em plena cena de estrangulamento, que a mim até se me levantaram os pêlos do pescoço com aquilo, e a mulher lá atrás, relaxadinha no seu "ahahahahahah ihihihi eheheh", como se não fosse nada e não estivesse ali prestes a saltar uma cabeça para fora. (não vou dizer mais porque teria spoiler, vão ver e calem-se)

22 de novembro de 2014

Decisions, decisions

Notícias sobre a detenção do nosso amigo Sócas, ou tvidirect a dar Secret Story non-stop? Aaaah, a vida põe-me cada obstáculo...

O que eu dizia quando comecei a falar vs o que realmente se diz

Duduf - Jesus
Totinoa - Nossa Senhora
Guadanabápo - Guardanapo
Figoíquico - Frigorífico
O tomano - O comando
Pêlo a caminar - Aranha
Pocaíta - Porcaria
Pêpê - Chupeta
Ís - Luís (o meu pai)

E pronto, depois era mamã, papa, óó e cenas. Mas tinha cá um vocabulário, até apitas.

21 de novembro de 2014

É que parece que é de propósito

Quando estamos com pressa tem que haver sempre um filha da putisse de um passeante de domingo, daqueles mesmo molengões, a caminhar à nossa frente bem devagarinho, qual procissão, completamente alheado do que o rodeia, feliz da vida na sua pasmaceira. E nós tentamos ir pela esquerda, mas não dá porque vêm pessoas de frente, então tentamos ir pela direita, mas não dá porque o camelo ocupa a via de tal modo que não nos deixa espaço suficiente para passarmos de ladex. A questão que se põe é: espremo-me toda e passo mesmo rés vés campo de Ourique, ou mando-lhe uma marretada nas fuças e passo a mal? Pois, eu inclino-me sempre para a segunda, vá-se lá perceber porquê, mas a minha boa educação e paciência ilimitada (aqui o meu homem vai-se rir porque ele acha que eu tenho a paciência do Chuck Norris) não me permitem. E depois, por muito que se diga " 'cença", não resolve nada porque o Páscoa lenta também é surdo que nem uma porta. E quando vão em grupo, lado a lado, a ocupar um corredor inteiro?

Pronto, eu estou bem. Está tudo bem.

19 de novembro de 2014

Vocês gostaram e a vossa Pandinha traz mais

Lembram-se disto? Ora, aqui estou eu para vos presentear com mais umas quantas pérolas, meus bambuzinhos do coração, vá lá ver:

11. I wanna really, really, really wanna zig-a-zig-ah (Spice Girls)
Isto desenvolve-se assim:
- I'll tell you what I want, what I really, really want
- Yo tell me what you want, what you really, really want
- I'll tell you what I want, what I really, really want
- Just tell me what you want, what you really, really want
- I wanna, I wanna, I wanna, I wanna, I wanna really, really, really wanna zig-a-zig-ah
Tanto lhe pede a outra mocinha para ela lhe dizer o que ela tanto quer, que eu até tenho pena de achar que a pobre ficou a perceber o mesmo. Queres o quê? Não entendo, miga. Eu adorava as Spice Girls, do alto dos meus 10 anitos, e, de vez em quando, ainda trauteio isto tudo muito rápido enquanto tiro as côdeas no duche, mas realmente não percebo um cu.

12. I don't want to see a ghost, it's the sight that I fear most, i'd rather have a piece of toast (Des'Ree)
Ora aí está uma coisa que eu e a gaiata temos em comum, porque eu também prefiro comer uma torrada do que ter o espírito da minha tia-avó aqui a rondar.

13. And she said please no don't stop, and I said I caught a cramp, and she said please keep on goin', I said my leg is about to crack, then she cries out, oh my goodness, I'm about to climax, and I said cool, climax, just let go of my leg (R. Kelly)
Vamos ver se eu entendi: a rapariguinha está prestes a atingir o orgasmo e ele está a ter uma cãibra. E, no meio disto tudo, a questão é que há uma música em que isto faz parte da letra. Parem o mundo, que eu quero sair, por favor.

14. Sometimes you're crazy and you wonder why I'm such a baby, 'cause the Dolphins make me cry (Hootie & The Bowlfish)
É sensível, o moço, e ela não compreende. Mas se o meu homem chorasse cada vez que visse um golfinho, acho que ficava preocupada com o futuro da nossa relação. Já nos estou a imaginar a ver BBC Vida Selvagem e ele a segurar uma caixinha de Kleenex...

15. I'd like to build the world a home, and furnish it with love, grow apple trees and honey bees, and snow-white turtle doves (The New Seekers)Então e onde é que uma pessoa se sentava? É que uma casa sem sofá, pra mim não dá.

16. Let's look for the purple banana (Prince)
Prince, seu malandreco, andaste a dar-lhe nos estupefacientes, não foi meu menino? Hum?

Não estão muito melhores agora? Pooois.

17 de novembro de 2014

Situação

O homem não sabe ao certo qual é a Crazy in Love original, depois de eu lhe mandar uma cover.

Eu mando a música original ao homem.

O homem diz "ah, mas isto é com o boi do Jay-Z".

Eu pergunto "porquê boi?"

Ao que ele responde "porque parece que foi picado por um enxame de abelhas no focinho, e está tipo ai mê dês que vai arrebentar".



"Estremínio" e "técnológica"

A quantidade de estudantes universitários que dá pontapés e murros, mas forte e feio, na gramática é absolutamente assustadora. Hoje iniciei um estágio e, francamente, fiquei esgazeadinha de todo com a quantidade de bacoradas que as pessoas conseguem em apenas 15 linhas. Custa alguma coisa perceber que, quando não se sabe ao certo como se escreve, se deve optar por um sinónimo? E quando se deve ou não pôr hífen? Aprendam lá isso de uma vez, pessoas, vá, que isto assim, qualquer dia dá-me uma solipampa que vou desta para melhor.

Pela minha saúde

Eu juro que tomo banho de quinze em quinze dias, que ponho desodorizante dia sim dia não e que lavo a roupa mensalmente. Mas agora a sério, eu até que nem cheiro mal e não tenho tipo a pele a cair nem nada que o valha, mas as pessoas, aquelas que não ligam aos lugares marcados ou quando não os há, nunca escolhem sentar-se à minha beira nos transportes públicos.

15 de novembro de 2014

Há dias propícios à minha irritação

Nomeadamente aqueles em que se está o dia inteiro com a música da Fanta na cabeça, que imagino que seja o equivalente em termos de dor a rodarem os tintins a alguém.

"Poooooorteiroooooo, que não nos deixas entraaaaar! Vizinha, que me estás sempre a melgaaaaar! Vais beber uma Fanta, tu vais!"

E é esta a minha vida. Sofro dos nervos.

Como provocar cegueira em 3 segundos, sem ter que espetar um garfo no olho

Hoje vi uma senhora de cabelo cor-de-laranja, não confundir com ruivo, que aquilo fazia inveja às laranjas da minha fruteira, que levava uma camisola vermelhão e um batom rosa choque. Até fiquei paneleira dos olhos.

13 de novembro de 2014

Então, Panda, fala-nos do teu dia de hoje

Bzzzzzzzrrrrrt.
Chuva.
Bzzzzzrt.
Cabelo lambido das vacas por causa da chuva.
Bzzzzzzzzrrt.
Virei-me quase toda do avesso, NUMA SUBIDA, por causa da chuva.
Bzzzrt.
Não curto da chuva.

Isto é coisa do Amor

Dou por mim a encher-lhe tupperwares de comida para ele chegar lá e não ter que estar a fazer, a pôr-lhe no saco uma maçã, duas sandes, batatas fritas e água para o caminho, a obrigá-lo a vestir mais um agasalho porque pode ter frio e às tantas ainda vai é ter calor a mais, e a dizer-lhe para comer e para se deitar a horas de jeito. E vejo-o a ir de autocarro até à estação de camionagem como se fosse um filho a ir para a escola pela primeira vez. Coração apertado.

12 de novembro de 2014

Apraz-me dizer

Ganda pandeiro!



11 de novembro de 2014

Agora percebo que era tudo para o bem da comunidade

Os homens questionam-se sempre sobre as razões pelas quais o mulherio vai todo em grupo, naquela do quanto mais melhor, à casa-de-banho. Está-se na discónaite a córtir milhões e pimbas, lá vem a mítica frase do "quero ir à casa-de-banho, vens?" e um "sim, miúda" da outra parte, e lá vão elas, as duas, as três, as quatro, as vinte, não interessa, mas vão juntas. Uns dizem que é para retocar maquilhagem e compor a localização das maminhas no suti-mamas, porque, bem, todas sabemos que a gravidade faz muito bem o seu papel, principalmente quando estamos a dançar ou bêbedas. Outros dizem que é para falar mal dos homens, o que também acredito que aconteça, porque já ouvi muitas conversas de casa-de-banho em que fiquei a perceber que ele era um coninhas que vai-se a ver e já tinha dormido com um bairro inteiro. Falando apenas por mim, só vou à casa-de-banho com outra moça quando a) não sei onde é e, como sou pitosga, não quero andar a apalpar paredes, b) não sei onde é e também não sou muito boa a interpretar direcções, ou c) estou bêbeda. Mas hoje, hoje percebi que há uma outra razão, que mais ninguém viu ainda (e sim, podem presentear-me com um Prémio Nobel, que seja criado um de propósito, dedicado só e apenas a esta situação). Fui à casa-de-banho, prestes a rebentar o saco das águas, e eis que me deparo com umas cinco moças para ir à minha frente. Sobe-me assim um desespero pelo corpo acima, ao mesmo tempo que me controlo para não me descer nada pelas pernas abaixo, porque "tinham que estar aqui estas todas, ai que eu não me aguento e faço já ali no lavatório" e eis que sai do único cubículo disponível a sua ocupante. Eu à rasquinha e já a pensar "vá, façam rápido que isto está prestes", quando uma das moças se vira para mim e diz "nós não vamos, podes ir, viemos só com ela". Foi alívio. Alívio do mais puro que há, deu-me vontade de espetar um beijo redondinho e repenicado de rebentar tímpanos a todas as gaiatas presentes. Assim que me sentei na sanita até revirei os olhinhos. Porque, afinal de contas, as mulheres também vão juntas à casa-de-banho para proporcionar momentos destes, de alívio e de paz com o Mundo. O altruísmo é uma coisa muito bonita.

Bambus do meu coração, o Natal está quase aí, ide e arranjai uma vaquinha entre todos


10 de novembro de 2014

Eu bem vos digo, ainda me dá um esgotamento nervoso

Uma pessoa (aham, Panda) está dedicadíssima a servir-lhe a sopa de cebola que fez com tanto carinho, porque sabe que ele tanto gosta (e eu também, mas isso não interessa para nada), tal e qual uma bela dona de casa como todas devem ser, senão corremos o risco de nos tornarmos infelizes e eu não quero cá disso, quando, de repente, o vejo.

Pega nas Ruffles.

Parte aos bocados.

Mete na sopa. (o drama, o horror, o choque, o trauma)

Aaaaai que me dói a alma!

Automonitorização

Diz que é a "regulação do comportamento individual no sentido de responder às exigências de uma situação ou às expectativas de outras pessoas". E, assim de repente, consigo lembrar-me de umas quantas coisas que, para mim, são autênticas falhas de automonitorização:

- Comer de boca aberta;
- Falar de boca cheia;
- Mascar pastilha a fazer tchoc tchoc tchoc;
- Apitar de noite;
- Bocejar sem pôr a mão à frente;
- Tossir para cima dos outros;
- Não devolver o que se pede emprestado (e depois a pessoa esquece-se, passados uns 20 anos, mas se calhar o objectivo é esse);
- Coçá-los em público;
- Ajeitar as cuecas em público;
- Arrotar alto e bom som num jantarinho de família (assim é que é bom);
- Dar puns em transportes (o ar que circula não é tão facilmente reciclado, minha gente, percebeis?);
- Não apanhar o cocó dos bichinhos (haviam de se borrar forte e feio para dentro dos sapatos de Vossas Excelências, que eu queria ver se depois não piavam fininho);
- Acabar qualquer frase com "mano";
- Cuspir para o chão;
- Fumar para cima das fuças dos outros;
- (...)

Tantas, são tantas.

Não posso nem sei

Não me sinto bem em parte nenhuma e ando cheio de ansiedade de coisas que não posso nem sei realizar.
Cesário Verde

8 de novembro de 2014

Ainda me dá um esgotamento nervoso e depois quero ver quem é que vem escrever aqui

Eu estou na terrinha e ele em Lisboa. Amanhã vamos os dois apanhar cada um o seu autocarro em direcção a Coimbra. A conversa:

Eu: A que horas preferes chegar a Coimbra?
Ele: É indiferente, escolhe tu
Eu: Então pronto, apanho o das duas
Ele: Ah e tal mas o das duas é muito cedo, depois tens que estar a comer à pressa para o ires apanhar, blá blá blá, pardais ao ninho
Eu: Mas não
Ele: Mas sim
Eu: Mas não
Ele: O das quatro é melhor
Eu: Pronto, vou às quatro, irra

Uma hora depois:
Ele: Vai no das duas que das quatro às cinco e meia dá Fórmula 1 e eu quero ver

(Panda, respira fundo. Iiiiinspira, eeeeexpira, iiiiinspira, eeeexpira. Uffff. Zen, tudo zen. Linda menina. Liiiinda.) 

Os grandes

Quando encontro alguém que ainda não sabe o que estudo, é inevitável perguntarem. E digo-vos, aquele sorriso de expectativa e aqueles olhinhos brilhantes que sempre fazem, passam directamente a um sorriso amarelo e a olhos baços assim que me ouvem dizer Psicologia. Esperam sempre um Direito ou uma Medicina, talvez até uma Engenharia, mas não tanto, e depois é tão notória a desilusão que, qualquer dia, peço desculpa pelo incómodo. "Ai filha, mas isso vais ficar desempregada", pois, pois sim. Posso até ficar. Mas parada? Jamais.

7 de novembro de 2014

6 tipos

1. O engatatão
Sempre armado ao pingarelho, tanto estilo que parece um grilo, este aqui é daqueles que se tornam enjoativos com o tempo. Só vê rabos de saias à frente e é mais frequentemente visto a coçá-los numa esplanada ou na disco night. Usa as palavras da praxe, pois claro, "princesa" e "linda" não falham.

2. O menino da mamã
A mãe é a mulher da vida dele, tudo o que a mãe faz está certo e só ela é que faz bem. Cozinhar para este gaiato ou fazer as lides da casa à frente dele pode ser uma tarefa dolorosa, se não o soubermos fazer exactamente como a D. Arlinda.

3. O nerd
Jogos, computadores e mais jogos. A casa pode estar a arder, mas se eles estiverem a jogar não dão por ela. 

4. O fervoroso do futebol
O Benfica é o nosso grande amoooooooor! É um futebolista de alma. Vive do futebol e para o futebol. E se a mulher alinhar numa jola, tremoços e Benfas, ele casa-se.
(Aqui usei o SLB porque é o meu clube - shiu)

5. O taradinho por anime 
Vistam-se lá de uma personagem qualquer de anime e o moço vai ficar tolinho da cabeça. Se for Hentai, então, é capaz de ter um ataque. Preparem-se para muito Cosplay nesta relação.

6. O engraçadinho
Não fala a sério, nunca. Goza, muito. Irritante de fazer doer nos ossos. Tendências para ser infantil.

Run, Forrest, run

A ironia de chamar Forrest a uma tartaruga pareceu-me mesmo pertinente quando comprei a minha há um ano atrás, não exactamente por este dia, mas não me recordo ao certo. Uma tartaruga semi-aquática, verdinha que nem uma alface, assustadiça e bebézinha, pequenina como um botão. Não comia nada, cabia num áquaterrário daqueles com palmeira no meio, cor-de-laranja como eu o quis na altura, e tive medo, muito, que hibernasse. Afinal de contas, não tinha comprado uma tartaruga para a ver morrer logo a seguir. Não posso ter um cão, como tanto queria, que os meus pais não estão para aí virados, e, como tal, tirando os peixes e os pássaros que já tive, a minha tartaruga ia ser o que, para mim, mais se assemelhava a um animal de estimação. Comprei-lhe, pois, um termóstato, para evitar que ela hibernasse e tentei de tudo para que começasse a comer. Cheguei a dar-lhe à boca, e nada. Disseram-me para lhe dar fiambre e foi aí que ela descobriu os prazeres da alimentação. Comia fiambre que nem uma maluca. Depois, finalmente, aceitou os sticks e os camarões, minúsculos e mal-cheirosos que só eles, mas pronto, gostos não se discutem. Agora, um ano depois, está maior que a minha mão e come dedos se for preciso. Tem um áquaterrário de vidro, todo xpto, mas até esse já começa a ser pequeno. Caminha pelo chão da casa muitas vezes, todos os dias, gosta de coscuvilhar tudo e borra-me a casa toda, a porca. Está pesada, qualquer dia tenho um crocodilo em casa, em vez de uma tartaruga, e vou passeá-la à rua. Vão ver. Deixo uma foto de quando a tinha comprado há pouco tempo, já que, de agora, só tenho vídeos.



As castanhas

Gosto de estudar em Coimbra. É uma cidade antiga, cheia de tradição, capas negras e calçada. Mas o meu pequeno prazer em Coimbra é, talvez, diferente dos prazeres mais queridos pelos que lá estudam. Digo-vos que, para mim, é ir a pé de minha casa, que fica perto da Praça da República, até à estação nova. Aquele percurso, que me leva cerca de vinte minutos, ou meia-hora se eu for mais devagarinho, sabe-me pela vida, principalmente no inverno, quando o tempo consegue ser amigo e não começa a chover. Hoje fiz esse percurso outra vez, já há muito que não o fazia. O ar congelava os ossos, o céu estava carregado de cinzento, o piso escorregava e os carros levavam as luzes. As pessoas, todas diferentes e todas iguais, os estudantes e os coimbrinhas, os que vestiam capa e batina e os que apenas carregavam a pasta, todos na sua correria diária, sem prestar grande atenção a caras e ao movimento da cidade e eu passava por todos eles, de mala atrás, e o tempo parava a cada cara que se cruzava no meu caminho. E a senhora das castanhas, com o seu carrinho de fumo, muito velhinha, e o cheirinho no ar, e a música de rua, o fado que também é meu. Os atalhos da baixa e as lojas à antiga, os mercadinhos lado a lado com as lojas gourmet. E a estação, com pessoas a chegar e a ir embora para a terra. São os pequenos prazeres recônditos que me cativam e, um dia, quando deixar de estudar em Coimbra, vou ter saudades deste meu percurso, que tanta calma me sabe trazer no meio de tanta pressa.

5 de novembro de 2014

Slogans

Lembram-se da publicidade do Quim Roscas e do Zeca Estacionâncio? Hits como a Vaselina Maria Inês e os escapes Carvalho, lembram-se? Pois bem, eu, Panda, cheguei com slogans inventados por mim, em pleno dia de procrastinação desenfreada e sem qualquer sentimento de culpa aliado. Vocês podem perfeitamente adicionar os que quiserem ali aos comentários, que até é mais giro assim. Aqui vai:

- Persianas Castanhol: tapam o vento, a chuva e o sol.
- Debulhadoras Fibril: nunca uma máquina agrícola foi tão baril.
- Biqueiras Guru: um pontapé e fica sem cu.
- Mesas Toscana: se puser papelinhos por baixo, não abana.
- Colchões de água Errera: um furinho e já era.
- Bidés Areeiro: lavam os pés, as partes e o cagueiro.
- Colchões Manilho: compre um e faça um filho.

Substância

Hoje dei por mim a caminho da Faculdade e a pensar no quanto desejava não encontrar conhecidos quando lá chegasse. Queria chegar e não ter que dizer nada a ninguém, não ter que ceder à rotina dos dois beijinhos mal dados na bochecha que acabam por ser só um roçar de faces e um atirar do som para o ar, não ter que perguntar se está tudo bem quando, na verdade, não quero saber e, muito menos, ter que responder eu própria a essa pergunta, se a retribuíssem sequer, também com a convicção de que não iriam querer saber e de que seria idiossincrasia. Não encontro substância onde vou, nos olhares que enfrento, nem nas palavras que vou apanhando. É tudo frio, tudo vazio. Mas ninguém se importa.

Tá difícil

Eu bem que tentei ignorar a onda do Não Me Toca e isso tudo, mas, reconheçamos (que eu também sou menina para dar o braço a torcer de vez em vez), que quando alguma coisa se torna viral nós deitamos o olho. Neste caso, o ouvido também. E eis que dei por mim a passar os olhos pelas letras do Anselmo, depois de ouvir até à exaustão as músicas do moço sensação a passar na rádio e nos bares e em todo o sítio e mais algum. Comecemos, pois então, que se faz tarde:

1. Eu te disse que eu era inocente, baby
Esta é aquela do "eu bem te disse pra estares masé caladinha, que não esteve nenhuma moça de leste no meu quarto, aquilo no cobertor eram os pêlos do Labrador da vizinha, eu bem te disse, mas tu és sempre a mesma coisa, pá, sempre a mesma coisa". Ali o "baby" é para dar uma pitadinha de doçura.

2. O teu ciúme no teu ouvido pôs algodão
Não foi o ciúme, Anselmo. Ela não está é para te ouvir cantar, pareces uma tia de Cascais com a caganeira, qualquer dia até eu estou a pôr algodão nos ouvidos.

3. Meu telefone e email tu tinhas o pin
 Aaah, mas do Tuíta e do Feicebuque nem vê-lo. Tá mal. Ou dás todos, ou não dás nenhum.

4. Pra ti sou sempre o vilão, ão
Os cães fazem-se de mortos, aqui o nosso Anselmo faz-se de vítima. Eu já disse ao meu homem que, da próxima vez que discutirmos assim qualquer coisita, vou também cantar, no meu tom de voz sofredor, "pra ti sou sempre a vilãaa, haaan". Pode ser que resulte e que ele venha em direcção à minha pessoa para me dar um xi-coração e que eu depois tenha a oportunidade de dizer "não, não, não. Não me toca!"

E agora, vá, "me deixa ir" que amanhã é um dia pesadito. Boas noites.

3 de novembro de 2014

I'm with stupid

Vamos lá ver uma coisa, eu gosto de camisolas com frases, a sério que gosto, daquelas do género do "I'm with stupid" com uma setinha a apontar para o lado, ou daquelas que dizem que não gramamos nem um bocadinho as segundas-feiras. Tanto gosto que, quando alguém traz uma vestida, eu ponho-me a olhar para aquilo e a tentar decifrar o que diz ao bom estilo do pitosga, que não se lembra que não consegue ver um boi mas que já que olhou agora continua, nunca cedendo, de boca aberta (porque todos sabemos que isto torna a visão mais nítida) e os olhos fechados a fazer lembrar o Jackie Chan. O problema surge quando a pessoa que exibe a camisola em questão é uma mulher. Não consigo imaginar o que lhe passa pela cabeça quando passa por mim e repara que faço uma expressão equivalente à de um homem a babar-se, mas de olhos semi-cerrados. Porque acredito piamente que, na altura, a pessoa não se lembre que traz alguma coisa escrita na camisola. Claro que estas camisolas, para o homem, são uma benção. Consideremos a principal vantagem, se é que há mais alguma: podem sempre olhar-nos para o peitoril e alegar que estavam "só" a tentar ler. Mais sorte que juízo.

Sorte de cão

Hoje já consegui pôr uma frigideira a arder e dar cabo de um carregador de telemóvel. Dia bom que se avizinha, hein? E só é segunda-feira.

2 de novembro de 2014

Às vezes valia mais estar calado, José

Já escrevi várias vezes sobre o feminismo, que a meu ver seguiu um caminho errado. Em vez de falar na ‘igualdade de oportunidades’ para todos, homens ou mulheres, apostou numa ‘igualdade’ pura e dura, sem distinção de género – convocando as mulheres para queimarem os soutiens, cortarem o cabelo curto, vestirem-se à homem e usarem pasta à executivo.
Este tipo de feminismo conduziu a um beco sem saída, porque as mulheres não queriam – com toda a razão – parecer-se com os homens. Queriam continuar a parecer mulheres, embora com direitos iguais.
Acontece que esses direitos iguais, inquestionáveis, abanaram a sociedade de alto a baixo, revolvendo-lhe as entranhas.
A entrada das mulheres no mercado de trabalho deu-lhes independência económica, permitindo-lhes libertarem-se das garras de maridos exploradores ou tirânicos, ou da ‘escravidão do lar’, como algumas lhe chamavam. Mas teve enormes consequências na estabilidade das famílias.
Na sociedade matriarcal as mulheres eram o pilar da família: efectuavam os trabalhos domésticos, transmitiam segurança aos filhos através da presença em casa, garantiam o equilíbrio familiar.
Quando as mulheres começam a sair de casa para irem trabalhar, todo este equilíbrio naturalmente desaba.
A casa fica vazia durante o dia inteiro e há tarefas que não se executam. As crianças não têm com quem ficar e vão para creches. As mulheres chegam a casa estafadas ao fim do dia de trabalho, não tendo paciência para os filhos nem para fazer nada. Muitos maridos protestam – e elas reclamam (justamente) com eles por não ajudarem. Só que os homens resistem, pois nunca viram os seus pais dividir as tarefas caseiras. O mal-estar no casal instala-se. Todos nós conhecemos situações destas.
A juntar a isto, o facto de as mulheres passarem mais tempo no trabalho do que em casa tem obviamente consequências.
Passam a preocupar-se muitas vezes mais com as carreiras do que com a família, começam a ter filhos mais tarde e têm menos filhos. Os filhos beneficiam menos da presença das mães. As mulheres conversam mais tempo com alguns colegas do que com os maridos, criando relações de cumplicidade. A família relativiza-se, passa a segundo plano. Os adultérios, concretizados ou apenas idealizados, tornam-se mais frequentes.
Vendo o colapso de muitos casamentos, os jovens começam a hesitar em casar. As uniões tornam-se mais frágeis, mais efémeras, menos estáveis. Vive-se agora com uma pessoa e logo a seguir com outra. As mulheres têm hoje filhos de um companheiro e amanhã doutro – passando-se o mesmo com os homens. Os filhos sofrem com as separações dos pais, entram em instabilidade emocional – e daí ao consumo de drogas ou às tentativas de suicídio pode ir um pequeno passo.
A crise da família traz às sociedades contemporâneas problemas infindáveis. Problemas que ninguém quer ver e de que ninguém quer falar porque não tem solução para eles.
Sabe-se que a História não anda para trás, que a conquista de direitos por parte das mulheres é irreversível, que as fadas não regressarão ao lar. Mas ninguém sabe como resolver os problemas que o progresso levantou.
Entretanto, há uma pergunta fatal, embora muito politicamente incorrecta, que não pode deixar de ser feita: as mulheres são hoje mais felizes? Mulheres que se levantam de madrugada para ir levar os filhos à escola, que vão a correr para o emprego, que vêm a correr do emprego para chegarem a horas de ir buscar os filhos, que vão a correr para casa para fazer o jantar (contando ou não com a ajuda dos maridos) terão uma vida melhor do que as que ficavam em casa a tratar dos filhos? Mais independentes são, sem dúvida. Mas serão mais felizes?
Li esta notícia há pouco no SOL e gostei tanto, que até decidi publicar um excerto aqui em cima, porque é, realmente, pano para mangas que aqui vai. O sô Zé, porque há que remeter aos tempos antigos, não é verdade?, diz que a crise nas famílias actuais e o facto de muita gente já não ambicionar o casamento para as suas vidas deve-se à crescente independência das senhoras. Porque caramba, trazer o pão para casa não devia ser feito a pares, devia ser só o homem, ali a esfalfar-se que nem um cão lá fora e a chegar cansado e sem paciência a casa. A mulher não, porque isso traz instabilidade à família, ora, deve é ficar "sogadita" em casa, a tratar dos putos, que seriam uns seis ou sete, qual é que é agora a moda de terem, no máximo, três?, e a cumprir com as suas tarefas domésticas. Porque, obviamente, mulher que trabalha descuida a casa. Fica tudo um nojo, ratos por todo o lado, moscas a pousar na bancada da cozinha, e o homem chega a casa e não tem condições para estar sentado a beber uma jola à vontadinha. Até porque ele também não limpa a bancada e ela depois zanga-se, porque tem que limpar o ranho aos putos e não consegue fazer tudo. Realmente, isto não tem jeito nenhum. Vamos é voltar aos tempos da mulher submissa, em que levava com o rolo da massa nos cornos por não ter o jantar feito a tempo. Aí sim havia estabilidade.

10 provas de que Deus não me curte

1. Nas situações raras em que deixo a loiça por lavar, o prato precisa de ser esfregado 355 vezes até ficar bem.
2. Compro uma coisa e uns dias depois aparece em promoção, com um desconto para aí de 50%.
3. Quero muito aquele item em específico e não tem o meu tamanho. 
4. Saio de casa e começa a chover.
5. Levo a roupa de inverno para Coimbra, porque o tempo ficou feio, e na semana seguinte ficam 300 graus e um sol que não se pode.
6. O jantar está em execução e falta-me alguma coisa que não tenho em casa.
7. A matéria que estudo mais é precisamente a única que não sai.
8. Estou a fazer alguma coisa importante e a net vai abaixo.
9. Um mês a poupar para comprar aquilo e, quando finalmente tenho o dinheiro, já não há. 
10. Bater com o cotovelo, sempre da mesma forma e no mesmo sítio, praticamente todos os dias.