Gosto de estudar em Coimbra. É uma cidade antiga, cheia de tradição, capas negras e calçada. Mas o meu pequeno prazer em Coimbra é, talvez, diferente dos prazeres mais queridos pelos que lá estudam. Digo-vos que, para mim, é ir a pé de minha casa, que fica perto da Praça da República, até à estação nova. Aquele percurso, que me leva cerca de vinte minutos, ou meia-hora se eu for mais devagarinho, sabe-me pela vida, principalmente no inverno, quando o tempo consegue ser amigo e não começa a chover. Hoje fiz esse percurso outra vez, já há muito que não o fazia. O ar congelava os ossos, o céu estava carregado de cinzento, o piso escorregava e os carros levavam as luzes. As pessoas, todas diferentes e todas iguais, os estudantes e os coimbrinhas, os que vestiam capa e batina e os que apenas carregavam a pasta, todos na sua correria diária, sem prestar grande atenção a caras e ao movimento da cidade e eu passava por todos eles, de mala atrás, e o tempo parava a cada cara que se cruzava no meu caminho. E a senhora das castanhas, com o seu carrinho de fumo, muito velhinha, e o cheirinho no ar, e a música de rua, o fado que também é meu. Os atalhos da baixa e as lojas à antiga, os mercadinhos lado a lado com as lojas gourmet. E a estação, com pessoas a chegar e a ir embora para a terra. São os pequenos prazeres recônditos que me cativam e, um dia, quando deixar de estudar em Coimbra, vou ter saudades deste meu percurso, que tanta calma me sabe trazer no meio de tanta pressa.
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7 de novembro de 2014
2 de novembro de 2014
10 provas de que Deus não me curte
1. Nas situações raras em que deixo a loiça por lavar, o prato precisa de ser esfregado 355 vezes até ficar bem.
2. Compro uma coisa e uns dias depois aparece em promoção, com um desconto para aí de 50%.
3. Quero muito aquele item em específico e não tem o meu tamanho.
4. Saio de casa e começa a chover.
5. Levo a roupa de inverno para Coimbra, porque o tempo ficou feio, e na semana seguinte ficam 300 graus e um sol que não se pode.
6. O jantar está em execução e falta-me alguma coisa que não tenho em casa.
7. A matéria que estudo mais é precisamente a única que não sai.
8. Estou a fazer alguma coisa importante e a net vai abaixo.
9. Um mês a poupar para comprar aquilo e, quando finalmente tenho o dinheiro, já não há.
10. Bater com o cotovelo, sempre da mesma forma e no mesmo sítio, praticamente todos os dias.
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26 de outubro de 2014
Mutantes
Hoje entrei na Salsa, pela primeira vez desde há um bom par de anos, decididinha a dar uma oportunidade à loja. A roupa da Salsa, para além de achar que é cara para o que vale, costuma ter um estilo que não me assiste muito. Mas hoje gostei da montra e pronto, bateu-se-me assim um ventinho por trás e quando dei conta tinha sido empurrada e estava lá dentro. E que linda que era a camisola preta que estava imediatamente à entrada, sim senhora, assim gosto, pena que custe os olhinhos da cara, mas vou experimentar mesmo não a levando, deixa cá tirar o M. Não há.
- Precisa de ajuda? (vem a moça toda gira e pimpona, metia-me a um canto)
- Sim, obrigada, eu quero experimentar o M, tem?
- Vou buscar. (volta com a camisola) Olhe, deixe-me aproveitar p'ra lhe dizer que estamos c'uma campanha, recebe um vale de desconto consoante o MUTANTE (...)
Eu aqui deixei de a ouvir. O meu cérebro começou a fazer uma espécie de zumbido, interferência de certezinha, porque a antena devia estar a apanhar mal, quer dizer, "mutante"? Vocês vendem zombies aqui? É que por 50 mocas vale mais, dá para montar e tudo, e ainda é capaz de me aviar ali uns quantos marmelos que eu não me importava que apanhassem um sustinho. Eu digo-vos, não sei como é que não me escangalhei toda ali. Fiquei tão em choque, que quando dei conta já tinha 5 camisolas para experimentar, porque "olhe qu'ésta é mêmo bonita, num acha, ficava-lhe bem, veja lá, ponha assim à frente" e espetava-me então o cabide nos olhos, alinhado ao nível dos ombros, só para depois me deixar mais um cabide nas patas.
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25 de outubro de 2014
Bebedeiras
Pessoas que acham que gritar a plenos pulmões da janela do prédio, como se vos estivessem a rodar os tintins e a queimar-vos vivos, às duas horas da manhã, quando se está a tentar dormir e a tentar controlar o impulso de vos mandar c'um piano nos cornos, por favor, pelo bem dos outros e pelo vosso, porque daqui a nada arranjo coragem, parem. Eu não tenho a vossa vida e tenho um sono reparador em execução. E a Wiggle a tocar alto e bom som faz-me querer mandar-vos com dois pianos nos cornos.
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23 de outubro de 2014
Fofos da vida
Há um númerozinho jeitoso de coisas que acontecem numa daily basis e que são fofas para me deixarem de bem com a vida, e como isto aqui não é só dizer mal por dá cá aquela palha, hoje vamos a um levezinho, que o meu humor de cão de hoje bem que precisa de se alegrar com cor-de-rosa, senão fico a bater mal da sagrada bolha, como ouvi dizer. Ora então, do que me estou a lembrar:
- Quando o semáforo fica verde para os peões precisamente no momento em que vou atravessar a estrada;
- Quando encontro alguma coisa que quero/preciso muito em promoção;
- Quando dou com um leve 2 pague 1;
- Quando a pessoa me segura a porta ou me deixa passar primeiro, e eu não me arrisco a levar com a porta no focinho;
- Quando tenho muito chichi e chego, finalmente, à tão desejada casa-de-banho;
- Quando as casas-de-banho públicas têm aquele plástico na sanita que roda quando carregamos no botão;
- Quando acordo por mim mesma, sem despertador e cedo;
- Quando acho que ainda só é quinta-feira e afinal já é sexta;
- Quando gosto de umas calças de ganga à primeira;
- Quando conto uma piada e faço alguém ter que ir a correr para a casa-de-banho;
- Quando o arroz fica no ponto.
A minha alminha até bate palmas de contentamento.
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18 de outubro de 2014
Hoje fui às compras e sabem o que era grátis?
Chulé na Bershka, suor na Pull e mofo na Stradivarius. E uma dor de cabeça em todas elas. Melhor que os saldos!
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Comboio e pessoas
Gosto de viajar de comboio, vou ali descansadinha da vida, a ouvir a minha música, a ver os meus filmes, as minhas séries ou a ler. É bom ter estes momentos só para mim, porque numa viagem não há assim tanta coisa que se possa fazer e que nos tire aquele bocadinho de descanso que podemos ter. Mas também tenho aqueles momentos de observação intensiva, em que olho para as pessoas, todas diferentes e todas iguaizinhas ao mesmo tempo, e as ouço. De vez em quando lá apanho umas pérolas que me confirmam todas as conclusões que fui tirando sobre a espécie humana ao longo dos anos, qual Darwin. Hoje fiz uma viagem de três horas e deu pano para mangas. Vi um irmão e uma irmã à pancada, mas forte e feio, vocês não estão bem a ver, ele mordia-a, ela mandava-lhe lapadas de mão aberta no focinho, na nuca e nas orelhas, ele mandava-lhe murros na barriga, ela cuspia-lhe, ele puxava-lhe os cabelos, e lá refilavam eles um com o outro, os dois uns autênticos brutamontes ainda novitos, na sua adolescência, enfim, amor de família do bom. Vi também toda a gente a entrar em pânico porque uns eram surdos e os outros levavam os phones nos ouvidos, e então não ouviram o revisor anunciar a paragem (anunciou, mas muito baixinho), já estavam todos a levantarem-se e ai que não anunciou, ai que não sei onde estou, ai que isto é uma falta de respeito, anunciou sim senhor, mas vós ides todos a dormir minha gente. Vi uma gaiata a mudar de lugar umas três vezes, porque nunca se sentou no dela e, depois de se sentar no terceiro, quando veio a pessoa a quem pertencia aquele lugar, teve o descaramento de dizer "olhe sente-se aí noutro, se faz favor, porque eu já mudei três vezes e já começo a ficar farta" e a mulherzita só teve tempo de erguer as sobrancelhas, muito escandalizada com a má educação da miúda, pois claro, e lá se sentou ela noutro lugar. Vi um homem babar-se e a roncar enquanto dormia. Vi um rapaz a fazer bolhinhas de saliva. Eu realmente nem preciso de me entreter com nada, que isto é uma versão leve da TVI em andamento.
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17 de outubro de 2014
Meias
Expliquem-me, que eu não entendo, porque é que a mulher tem sempre que saber onde está aquilo que o homem perdeu e que não encontra? Certo, somos nós que lavamos. Certo, somos nós que arrumamos. Certo, somos nós que sabemos qual é o melhor sítio para pôr as coisas. Mas não somos nós que tiramos as coisas do sítio, não meus senhores, não somos. E não somos nós que temos que saber responder-vos sempre de modo a evitar uma crise existencial crescente aí dentro, que vos faz empolar as veias. Portanto, presumir que vamos sempre fazer aparecer tudo e mais alguma coisa, inclusive aquela meia que perderam há 500 anos atrás, qual truque de magia, está errado. Pior, se nós não soubermos da desgraçada da meia, que entretanto já deve ter ganho raízes, ficam ofendidos que nem uma virgem, porque é, e cito, "suposto tu saberes onde estão essas coisas". Homens.
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14 de outubro de 2014
Brocas, bochechas e conversas de circunstância
Há muitas coisas nesta vida que eu considero absurdas, claro que poucas ultrapassam aquelas fotos que as pessoas tiram na praia que mostram tudo o que há da cintura para baixo, mas como não me quero alongar nessas para não correr o risco de ficar com urticária, vamos só falar de uma delas. Os dentistas. Sim, os dentistas. Porque sempre que lá vou, isto acontece. E não é só no meu dentista, que sei de fontes seguras que isto passa-se noutros consultórios. Portanto, é o seguinte: entra-se lá no cubículo, que regra geral é azul bebé ou verdinho (sim, porque aquilo é tudo da mesma cor, é cadeiras, é mesas, é paredes, é chão, é batas, Deus me livre), cumprimenta-se o Sôr Doutor, sentamo-nos naquela cadeira que, para mim, nada tem de confortável, com luzes de bloco operatório por cima, quase que me cega a vista, e ele vem de lá com a broca (e eu só penso "com a breca"), nós abrimos a bocarra de modo a caber lá um punho ou dois e o senhor começa a fazer o seu trabalho. Ora bem, depois de tudo isto, depois de já estarmos com aquelas porcarias todas na boca, aspiradores e o catano, a baba a escorrer por todo o lado, a barulheira de oficina, é que o raio do homem se lembra de fazer conversa de circunstância. E nem sequer se pode acenar, porque queremos sair dali com bochechas.
- Então e está a correr tudo bem com a faculdade?
bzzzzzzzzzzzz
- Hum, hum! (erguer sobrolho para mostrar entusiasmo)
bzzzzzzzzz tchhhhhhh
- Muito bem, muito bem... Então e já sabes o que queres fazer quando acabares?
bzzzzzzzzzzzzzz
- Hum, hum... (esperar que ele não pergunte "então o que é")
tchhhhhh
- Então o que é?
trrrrrrrrrrrrr
E o que vem a seguir é um desafio.
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12 de outubro de 2014
De Coimbra e de haver sempre motivo para bombar nesta cidade
Terceira noite esta semana que tento adormecer ao som de "elas ficam loucas com dedjinho na boca" e "assim você matou papai".
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11 de outubro de 2014
I'm having none of your shit
Como todas as outras pessoas que habitam esta bolinha de berlim que é o planeta Terra, também eu partilho de momentos que me enchem os pulmões de frustração e que, sinceramente, só me dão vontade de me enfiar no quarto e mamar uma garrafa de Vodka de uma vez só (e eu que nem gosto de Vodka), enquanto choro copiosamente para cima de um boião de gelado de caramelo do Pingo Doce mais próximo. Vamos lá:
1. Quando empresto dinheiro a alguém e depois tenho quase que ser eu a extorqui-lo com uma lapada no focinho, porque a pessoa parece sofrer de amnésia selectiva e não se lembrar de nada.
Claro que com esta aprendi a minha lição, tanto que nunca mais emprestei dinheiro a ninguém. Há males que vêm por bem. Ou isso, ou estou mesmo tesinha que nem uma toalha ao sol e não dá mesmo para emprestar.
2. Quando alguém me chateia a cabeça e fico caladinha que nem um rato, mas depois de 5 horas a pensar surge-me um comeback que até lhe levantava as patas do chão.
O meu cérebro tem a tendência para bloquear quando quero dizer alguma coisa que provoque um efeito de toma-lá-que-já-jantaste na outra pessoa. Acabo sempre por nem responder, mas fico a remoer naquilo durante horas, até finalmente me lembrar de alguma coisa mesmo inteligente para dizer. Ou isso, ou dizer "a tua mãe".
3. Quando tento chegar às prateleiras de cima da cozinha e não me apetece arrastar-me para cima de um banco.
A técnica é a seguinte: bicos de pés, encolher o nalguedo, esticar até ouvir os músculos esganiçar um "ai" e tactear. Não resulta. Lá vou eu buscar a porra do banco e temer pela vida, que esta que vos escreve sofre que sofre das vertigens. E dos nervos.
4. Quando estou a tomar banho e a água vem fria quando ainda me estou a ensaboar.
Deus não me curte.
Há vidas difíceis, mas a minha...
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8 de outubro de 2014
Dos piropos
No outro dia, já não sei bem quando foi graças à minha memória de avestruz, ia descansadinha da vida passeio abaixo, a dirigir-me para casa, quando avisto três construtores civis. Todos sabemos que estes senhores têm sempre uma classe incomparável, são subtis a apreciar nalguedo alheio, qual Don Juan qual quê, e eu já estava preparada para levar com um piropo, porque basta ser mulher, não interessa se pareço a Heidi Klum ou o Tino de Rans. Os senhores tinham por lá uma caixa de cartão e, mal um deles me avistou, foi logo "ó Carlos, abre aí a caixa, olha o que ali vem, olha, olha tão mimosinha", e eu lá continuei o meu caminho como se não fosse comigo, sem saber se haveria de temer pela vida por me quererem enfiar numa caixa (que eu já me estava a imaginar a passar o resto dos meus dias em cativeiro, a comer da portinhola do cão) ou se haveria de me rir por ter sido chamada de "mimosinha".
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27 de setembro de 2014
O amor atravessa fronteiras, mas depende
Porque se eu acabo de lhe dizer que preciso de cravar os dentes num docinho (que não ele, claro, que isso foi ainda há bocadinho) e ele não se oferece para ir ali ao mac comprar-me um geladinho, aqui está um perfeito exemplo de uma fronteira básica que o amor não consegue ultrapassar. Conselho de amiga, testem-nos logo com comida. Vocês têm desejos e, mesmo que não estejam grávidas (tal como eu não estou), eles só têm é que arranjar maneira de vos trazer pickles com chouriço às 3h55 de um domingo. Não quero saber.
E já agora, fica a imagem do macfofo que a minha mente tanto cobiça de momento:
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24 de setembro de 2014
Até apitas
Ora, acontece que o cilindro aqui de casa pifou, foi-se, escafedeu-se. Já há 2 dias que foi para reparação e, supostamente, hoje já teríamos águinha quente. Mas não sei, acho que me habituei tanto a tomar banho de água fria que nem sei se quero voltar à vida fina que é ter água quente. Afinal de contas, para que é que uma pessoa precisa de tomar banho e sentir-se renovada por dentro e por fora? Para quê a água que aquece o corpo e a alma? Para quê, quando temos banhos que nos fazem meter as nádegas para dentro enquanto tentamos, num acto pouco heróico, inclinar a bacia toda para a frente, de modo a não entorpecermos o lombo enquanto lavamos a cabeça? E o bom que é não sentir os membros do nosso corpo?
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20 de setembro de 2014
Ai desculpe, que não a vi, nem a si, nem aos 20 que estão atrás
Tenho um ódiozinho de estimação requintado por pessoas que passam à frente nas filas. O que é que lhes passa pela cabeça? "Espera lá que eu tenho metro e meio, pode ser que nem dêem por ela", ou "olha, tanta gente alinhada, todos uns atrás dos outros, e a senhora da balança da fruta ali à frente a pegar-lhes nos sacos, que giro, vou lá dar o meu saco também", é isso? Não sabem que não se faz? Que é feio? Que ao fim de meia hora à espera para pesar três bananas e uma papaia o que menos quero é um marmelo a passar as uvas à minha frente? Ai a porra.
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18 de setembro de 2014
Spaghetti Nero my ass, uma ganda bosta é o que é
Os piores 2,54€ da minha vida. DOIS EUROS E CINQUENTA E QUATRO. O homem e eu éramos para até ir jantar fora, mas aqui a je pensou, ora bem hoje é que era um bom dia para fazer aquele esparguete carbonizado que ando há tanto tempo a querer experimentar, em vez de ir ao italiano. Pois bem, o moço concordou e lá fomos nós munir o cesto de compras de marisco e cenas. Quando vimos o preço do carvão na prateleira ele até ficou pálido, "mas vá amor, vá, leva lá isso, sim, vamos provar, vá" e assim foi. Pois acontece que, tanta coisa que é tão boa, e foi o mesmo que comer nada. O marisco estava bom, diz ele, mas foi isso que salvou a cena, porque o raio da massa não tem sabor nenhum. Dois euros e cinquenta e quatro, ai a porra...
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