26 de janeiro de 2016

Utilizem os conhecimentos que vos transmiti no post anterior e digam-me

O que está a acontecer, neste preciso momento, no apartamento ao lado do meu?

A. Está tudo a dormir sossegadinho, porque são pessoas muito conservadoras e a televisão a estas horas já só dá poucas vergonhas.
B. Está tudo a relaxar, porque amanhã é dia de trabalho duro e há que aproveitar para restabelecer energias, respeitando que se vive num sítio com mais pessoas.
C. Está tudo a conversar, tendo em consideração que não é preciso andar aqui aos berros para se fazer ouvir.
D. Está tudo a falar aos berros, de modo que os ouço como se estivessem ali à conversa no quarto ao lado e conseguia perfeitamente ter uma conversa com eles se berrasse também, porque ouço toda e qualquer palavrinha que sai daquelas goelas.

(Rufar de tambores.)



(Não, a sério. Daqui a nada vou rufar-lhes com os tambores nas trombas.)



(Ou então ponho isto a tocar.)

Eu tinha mesmo que desabafar convosco

Portanto, eu vivo num prédio bastante sossegado aqui em Coimbra. Tendo em conta que vivo perto de uma das zonas da estudantada mais críticas e que isto, durante a semana, é bastante movimentado, vim mesmo cair no céu. Sossegadinho, limpinho e de respeito. Até há cerca de uns mesinhos (poucos) atrás. Eu não sei de onde vieram estas travancas que moram aqui mesmo ao meu lado, mas juro-vos que já estive bem perto de lhes enfiar um pessegueiro pelo cu acima e meter a rodar até saírem bananas. Estas alminhas, que são rapazes (não sei quantos), passam o dia todo de uma forma muito peculiar: de manhã não se ouvem, portanto presumo que durmam; à tarde é o tempo todo a jogar FIFA, ou o raio que os parta, porque os ouço a berrar uns com os outros, de tal forma que parece que se vão todos matar (e isso só me incomodava se eu tivesse que limpar alguma coisa no pós), não sei como é que os catraios têm goelas para aquelas asneirolas e pragas todas, parece que vivo num acampamento de ciganos, mas levemente pior; e, por último, à noite, acham por bem convidarem toda a gente que conhecem para fazerem festa desde a hora de jantar até, pasme-se, às cinco da manhã. Desde as dezanove até às onze da noite, só ouço gente a entrar e que, por sinal, não sabe fechar a porta sem bater com ela. Depois, para acrescentar à animação, um deles toca guitarra, ou a porra que o valha, e decide começar um concerto ao vivo às duas da manhã, em encore com uma rapariguinha que lá metem dentro e que canta. E depois há os outros, que não cantam nem tocam, mas batem com as mãos nas pernas e com os pés no chão para fazer o ritmo. Como o barulho lá dentro de casa é insuportável, cada vez que alguém quer falar ao telemóvel, vem para o corredor do prédio, mesmo aqui encostado à minha porta. Portanto, e para acabar que isto já vai longo, a questão que se impõe é: pego-lhes fogo ao apartamento? Ou deixo-os viver, mas ponho-os a todos na cave, fechadinhos a cadeado? Sou toda ouvidos para novas opções.

25 de janeiro de 2016

A minha posição relativamente a tudo na minha vida, de há uma semana para cá

"Não me apetece."






(A não ser que se esteja a falar de McDonald's. Se for esse o caso, a conversa já é outra.)

23 de janeiro de 2016

Que melhor altura para estarmos viciados em entretenimentos vários, do que quando estamos em épocas de exames?

Nenhuma. Esta é óptima. Eu sou perita nisto, digo-vos desde já. Até coisas das quais eu já me tinha esquecido, e que já tinha deixado de fazer há 3500 anos por me aborrecerem, são apelativas nestas alturas. "Ora, já não jogo aqueles jogos online de vestir bonecas há muito tempo" (claro que eu destes aqui nunca joguei, não é? Por quem me tomam?)... É realmente triste, mas eu tenho a capacidade para ser muito viciada em coisas aleatórias nas alturas em que é extremamente inconveniente. Por isso, decidi partilhar isto convosco e fazer uma listinha das coisas nas quais tenho andado viciada desde que o meu cu começou a ter medo dos exames. Ora vamos lá.

Im-po-ssí-vel. Este jogo é estúpido e irrita-me. E agora que toda a gente já ultrapassou isto, ando eu feita hipster a jogar. Não há hipótese, qualquer pausazinha que eu decida fazer (às vezes até são umas 48 pausas seguidas...) acabo sempre por jogar isto.

Ainda nos jogos. Este é de sobrevivência. Já perdi a conta às vezes que disse que nunca mais jogava isto, por me passar completamente com o jogo (entenda-se, por me borrar toda, porque levo com cada susto, que até parecem dois).

3. Game of Thrones
Como sempre, atrasada no hype, mas comecei a ver quando tive paciência. E agora largá-la, está quieto.

4. Terapia
Sim, já sei, "é uma porcaria", mas eu gosto. Há quem goste de ver os animais na Quinta, eu gosto de ver isto. Interessa-me por motivos. 

5. Youtube
Esta é a mais estranha. Nunca fui de ver muitos vídeos no Youtube. Ouvia música e tal, mas seguir youtubers não. Agora ando agarradinha. Só me falta snifar o pc. (E não digam a ninguém, mas tenho seguido muitos canais de moda e de beleza. São os meus prazeres culpados. Não perguntem, se fazem favor.)

6. 9GAG
Eu tinha deixado de ir ao 9GAG. Mas, recentemente, redescobri os prazeres da estupidez. E agora sou comentadora assídua. Vá-se lá perceber.

E pronto, que eu me lembre, não há assim mais nada que me esteja a consumir a alma. 

22 de janeiro de 2016

Ainda a acrescentar às razões pelas quais é muito bom ter um blogue

Aqui, no blogue da Catarina. E como eu não sei reagir a elogios sem parecer que tenho um desequilíbrio psicológico:





Estudar muito tempo faz-me mal

Panda corta-se no dedo indicador esquerdo. Panda põe um pensinho bege como manda a tradição. Panda decide que não tem mesmo mais nada que fazer (e tem) e escolhe um verniz para pintar as unhas. Panda pinta todas as unhas, menos a unha que tem o penso. Panda não gosta do resultado final por este não ser uniforme. Panda pinta uma unha no penso. 

Muito melhor agora.

20 de janeiro de 2016

Como é que eu hei-de pôr isto

A minha vizinha de cima é surda. Muito surda. Tem sempre a televisão no máximo, berra quando fala e todas as chamadas que faz são em altifalante. Também no máximo. E há outra coisa que ela também faz no máximo. E não, não é sexo, a senhora deve ter tipo 75 anos. E não, não tenho nada contra o sexo entre velhotes, mas, neste caso, ainda bem que não o é, porque aposto que se ia ouvir muito bem. E perguntam vocês: "Então mas ó Panda, despacha lá isto que nós temos uma vida. O que é a tal outra coisa que ela faz muito alto?"
E eu respondo. Só um momento.

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Peida-se. 

18 de janeiro de 2016

Digo-vos uma coisa, bambus

Durante esta fase de exames, o meu coraçãozinho d'oiro poupava-se a muitos mini ataques se os supermercados não me enviassem emails a dizer para eu poupar 35% em carne de porco nacional. Sério. Está uma pessoa à espera das notas (que ainda não recebeu nem umazinha) e é isto.

15 de janeiro de 2016

Sabes que já estás a ficar velha

Quando vem um dia de Sol e o pico da tua excitação deve-se ao facto de poderes estender a roupa lá fora.

14 de janeiro de 2016

O mundo chorou David Bowie

Eu não. Reconheço que possa ser uma grande perda do mundo da música, mas não tinha grande contacto com o artista. Mas hoje morreu um actor, o Alan Rickman, que deu vida ao Snape, em Harry Potter, e que fará sempre parte do meu imaginário infantil. Tenho mesmo muita pena.



13 de janeiro de 2016

Yolo (isto já não se usa, pois não?)

Gostava de entregar um trabalho todo escrito em Comic Sans, só para testemunhar a cara de quem o fosse avaliar. Deve fazer parte do top 3 dos pânicos de um professor universitário.

Coisas da vida

Nunca me sinto tão desconfortável como quando estou num sítio público a tentar conter o sono. Mas um sono valente, gente, a minha cabeça quer cair para cima da mesa.

11 de janeiro de 2016

Ver sempre a situação pelo lado positivo

O meu homem desloca-se ao Professor para tirar as suas dúvidas relativamente à matéria. Volta com o porta-minas do senhor na mão. Largos minutos depois, diz-me ele:

- Trouxe o porta-minas do Professor sem querer. Vou chumbar, mas pelo menos tenho um souvenir.

7 de janeiro de 2016

O Mateus já tem leucemia há 558737278273738 anos

Estou neste momento a fazer uma viagem de Intercidades e parece-me incrível que agora, para além da companhia do revisor (que me lixa sempre, porque demora a vir e eu quero dormir, mas não consigo até ele picar aqui o ponto), também temos os senhores do peditório a viajar connosco. Dão a fotografia do puto, que já é a mesma há anos (provavelmente o miúdo até já está na meia idade), para vocês lerem e reflectirem sobre o flagelo que é a leucemia em idades tão tenras e depois recolhem as vossas moedinhas. Que não são para o Mateus.

3 de janeiro de 2016

2016 já me está a calhar mal

Como é que o novo ano me pode correr bem, se a primeira música a ficar-me na cabeça é a Taxi, do Pitbull? Hum? Como? Não pode. Vou só ali estrangular-me no cordão da roupa e já volto.