31 de outubro de 2014

Enfermeiras, princesas e Smurfs

Pessoal, isto é o Halloween. Não é o Carnaval. E por muito que seja giro vestir de enfermeira badalhoca, tentem que o badalhoco seja mesmo porque as vossas tripas estão de fora e vocês nem tiveram tempo de se limpar. E por muito tentador que possa ser ir de Princesa, porque queremos andar sempre lindas (suas vaidosonas!), metam uma faca a atravessar-vos a cabeça e façam qualquer coisa à cara ou ao cabelo para parecer que andaram a combater na segunda Grande Guerra. Palhaços assustadores, sim, enfermeiras de asilo, sim, vampiros, bruxas e ogres, sim, Lili Caneças ou Betty Grafstein, também. Se quiserem mesmo levar isto à loucura, vistam-se de Correio da Manhã, que assusta de tão mau. Agora cenas que não servem para assustar guardem para o Carnaval, combinado? Prooonto. Entretanto, vou só ali ver se encontro a minha mão direita, que de vez em quando dá-lhe para a brincadeira e foge que nem uma maluca. 

30 de outubro de 2014

Fuck it


As maravilhas que se encontram num parque de estacionamento.

29 de outubro de 2014

As mulheres e a discrição

Quero crer que sou uma pessoa discreta, mas vamos lá ver, falando a sério, a quem é que eu quero enganar? Uma mulher discreta é uma raridade. Nós nascemos para ser curiosas e para satisfazer a nossa curiosidade na hora. Não é daqui a cinco minutos, duas horas, não, é logo. Para ontem. É por isso que não nos podem dizer "olha, está ali a passar uma mulher com três mamas e um braço no meio da testa" e acrescentar "mas não olhes agora" porque nós não vamos aguentar. Ainda a outra pessoa não acabou de falar e já nós estamos a fazer o movimento ao pescoço sem qualquer tipo de arrependimento. E depois não olhamos devagarinho, era o que mais faltava, toca a virar depressa que isto a vida são três dias e não podemos perder muito tempo. Quando é um grupo de mulheres e viram todas ao mesmo tempo, enquanto perguntam "ONDE" é que eu fico contente. Show de bola.

28 de outubro de 2014

Solidariedade e estupidez

O tuga é humano e, como qualquer humano que se preze, o tuga tem fraquezas. Nós somos um povo quentinho, fixe e acolhedor para os que visitam o nosso país, mas, diga-se de passagem, que entre nós somos um bocadinho estranhos, no mínimo. Tuga que é tuga mostra quem é que veste as calças lá em casa. O "está azedo, ó prova" é um exemplo. Nós temos ali aquele Mimosa Bem Especial há uns, no mínimo, 30 dias e apetece-nos comer cereais ou usar aquilo para fazer puré, e como somos gente que não gosta de deitar fora (sim, porque isto não é só fraquezas, também temos virtudes), os 30 dias não nos convencem, e então o que se faz é pedir a um desgraçado qualquer lá de casa para provar aquela porcaria, que já está mais que verde e tem cenas a boiar lá dentro. Isto serve para tudo. Para o "isto cheira mal, ó cheira", para o "esta cadeira está laça, ó senta-te", para o "vê-me se esta camisola cheira a suor debaixo dos sovacos", tudo o que seja mau. Nós gostamos de partilhar este tipo de coisas, não gostamos de ficar sozinhos nestas situações. Caramba, se eu cheirei esta porcaria, mais alguém tem que cheirar. Queremos ver o outro a sentir-se tão mal quanto nós com o cheiro do Mimosa e, se ele cair também da cadeira abaixo, ainda dizemos "vês? Eu disse-te que estava laça, tem que se compôr". O pior disto tudo é que o desgraçado que cheirou o Mimosa para confirmar que aquilo já não estava bom e acabou a torcer o nariz até ficar deformado e a dizer "eish, isso cheira mesmo mal", ou que se sentou na cadeira sabendo que aquilo ia cair não tarda e acabou c'uma nódoa negra na nádega esquerda, acedeu com toda a boa vontade que, por outro lado, também nos caracteriza. Somos estúpidos.

27 de outubro de 2014

Praia

Este tempo de calor faz-me lembrar praia. E praia faz-me lembrar certos ódiozinhos de estimação que eu dispensava ter que aguentar sempre que lá vou. Ora:

1. Putos
Epá, eu gosto muito de crianças, que gosto. São giros, fofinhos, dão para trazer no bolso e mostrar às pessoas e tal. Mas putos na praia não dá. Putos na praia significa berros, os ó-mãaaaaeeeeeeeee-mãaaeeeeeee, areia na toalha e sabe-se lá mais onde, mais berros, choro, guinchinhos estridentes, correrias e chapinhanços. E também se vêem pilinhas de vez em quando, porque, bem, os putos ainda não têm opinião e são os pais que mandam.

2. Qué relógio?
Os "qué relógio" estão sempre a tentar expandir negócio e, por isso, estão por todo o lado. Eles têm relógios rofex, óculos de sol rei ban e daquelas pulseiras às cores que se compram nas feiras. E os mais artísticos trazem ainda túnicas e chapéus. É o que eu gosto de chamar homem da gabardine, só que, para felicidade minha, ainda não começaram a levar gabardine e a abri-la sem ter nada por baixo.

3. Casais languinhentos
Estes aqui são um caso mais delicado. Estamos na praia, o pessoal está em trajes menores,  e se já é mau ter que levar com um casal a fazer endoscopias a céu aberto noutro sítio qualquer, então ali pior ainda. Porque, bem, os homens têm sempre algo que revela muito bem o seu estado de espírito nestas situações e nós não queremos ver isso. Intimidade alheia interessa-me tanto como ver Secret Story. Zerinho.

4. Mamas e rabos
Claro que neste ponto os machos discordam de mim, mas a verdade é que eu não fui para uma praia de nudismo por alguma razão.

5. Bolas
Não consigo contar apenas pelos dedos o número de vezes que já levei boladas na praia, à custa dos maus locais que os gaiatos escolher para jogar à bola. E aquela porcaria vai a toda a força, cheia de areia contra as pernas, barrigas e braços das pessoas. Fica-se ali com um picotado jeitoso na pele e uma vermelhidão bonita, para dar cor.

6. Chapéus voadores
Já levei com um em cheio no trombil e não posso dizer que gostei da experiência.

E é isto, para além dos avecs todos que aparecem no verão e que se apoderam da praia com aqueles neologismos espectaculares. Acho que vou comprar uma ilha e deixar de ir à praia.

26 de outubro de 2014

A ti

Temo que haja tanto para te dizer, que sufocarei nas minhas palavras. No meio de tudo isto que está a acontecer connosco, o que começa a ficar para trás é o que houve de bom e eu não quero, por nada, acabar por me esquecer. Lembro-me de chegar a casa da escola e lá estavas tu, de braços abertos, para me receberes com um abraço apertado e um beijinho e eu sempre ansiosa para sentir o cheirinho da tua camisola, aquela que deixaste de usar por tanto a usares, bege com flores vermelhas e azuis. Também me lembro de quando ele se despedia de mim, enquanto se afastava com o carro, de como segurava a ponta da gravata e me acenava com ela, e eu ria e tu rias comigo. Lembras-te? Ele voltava sempre e tu ficavas sempre. Davas-me taças cheias de M&M's para eu comer enquanto via os desenhos animados na sala, sem ter grande coisa em que pensar, excepto no quanto era bom estar ali. E quando eu não fazia as contas de dividir, porque tinha vergonha de dizer que não sabia? Tenho saudades de tudo. A casa tinha luz e respirava-se amor e saúde. Fazíamos serões no sofá, almoçávamos e jantávamos todos juntos, enquanto víamos o que se passava no resto do mundo. Ríamos, ríamos muito. Gostava tanto que pudesses perceber o quanto me fazes falta, o quanto tudo o que nos constituía, o nosso núcleozinho dos Três Mosqueteiros, que era o que ele dizia sempre, me faz falta. O quanto fico triste e sem chão por perceber que tudo isso teve um fim e que eu não soube despedir-me, porque foi-se tudo sem aviso. O quanto gostava que voltasses a ti, que ele voltasse a ele e que eu pudesse voltar também ao que era. Era só isso, voltar.

As pessoas às vezes batem mal

Fui certo dia jantar ao Portvgália, em família, e acontece que o meu guardanapo passou do lado direito do prato para o esquerdo, naquelas coisas do limpa-lábios-leva-copo-à-boca-fala. Pronto, que querem, eu sei que é atroz trocar o raio do guardanapo de sítio para quem padecer de um TOC e lá calhe embirrar com isso em específico, mas foi o entusiasmo da conversa que me levou a esse ponto. Falo assim, porque em menos de 1 minuto tinha o senhor empregado à minha beira, a tentar, com toda a minúcia, alterar o poiso do meu guardanapo do lado esquerdo novamente para o lado direito. Sim, foi mesmo só isso que ele foi fazer à minha mesa, mexer no meu guardanapo e mudá-lo de sítio. Eu podia ter-lhe espetado o garfo na mão, mas achei que seria mais lúdico para mim e para a famelga continuar, sucessivamente, a colocar o guardanapo do lado esquerdo. 20 vezes o fiz, 20 vezes ele veio mudar. E era ver ali o homem a sofrer da sagrada bolha. Mas é bem-feita, que ninguém o mandou mexer no meu guardanapo.

Mutantes

Hoje entrei na Salsa, pela primeira vez desde há um bom par de anos, decididinha a dar uma oportunidade à loja. A roupa da Salsa, para além de achar que é cara para o que vale, costuma ter um estilo que não me assiste muito. Mas hoje gostei da montra e pronto, bateu-se-me assim um ventinho por trás e quando dei conta tinha sido empurrada e estava lá dentro. E que linda que era a camisola preta que estava imediatamente à entrada, sim senhora, assim gosto, pena que custe os olhinhos da cara, mas vou experimentar mesmo não a levando, deixa cá tirar o M. Não há. 

- Precisa de ajuda? (vem a moça toda gira e pimpona, metia-me a um canto)
- Sim, obrigada, eu quero experimentar o M, tem?
- Vou buscar. (volta com a camisola) Olhe, deixe-me aproveitar p'ra lhe dizer que estamos c'uma campanha, recebe um vale de desconto consoante o MUTANTE (...)

Eu aqui deixei de a ouvir. O meu cérebro começou a fazer uma espécie de zumbido, interferência de certezinha, porque a antena devia estar a apanhar mal, quer dizer, "mutante"? Vocês vendem zombies aqui? É que por 50 mocas vale mais, dá para montar e tudo, e ainda é capaz de me aviar ali uns quantos marmelos que eu não me importava que apanhassem um sustinho. Eu digo-vos, não sei como é que não me escangalhei toda ali. Fiquei tão em choque, que quando dei conta já tinha 5 camisolas para experimentar, porque "olhe qu'ésta é mêmo bonita, num acha, ficava-lhe bem, veja lá, ponha assim à frente" e espetava-me então o cabide nos olhos, alinhado ao nível dos ombros, só para depois me deixar mais um cabide nas patas.

25 de outubro de 2014

Bebedeiras

Pessoas que acham que gritar a plenos pulmões da janela do prédio, como se vos estivessem a rodar os tintins e a queimar-vos vivos, às duas horas da manhã, quando se está a tentar dormir e a tentar controlar o impulso de vos mandar c'um piano nos cornos, por favor, pelo bem dos outros e pelo vosso, porque daqui a nada arranjo coragem, parem. Eu não tenho a vossa vida e tenho um sono reparador em execução. E a Wiggle a tocar alto e bom som faz-me querer mandar-vos com dois pianos nos cornos.

24 de outubro de 2014

Leve

O engraçado disto tudo, e que denota em simultâneo a fragilidade do universo, é que eu poderia não te ter conhecido. Poderíamos estar tão longe um do outro nesta Terra que nem sequer cruzávamos caminhos, já viste? Quanta coincidência eu ter parado tão perto de ti, ao alcance de uma mão, tão fácil de ter. Tanto que tiveste e não foi preciso muito. E eu, inexperiente em matérias de Amor, não soube perceber de início o que estava a acontecer. Assustei-me, pois. Assustou-me a facilidade com a qual te deixei entrar nos meus primeiros e nos meus últimos pensamentos, a facilidade com a qual olhava para ti, a facilidade com a qual quis partilhar tudo o que via de bonito contigo... Assustou-me a facilidade com a qual me parecias tão certo. Queria que carregasses o meu mundo e que me mostrasses que ele podia ser tão leve como o teu. Foi assim que me deixaste, leve.

23 de outubro de 2014

Fofos da vida

Há um númerozinho jeitoso de coisas que acontecem numa daily basis e que são fofas para me deixarem de bem com a vida, e como isto aqui não é só dizer mal por dá cá aquela palha, hoje vamos a um levezinho, que o meu humor de cão de hoje bem que precisa de se alegrar com cor-de-rosa, senão fico a bater mal da sagrada bolha, como ouvi dizer. Ora então, do que me estou a lembrar:

- Quando o semáforo fica verde para os peões precisamente no momento em que vou atravessar a estrada;
- Quando encontro alguma coisa que quero/preciso muito em promoção;
- Quando dou com um leve 2 pague 1;
- Quando a pessoa me segura a porta ou me deixa passar primeiro, e eu não me arrisco a levar com a porta no focinho;
- Quando tenho muito chichi e chego, finalmente, à tão desejada casa-de-banho;
- Quando as casas-de-banho públicas têm aquele plástico na sanita que roda quando carregamos no botão;
- Quando acordo por mim mesma, sem despertador e cedo;
- Quando acho que ainda só é quinta-feira e afinal já é sexta;
- Quando gosto de umas calças de ganga à primeira;
- Quando conto uma piada e faço alguém ter que ir a correr para a casa-de-banho;
- Quando o arroz fica no ponto.

A minha alminha até bate palmas de contentamento.

22 de outubro de 2014

Deste blogue

Inicialmente, criei este blogue com o intuito de falar sobre mim e tudo o que me envolvesse, num tom sério e, tendo em conta que a minha vida está numa fase pouco agradável, talvez até triste e melancólico. Eu só queria escrever e deitar cá para fora, num sítio onde seria pouco provável que alguém me reconhecesse. Mas isto foi uma ideia passageira, porque se tornaria, de futuro, pouco viável. Não tenho feitio para falar da minha vida, muito menos para ser um incómodo para os outros e também não queria, um dia mais tarde, ler isto tudo de novo e acabar a jorrar lamentos e tristeza. Além do mais, se há coisa que eu gosto é de fazer rir. Não digo que o saiba fazer bem, ou pelo menos como gostaria, mas tento fazê-lo como sei. Quando faço rir os outros fico feliz, uma felicidade demasiado honesta até para a minha saúde. E assim apareceu este blogue, que tem, na sua maioria, uma colectânea de coisas que me passam pela cabeça, que vou ouvindo da boca das pessoas na rua, que vou vendo com o passar dos anos, todas elas aglomeradas em estereótipos. E eu não estereotipo as pessoas no meu dia-a-dia, porque os estereótipos são coisas sem substância e muito gerais, mas há estereótipos com graça. E o que faço, muitas vezes, é pegar neles e escrevê-los com a minha, digamos, liberdade "artística". Gosto de os transcrever por palavras minhas. E, afinal, qual seria o objectivo disto para mim se eu não vos passasse o meu humor falando de situações e contextos aos quais acho graça? Concorde com eles ou não, porque uma coisa pode ter piada e não estarmos de acordo com ela. Não é por me rir de uma piada que me contam sobre o holocausto que concordo com o Hitler. Há muita coisa que satirizo e eu própria faço, há muita coisa que satirizo e vejo fazer, há muita coisa que satirizo e ouço falar e há, ainda, muita coisa que satirizo que vem da ficção. Tudo isto para dizer que, se eu quiser realmente transmitir uma opinião com pés e cabeça neste blogue, que não seja apenas por pura diversão e que não me soe a mim própria a ridículo depois de a escrever, eu assim farei e vocês assim saberão. Porque quando escrevo a sério não dou lugar a ironias e a sarcasmos, nem a termos do calão, nem a tópicos. Quando escrevo a sério, tenho cuidado com o que escrevo e com o que quero transmitir. Por isso, vocês que estão aí desse lado e me visitam, agradeço-vos e espero que tirem daqui algumas gargalhadas, porque esse é realmente o meu objectivo principal. Não me levem a sério, a não ser que eu escreva como estou a escrever neste momento. Não me levem a sério, porque para isso basta o resto lá fora.

Da BBC

Eu já gostava da Natureza, mas ontem quando dei de caras com isto, o fascínio que tenho por estas coisas aumentou e em pico. Vão lá, gente, não se vão arrepender.

Vamos ver se nos entendemos

Já todos vocês, e desta vez dirijo-me principalmente aos espécimes do sexo masculino, perceberam que a mulher é um bicho complexo, pelo menos quando comparada com o homem. Não que isso queira dizer que nós somos demasiado complexas, mas antes que há uma disparidade acentuada relativamente ao sexo oposto. Pondo isto em termos simples: os homens são básicos. E isto não é mau, pelo menos para mim. Eu até queria ser um bocado assim, mas não dá, porque esta porcaria vem toda escrita nos genes e contra a natureza das coisas não há nada a fazer, não é verdade? Isto tudo porque a principal falha entre homens e mulheres está na comunicação. E o busílis da questão, quando corre mal, está na incapacidade que os homens têm de ver mais além e de perceber que nós queremos bem mais do que revelamos, e na nossa incapacidade para simplificarmos e sermos directas. Dá confusão na certa. Por isso, tugas machos, atentem bem:

1. Estou óptima. / Não se passa nada.
Se vocês perguntam "então amor, como estás?" ou "o que se passa?" e ela responde assim, curto e seco, é porque está fula da vida. Filhos, aqui vocês devem recorrer ao plano B: mesmo que não tenham ideia nenhuma do que fizeram desta vez, apesar de se saber perfeitamente que foram vocês, peçam desculpa com muito jeitinho e tentem fazer alguma coisa para compensar. Mas muito cuidadinho com o que fazem para compôr, porque às vezes é pior a emenda do que o soneto.

2. Vens comigo?
Sim. SEMPRE. Não interessa se é para passar 5 horas na Zara ou se é para ir ao jardim botânico. Quando elas perguntam se vocês vão, é porque elas querem MUITO que vocês vão (ou seja, não têm escolha, ou é sim ou é sim).

3. Estou gorda?
Aqui é bastante óbvio o que não se deve dizer, mas mesmo assim eu faço o obséquio: nunca se responde "sim". Isso era meio caminho andado para vocês aparecerem no Correio da Manhã do dia seguinte. E pior do que aparecer morto no jornal, é aparecer morto no Correio da Manhã. Portanto, limitem-se a dizer qualquer coisa como "estás no ponto, babe", nunca falha (o babe é opcional, porque comigo dava direito a vomitar-vos na carpete).

4. Amorzinho, vais-me buscar (isto, aquilo, aqueloutro)?
Vocês até deviam antecipar isto e já estarem prontinhos com o objecto de desejo da vossa dama em riste, seja ele algo que se pode resgatar na cozinha, seja ele algo que vos faz ter que sair porta fora e ir a um grab and go. Mas vá, digam que sim e ela é capaz de vos esboçar um sorrisito.

5. Ai vais sair?
Pensando bem, se calhar é melhor ficarem por casa e cancelarem os planos dos próximos 15 anos. Não vá o diabo tecê-las...

6. Aquela é mais bonita do que eu.
Neguem, pela vossa saúde, neguem. Lembrem-se, Correio da Manhã.

7. Amor, desta vez fiz este prato de uma forma diferente, gostas?
Não interessa se aquilo tem muito tabasco e vos dá uma caganeira de 3 dias, mas está excepcional e vocês adoram os cozinhados dela. Aliás, vocês querem que ela repita. E porque não abrir um restaurante? Jamais, em circunstância alguma, digam que a vossa mãe faz assim e assado, arriscam-se a levar com uma tarte de maçã na tromba (e vão com sorte).

8. Dá-me o comando.
Dêem se não quiserem ver Jardins Proibidos e Sic Mulher em repeat.

21 de outubro de 2014

Sem ofensa

As pessoas que dizem "sem ofensa" antes ou depois de dizerem qualquer coisa que, potencialmente, vai ferir as susceptibilidades do receptor, estão na minha listazinha de pessoas que quero atropelar repetidas vezes com um camião tir por quem nutro pouca simpatia. Não é pela expressão em si, mas sim porque a usam quando têm precisamente o intuito de ofender. E o "sem ofensa" na cabeça destas criaturas atenua a ofensa, por muito má que ela seja. Estou a chamar-te de mono, não gosto da tua tromba e cheiras mal, mas atenção, é sem ofensa, vê lá não te chateies, que eu só quero o teu bem. 

Segunda-feira 20

Ontem foi um dia e pêras. Dormi mal, sonhei com palhaços, logo eu que tenho um medo de morte dos tipos, tive que me levantar perto das 6h30 da manhã, o que por si só contribui para me desgraçar toda, cheguei a Coimbra e apercebi-me de que me tinha esquecido do carregador do computador em casa, morte certa portanto, fartei-me de ligar para o pessoal e ninguém me podia desenrascar, outros não atendiam, à noite apercebi-me que o meu quarto estava cheio de formigas, raio das bichas, era na cama, era no chão, era no cesto da roupa suja, era na mesa de cabeceira, depois estava para lá uma aranha a um canto, e o meu telemóvel depois também decidiu descarregar e o carregador está meio avariado... Foi um dia bem passado.

20 de outubro de 2014

Tenho duas lésbicas no prédio

Vivem juntas, presumo que namorem, porque as ouço a promiscuir-se forte e feio. E digo-vos, nada tendo contra lésbicas, aquilo quando fazem amor é um chinfrim desgraçado, parece que o prédio se vai rebentar todo, porque gemem e gritam as duas alto e bom som, como se estivessem ali a ser queimadas ou coisa. Se já é desagradável ter que ouvir um casal heterossexual a mandar uma trancada, imaginem o que é quando o entusiasmo é a dobrar e a cama bate contra a parede com a força de duas ou três. E depois não se cansam, é sempre a aviar.

Isto mata pessoas


O moço tem a mania de me fazer rir quando eu estou zangada. Estou eu ali a trabalhar afincadamente e a dar tudo por tudo para ele perceber que agora a porra ficou séria e que, se calhar, devia era começar a correr para um sítio seguro, tipo debaixo de uma mesa ou assim, porque vem terramoto e vai que ele continua a gozar com a minha cara à força toda. Ora diz disparates e me imita, ora começa a rir-se de mim porque "tens piada quando estás zangada" e eu ali a deitar fumo por todo o lado, de fazer inveja a um dragão que se preze, e a querer abrir-lhe o topo da cabeça, para lhe poder meter no cérebro que estou a passar-me da marmita, a fritar a pipoca e que dali a pouco rebento. Mas acabo por me rir. De nervoso, claro, porque esta que vos escreve sofre, que sofre, dos nervos. 

Paz à minha alma

Cheguei hoje de manhã a Coimbra. Esqueci-me do carregador do computador em casa, na terrinha. Fuck my life.

19 de outubro de 2014

Utilidade

Expliquem-me, que eu não consigo perceber, aquele fenómeno que é ter daquelas unhas que são de tal modo compridas que impedem a execução de qualquer tipo de tarefa, por muito simples e rotineira que seja. Eu vejo-as pegar nos telemóveis como se aquilo fosse algo de verdadeiramente nojento, coberto por baba ou assim, nem dobram os dedos, e tocam no ecrã como se restassem 3 segundos até aquilo explodir. E como é que lavam a loiça? Tiram e voltam a pôr as unhas, é isso? E para se vestirem? Não fazem buracos na roupa? Só vejo uma utilidade para aquilo: auto-defesa. Deixo-vos apenas com a imagem de baixo. E não digam que não vão daqui. (não tentem, em circunstância alguma, pesquisar "disgusting nails" no google, estou a avisar-vos)



18 de outubro de 2014

Hoje fui às compras e sabem o que era grátis?

Chulé na Bershka, suor na Pull e mofo na Stradivarius. E uma dor de cabeça em todas elas. Melhor que os saldos!

Comboio e pessoas

Gosto de viajar de comboio, vou ali descansadinha da vida, a ouvir a minha música, a ver os meus filmes, as minhas séries ou a ler. É bom ter estes momentos só para mim, porque numa viagem não há assim tanta coisa que se possa fazer e que nos tire aquele bocadinho de descanso que podemos ter. Mas também tenho aqueles momentos de observação intensiva, em que olho para as pessoas, todas diferentes e todas iguaizinhas ao mesmo tempo, e as ouço. De vez em quando lá apanho umas pérolas que me confirmam todas as conclusões que fui tirando sobre a espécie humana ao longo dos anos, qual Darwin. Hoje fiz uma viagem de três horas e deu pano para mangas. Vi um irmão e uma irmã à pancada, mas forte e feio, vocês não estão bem a ver, ele mordia-a, ela mandava-lhe lapadas de mão aberta no focinho, na nuca e nas orelhas, ele mandava-lhe murros na barriga, ela cuspia-lhe, ele puxava-lhe os cabelos, e lá refilavam eles um com o outro, os dois uns autênticos brutamontes ainda novitos, na sua adolescência, enfim, amor de família do bom. Vi também toda a gente a entrar em pânico porque uns eram surdos e os outros levavam os phones nos ouvidos, e então não ouviram o revisor anunciar a paragem (anunciou, mas muito baixinho), já estavam todos a levantarem-se e ai que não anunciou, ai que não sei onde estou, ai que isto é uma falta de respeito, anunciou sim senhor, mas vós ides todos a dormir minha gente. Vi uma gaiata a mudar de lugar umas três vezes, porque nunca se sentou no dela e, depois de se sentar no terceiro, quando veio a pessoa a quem pertencia aquele lugar, teve o descaramento de dizer "olhe sente-se aí noutro, se faz favor, porque eu já mudei três vezes e já começo a ficar farta" e a mulherzita só teve tempo de erguer as sobrancelhas, muito escandalizada com a má educação da miúda, pois claro, e lá se sentou ela noutro lugar. Vi um homem babar-se e a roncar enquanto dormia. Vi um rapaz a fazer bolhinhas de saliva. Eu realmente nem preciso de me entreter com nada, que isto é uma versão leve da TVI em andamento.

17 de outubro de 2014

Meias

Expliquem-me, que eu não entendo, porque é que a mulher tem sempre que saber onde está aquilo que o homem perdeu e que não encontra? Certo, somos nós que lavamos. Certo, somos nós que arrumamos. Certo, somos nós que sabemos qual é o melhor sítio para pôr as coisas. Mas não somos nós que tiramos as coisas do sítio, não meus senhores, não somos. E não somos nós que temos que saber responder-vos sempre de modo a evitar uma crise existencial crescente aí dentro, que vos faz empolar as veias. Portanto, presumir que vamos sempre fazer aparecer tudo e mais alguma coisa, inclusive aquela meia que perderam há 500 anos atrás, qual truque de magia, está errado. Pior, se nós não soubermos da desgraçada da meia, que entretanto já deve ter ganho raízes, ficam ofendidos que nem uma virgem, porque é, e cito, "suposto tu saberes onde estão essas coisas". Homens.

16 de outubro de 2014

Música, nasci pra música

Eu ouço Pop e Hip-Hop, e outras que tais, como todas as pessoas neste mundo, que, quanto mais não seja, apanham a dar na rádio. E há pedacinhos de pura poesia, que trazem autêntica frescura aos meus dias, são lufadas de ar fresco que encostam qualquer Rock do Mercury a um canto, que cada vez que as ouço sinto que vivo num mundo repleto de sanidade mental, de pessoas racionais e, digamos, com bom senso. Juro-vos. Ora atentem:

1. You a stupid hoe (Nicki Minaj)
Verdade seja dita que esta dá-me vontade de andar por aí a dizê-la às pessoas. Imaginem, quando alguém tivesse uma saída mesmo infeliz, daquelas que vos dá vontade de darem com o focinho na parede, chegavam assim de mansinho por trás da pessoa, esticavam um dedito e faziam uma formação em z, punham um ar de "oh hell no bitch" e gritavam aquilo. Giro, hã? Dá ou não dá vontade?

2. Bitches suck my dick because I look like J.K. Rowling
Não sei de que música é, mas palpita-me (e olhem que eu até sou boa nesta coisa dos palpites) que este aqui não faz puto de ideia de quem seja a J.K. Rowling.

3. I'm trying to find the words to describe this girl without being disrespectful. Damn, you're a sexy bitch (Akon)
Eu gostava muito que todos os homens fossem cavalheiros como este. Ser chamada de "vaca sexy" foi sempre um dos meus grandes objectivos, desde que aprendi a andar e a falar. Aliás, acho que já na barriga da minha mãe, portanto vejam.

4. Ass, ass, ass, ass, ass, ass, ass, ass (Nicki Minaj)
Definitivamente, a Minaj é um génio lírico. 

5. You know what to do with that big fat butt (Jason Derulo)
Oh amigo, é assim, eu não quero saber o que é que ela te faz em privado. A parte boa de se ter uma vida íntima, é que ela não passa para fora e os outros não têm que estar a levar com pormenores dela, sim?

6. I'll take you to the candy shop, I'll let you lick the lollypop (50 Cent)
É nisto que dá quando o fifty tenta ser discreto e não ofender a gaiata. Aliás, ele ainda por cima dá-lhe a honra, reparem como ele diz "eu deixo-te lamber o meu chupa-chupa". 

7. Are you into astrology? 'Cause I'm tryin' to make it to Uranus (Kanye West)
Digno de um construtor civil que se preze, ou do nosso amigo Camarinha.

8. I'll give you something big enough to tear your ass in two (Robin Thicke)
Ora isso é que dava jeito, porque às vezes o rabo pesa, então assim ficávamos com metade em casa e só tínhamos que carregar a outra metade. Sempre a pensar mais à frente, este pessoal, é por isso que eu não abdico dos ensinamentos que me proporcionam.

9. I see fire (Ed Sheeran)
O Ed vê fogo nas montanhas e arranja logo pretexto para cantar sobre isso. Então e chamar os bombeiros, não? Fica para depois? 

10. Sex in the air, I don't care, I love the smell of it (Rihanna)
Aparentemente, a nossa Rihanna gosta de mandar umas caimbradas no avião e diz que adora o cheiro. Calculo que seja bom, ali misturadinho c'o aroma que costuma pairar no ar numa casa de banho de avião. Só coisas boas. Esta miúda sabe.

Há muitas mais, mas pronto, o meu trabalho aqui está feito, porque já estava a sangrar dos olhos e dos ouvidos e tive que ir ali buscar algodão.

Aí estamos nós a voltar ao mesmo

Meco em todos os canais, reportagens, reconstituições, mães, pais, especulações, ilações, praxes, mau, bom,... Quanto apostam que vai ficar tudo igual? 

15 de outubro de 2014

Há uma etar em cada wc público

O que é que será que passa pela cabeça daquelas pessoas que vão à casa de banho e têm a infeliz ideia de não puxar o autoclismo? Seguem-se pela mesma doutrina de que não é preciso fazer a cama, porque vamos deitar-nos nela logo à noite, é? "Ah, vou deixar isto aqui, porque também o próximo vai entrar já a seguir e escusa de se estar a gastar água, enquanto não der pra entupir, 'tá bom." É isso? Ou então o orgulho no tortulho é tanto, que têm pena de se livrar dele e assim impingem a tarefa ao desgraçado que vai ter a infelicidade de lá parar a seguir, para não terem que ver o cocó a ser sugado pela sanita e levado para as trevas. É que é verdadeiramente nojento, meus amigos. Eu raramente vou a casas de banho públicas, porque, normalmente, as mulheres são muito badalhocas, umas cagonas do pior, porcas mesmo, e deixam aquilo numa miséria. E eu não estou para isso. Desconfio que as casas de banho do mulherio sejam bem piores que as dos homens. Tudo bem, eles também bem que podiam ter mais jeito para a pontaria, mas pelo menos não deixam a porcaria dos pensos todos espalhados por todo o lado. Para além de que as nossas casas de banho estão sempre entupidas, porque para gastar papel à grande e à francesa estamos cá nós. Vai um rolinho de enfiada, metade para usar no momento e a outra metade para caso seja preciso mais tarde. Tenho cada experiência mais desagradável em casas de banho públicas, que me questiono sempre como será a casa destas "senhoras". 

Onde é que eu assino?

Onde é que me posso candidatar para ser a "tubaroa" multimilionária do Sharktank tuga? É que isto de se ter muito dinheiro é aborrecido e eu quero alguma coisa para fazer, vite. 

14 de outubro de 2014

Gregos e troianos

Se é gorda, devia ter mais cuidado com o que come, porque não é de mil folhas que se faz a saúde, e o McDonald's devia ter um sinal a proibir, explicitamente, a sua entrada. Aliás, a gorda devia pagar uma coima por cada centímetro a mais que não deixa as pessoas deslocarem-se à sua volta sem se sentirem claustrofóbicas com tanta falta de espaço. Tão flácida, tanta celulite, devia ter vergonha de ter a gordura a escorrer que nem manteiga por ali abaixo e nem se devia atrever a ver a luz do dia, por amor de Deus. Se é magra, ai meu Deus, que aquelas pernitas parecem estacas, que horror, vê-se o esqueleto. A magra tem a mania das dietas, devia era comer uns hamburguerzinhos para ver se arrebita, se se faz mulher. Nem lhe deve ficar bem a roupa, aquilo é bom é para servir de cabide, as minhas filhas que não sigam o exemplo, que elas querem-se é cheinhas. Olha para aquilo, parece que vai tombar a cada passo que dá. Se é assim-assim, não é assim tão boa, porque a barriga é grande de mais para as pernas e aqueles bracitos são finitos para as mamas que tem, nem sabemos porque é que a ampulheta é a silhueta mais desejada, que aquilo de proporcional não tem nada e os homens nem gostam nada daquilo. Se é alta, é porque come da cabeça dos outros, se é baixa é porque anda rentinha ao chão, se tem o nariz grande é porque o nariz chega primeiro que ela, se tem a boca torta é porque parece que lhe deu uma trombose. Não se pode agradar a gregos e a troianos, resta-nos agradar a nós próprios. E é isso mesmo que temos que fazer. De pessoas como estas está o mundo cheio, eu já as deito pelos olhos. Só sabem dizer mal, nada nunca está, nem estará, bem. E sabem porquê? Porque nunca estão, nem nunca estarão, bem dentro da própria pele. Serão sempre umas infelizes. Mas já a minha avó dizia "antes o mal de inveja, que o bem de piedade".

Borboletas

Ainda me lembro da primeira vez que vi o Amor. Era pequena e vi-o nos meus avós. Gostei muito de o conhecer, pareceu-me simpático e reconfortante, e quis saber como seria ser amiga dele. Notava-se em tudo: nos olhares, nos gestos, nos sorrisos, na comida, nos recantos da casa, nas molduras penduradas na parede, em tudo. O Amor parecia leve e fácil, tão inato como respirar. E, segundo o que percebi, não se convidava, ele aparecia sem qualquer tipo de aviso. Entrava em casa das pessoas assim sem mais nem menos, era intrometido. Também me lembro da primeira vez que desacreditei no Amor. Mais uma vez, não foi em mim que o vi, e vi o oposto daquilo que ele me tinha mostrado até então. Questionei-me se ele teria mudado. Doeu, sabem? Senti-me traída, porque afinal de contas eu esperava-o tão ansiosa e afincadamente, que pensar nele como indesejado me parecia absurdo. Troca-tintas, este Amor. Tanto o foi e tanto o é, que voltou a aparecer na minha vida, quando eu já achava que não o ia ver mais, e pior, que não o ia querer para mim se ele viesse. Ele veio e eu não lhe neguei abrigo. Encostou-se a mim devagarinho, só para depois me tomar como sua. Apoderou-se de mim, alma e coração, e deixou-me sem chão. Desta vez, não o vi nos meus avós, não o vi nos meus pais, estava eu mesma a senti-lo. E o Amor é mesmo simpático e reconfortante, tal e qual como o vira quando os meus olhos ainda tinham metade do tamanho. Se se nota em tudo? Nota. Nota-se nos olhares, nos gestos, nos sorrisos, na comida e nos recantos da casa. Noto-o no meu batimento cardíaco, nos meus pulmões, na minha face, nas minhas mãos, na minha respiração e nas minhas pernas. É leve e fácil, tão inato como respirar. É meu. E eu? Eu voltei a ser pequena.

É desta que eu perco a cabeça no Pingo Doce

50% em todos os moinhos da Margão, leve 3 pague 1 nos Knorr e 50% nos caramelos de fruta. Quais sapatos, quais quê! Mi aguardji!

Brocas, bochechas e conversas de circunstância

Há muitas coisas nesta vida que eu considero absurdas, claro que poucas ultrapassam aquelas fotos que as pessoas tiram na praia que mostram tudo o que há da cintura para baixo, mas como não me quero alongar nessas para não correr o risco de ficar com urticária, vamos só falar de uma delas. Os dentistas. Sim, os dentistas. Porque sempre que lá vou, isto acontece. E não é só no meu dentista, que sei de fontes seguras que isto passa-se noutros consultórios. Portanto, é o seguinte: entra-se lá no cubículo, que regra geral é azul bebé ou verdinho (sim, porque aquilo é tudo da mesma cor, é cadeiras, é mesas, é paredes, é chão, é batas, Deus me livre), cumprimenta-se o Sôr Doutor, sentamo-nos naquela cadeira que, para mim, nada tem de confortável, com luzes de bloco operatório por cima, quase que me cega a vista, e ele vem de lá com a broca (e eu só penso "com a breca"), nós abrimos a bocarra de modo a caber lá um punho ou dois e o senhor começa a fazer o seu trabalho. Ora bem, depois de tudo isto, depois de já estarmos com aquelas porcarias todas na boca, aspiradores e o catano, a baba a escorrer por todo o lado, a barulheira de oficina, é que o raio do homem se lembra de fazer conversa de circunstância. E nem sequer se pode acenar, porque queremos sair dali com bochechas.

- Então e está a correr tudo bem com a faculdade? 
bzzzzzzzzzzzz
- Hum, hum! (erguer sobrolho para mostrar entusiasmo)
bzzzzzzzzz tchhhhhhh
- Muito bem, muito bem... Então e já sabes o que queres fazer quando acabares?
bzzzzzzzzzzzzzz
- Hum, hum... (esperar que ele não pergunte "então o que é")
tchhhhhh
- Então o que é?
trrrrrrrrrrrrr

E o que vem a seguir é um desafio.

12 de outubro de 2014

That awkward moment

Acabo de receber um email da minha mãe com o seguinte:


Da minha mãe. Não sei que pensar. Cuspi-me um bocadinho.

Maquilhagem

Estava aqui numa tentativa patética de limar as minhas unhas, para se parecerem com unhas de gente normal e, mais uma vez, constato que declaradamente não fui talhada para me maquilhar. Acho piada às sombras, gosto de ver o efeito do lápis, o blush fica engraçado a quem, ao contrário de mim, não parece que mamou umas copaneiras de vinho a toda a santa hora do dia, adoro verniz e o batom fica bonito. Mas não tenho jeitinho nenhum, nenhum, para esta porcaria dos embelezamentos. Claro que aqui a je, já de si bonita naturalmente, uma autêntica Brigitte Bardot dos tempos modernos, não precisa de grande coisa para ficar um estrondo de moça (mentira, eu é que gosto de pensar assim para não ter que me esforçar muito todos os dias). A verdade é que com pouquíssima frequência me maquilho, porque não sei tirar o proveito que gostaria do material que para aqui está. Mas também vos digo, a preguiça é tanta para me dedicar a isto, que acho que vou continuar assim por uns bons tempos.



Acaba de se esbardalhar um kit de sombras aqui no chão. Já para não falar que a minha maquilhagem está cheia de purpurinas, because of reasons, e cada vez que me maquilho saio à rua a parecer uma disco ball. Eu não mereço o que a maquilhagem me pode dar.

Como detectar um "desengate" em 5 segundos - Guia para totós

Eu bem sei que o objectivo daqueles moços dengosos que estacionam perto do bar da discoteca e que ficam lá de jola na mão, a exibir a sua melhor camisa preta de riscas cinzentas, é engatar as miúdas. O lema é "quanto mais, melhor" e como até têm algum dinheirito para gastar em copos, lá esperam eles pela melhor oportunidade para saquear a moça dos seus sonhos, que, regra geral, é completamente fora da liga deles. Então o que acontece é que em vez de engatarem, "desengatam". E como, perguntam vocês? Bem, se o aspecto do gaiato que imaginaram enquanto eu descrevi não vos demoveu, não temam, que eu cá estou, como sempre, para vos elucidar. Vamos a isto: 

1. Oi princesa, és sempre assim tão linda?
O "oi princesa" por si só já vos devia fazer revirar os olhinhos como se estivessem a ter uma convulsão febril. Ainda assim, se forem insistentes, podem sempre responder que ainda há umas horas tinham lepra, só que aquilo c'um bocadito de creme hidratante passou.

2. Posso-te pagar uma bebida, fofa?
Aceitem a bebida, claro. Peçam a que tiver mais açúcar, para o pacóvio ficar bem peganhento quando lha despejarem pela cabeça abaixo.

3. Se tu quiseres, já somos dois a querer...
Aqui não há muito a fazer, isto ultrapassa o patamar da imbecilidade, Q.I. muito abaixo dos 50.

4. Babe (...)
Nem se dá hipótese. Aguenta-se o "princesa", o "jóia", o "fofa", o "linda", o "gira" e, com muito esforço heróico e muita força de vontade, o "bebé". Mas o "babe", não. O "babe" é quase aceitar que a seguir nos perguntem quanto levamos.

5. Eu nunca disse isto a nenhuma miúda antes, mas (...)
Se caírem nesta, é porque não há esperança para vocês. Pronto, limitem-se a aceitar que vão ter que lavar a camisa preta das riscas cinzentas no futuro e que vão receber mensagens a dizer "dorme bem princeza :) <33 bonx sonhox", para além de que os vossos brincos também vão ser usados pelo vosso namorado.

6. Na minha casa, ou na tua?
Nós, mulheres, apreciamos o charme e a subtileza, que acabam por se interligar. Um homem que nos diz uma coisa destas, pior do que transbordar azeite por todos os poros, claramente que de discrição não percebe muito e quer é despachar a coisa. Nem que seja preciso pagar-vos umas 5 vodkas para vocês o verem bonito e depois tentar a sorte e ver se a coisa pega.

Posto isto, meninas, vamos lá fazer pelo futuro dos azeiteiros deste mundo e arredores e vamos dar-lhes o pontapé de saída que eles precisam para deixar esta vida. E vamos fazer por nós, que não precisamos de tanto para fazer os refogados de uma vida inteira.

De Coimbra e de haver sempre motivo para bombar nesta cidade

Terceira noite esta semana que tento adormecer ao som de "elas ficam loucas com dedjinho na boca" e "assim você matou papai".

11 de outubro de 2014

I'm having none of your shit

Como todas as outras pessoas que habitam esta bolinha de berlim que é o planeta Terra, também eu partilho de momentos que me enchem os pulmões de frustração e que, sinceramente, só me dão vontade de me enfiar no quarto e mamar uma garrafa de Vodka de uma vez só (e eu que nem gosto de Vodka), enquanto choro copiosamente para cima de um boião de gelado de caramelo do Pingo Doce mais próximo. Vamos lá:

1. Quando empresto dinheiro a alguém e depois tenho quase que ser eu a extorqui-lo com uma lapada no focinho, porque a pessoa parece sofrer de amnésia selectiva e não se lembrar de nada.
Claro que com esta aprendi a minha lição, tanto que nunca mais emprestei dinheiro a ninguém. Há males que vêm por bem. Ou isso, ou estou mesmo tesinha que nem uma toalha ao sol e não dá mesmo para emprestar.

2. Quando alguém me chateia a cabeça e fico caladinha que nem um rato, mas depois de 5 horas a pensar surge-me um comeback que até lhe levantava as patas do chão.
O meu cérebro tem a tendência para bloquear quando quero dizer alguma coisa que provoque um efeito de toma-lá-que-já-jantaste na outra pessoa. Acabo sempre por nem responder, mas fico a remoer naquilo durante horas, até finalmente me lembrar de alguma coisa mesmo inteligente para dizer. Ou isso, ou dizer "a tua mãe". 

3. Quando tento chegar às prateleiras de cima da cozinha e não me apetece arrastar-me para cima de um banco.
A técnica é a seguinte: bicos de pés, encolher o nalguedo, esticar até ouvir os músculos esganiçar um "ai" e tactear. Não resulta. Lá vou eu buscar a porra do banco e temer pela vida, que esta que vos escreve sofre que sofre das vertigens. E dos nervos.

4. Quando estou a tomar banho e a água vem fria quando ainda me estou a ensaboar.
Deus não me curte.

Há vidas difíceis, mas a minha...

Go slow


9 de outubro de 2014

Ai do cardiologista que tenha um problema cardíaco

Ou do dentista que precise de arrancar um dente. Ou da obstetra que tenha que parir. Ai deles, porque se têm a profissão não podem, de modo algum, precisar do mesmo que os seus doentes precisam. Não, não, não. Que vergonha. Têm mesmo é que arranjar maneira de tratar deles próprios. Isto tudo porque cada vez me irrita mais que me digam "és psicóloga, tens que manter a calma, não podes ficar assim, como é que vais ajudar os outros depois?" Ora porra. Lógica da batata que esta gente tem. Até parece que os psicólogos são robôs programados para levar com tudo e não ter nada a dizer. Até parece que não sentimos nada, que somos de ferro. Vão masé todos à fava.

Atenciosidade

Diz que o nosso Ben Affleck aparece no seu mais recente filme, "Gone Girl", tal e qual como veio ao mundo, nuzinho da silva, com a salada a badalar, au naturel (já vos estou a ver a corar, suas púdicas). E eu, que gosto muito dele e da Jennifer Garner, dei ali uma espreitadela ao youtube, para ver o que é que ela tinha a dizer sobre o assunto, que isto de se ter o homem a despir-se para o mundo não é todos os dias, e eis que a resposta não podia ter sido melhor, até me cuspi um bocadinho de me rir. "You're welcome." Diz ela que é solidária, que lhe dão tanto e que queria retribuir. Ora aí está. 

Contagiaram-se todos uns aos outros

Blá, blá, blá, ébola, blá, blá, blá, cão.

24

24 anos que te constroem. 24 anos que te tornaram naquilo que tu és hoje. 24 anos dos quais te deves orgulhar e sobre os quais deves falar de cabeça erguida. És um homem com "h" maiúsculo, um Homem, dos que o são a sério. Já te disse que te admiro e que tenho muita sorte por te conhecer tão bem quanto te conheço, ainda por cima quando posso chamar-te de meu. Não no verdadeiro sentido de posse, porque tu és apenas de ti próprio, mas no sentido em que tudo o que me constitui tem vindo a ser moldado por ti. Eu permito-te isso porque te amo, porque confio em ti para o fazeres, porque me trazes o bem quando eu não o encontro à minha volta num relance. Tenho muito a agradecer-te e nem todo o tempo que espero ter contigo, o de uma vida, será suficiente para dizer que estamos quites. Mas eu nunca vou deixar de te recompensar, vou passar o resto dos meus dias, todos os dias, a tentar fazê-lo. Parabéns, meu amor. Que venham muitos mais.

8 de outubro de 2014

Dos piropos

No outro dia, já não sei bem quando foi graças à minha memória de avestruz, ia descansadinha da vida passeio abaixo, a dirigir-me para casa, quando avisto três construtores civis. Todos sabemos que estes senhores têm sempre uma classe incomparável, são subtis a apreciar nalguedo alheio, qual Don Juan qual quê, e eu já estava preparada para levar com um piropo, porque basta ser mulher, não interessa se pareço a Heidi Klum ou o Tino de Rans. Os senhores tinham por lá uma caixa de cartão e, mal um deles me avistou, foi logo "ó Carlos, abre aí a caixa, olha o que ali vem, olha, olha tão mimosinha", e eu lá continuei o meu caminho como se não fosse comigo, sem saber se haveria de temer pela vida por me quererem enfiar numa caixa (que eu já me estava a imaginar a passar o resto dos meus dias em cativeiro, a comer da portinhola do cão) ou se haveria de me rir por ter sido chamada de "mimosinha".

Haatchi & Owen

Uma pessoa já está vulnerável com a chuva, que não pára de cair e não convida propriamente à boa disposição, mas antes à melancolia, e eis que aparece esta história. E digo-vos, eu não aguento. Pura e simplesmente, não aguento. Não aguento as pernas quando vejo a felicidade, a amizade, a bondade, todas juntas no seu estado mais puro e num sítio só. Mas o que aguento ainda menos, e aí não me tremem apenas as pernas, treme-me o corpo todo e o coração de cólera, é que haja filhos de uma grandessíssima p* (e desculpem) capazes de magoar um animal daquela forma. Aliás, capazes de magoar um animal, ponto. Não consigo conceber, não cabe na minha cabeça. Só ficava satisfeita se visse estes verdadeiros animais, asquerosos, a serem puxados por uma porcaria de um comboio, arrastados pela linha, até se desmembrarem todos. Nojentos.

7 de outubro de 2014

É fifty-fifty

As pessoas que dizem meteorologia e as pessoas que dizem metereologia.

(E por falar nisto, aqui ora bem que faz sol ora bem que vem nuvem, ora bem que chove ora bem que não chove. Agora chove a cântaros.)

5 de outubro de 2014

Que Deus me ajude a ser forte

O wareztuga está há dias sem funcionar.

Mas quero sentar-me na cadeira

Eu gosto do The Voice, que gosto. O que eu não percebo é o The Voice Kids. Claro que não é só este, a maioria dos programas de caça-talentos têm logo a seguir uma versão para fedelhos a sair que nem pipocas quentes, e eu por acaso até estou a seguir o programa porque mistura putos e música, que são duas coisas que eu gosto. Mas ainda assim consigo achar absurdo, é só mesmo feito para ter audiências. Os catraios vão mudar todos de voz não tarda, muitos não vão conseguir cantar daqui a dois anos. Além de que as diferenças de idade nas crianças são bem mais notórias, portanto é ridículo que uma criança com 8 anos continue e uma com 14 a desafinar um bocadinho não. Mas pronto, os putos são giros e mandam umas bacoradas. E a Daniela Mercury também (exemplo daquilo que aconteceu com a menina que se chama Benvinda), ainda não percebi muito bem porque é que a foram buscar a ela e não a um tuga. Têm lá o Anselmo, também pior não fica.

Rotinas

Já estou em Coimbra. Já fiz a minha esparguete à bolonhesa, já pus a minha roupa a lavar, já mudei os atoalhados, já arrumei a cozinha e já acendi duas velas no quarto para dar um cheirinho bom. A janela da marquise está aberta e o fresquinho está a entrar em casa. É disto que é feita a minha felicidade, só me falta ele aqui ao pé de mim para me acolher.

4 de outubro de 2014

Conheçam-me um pouco melhor em palavras baralhadas

Nasci em 1990.
Faço anos no mês do azevinho.
Gosto do Outono, de botas e de lã.
Não gosto de bicas, mas beber uma cevada aquece-me por dentro.
Perco tempo a observar os outros e a natureza, mas sou distraída.
Estudo Psicologia.
Gosto de vestir capa e batina.
Gostava de publicar um livro e de realizar um filme.
Amo a 7ª arte do fundo do meu coração.
Gosto de dramas.
Quando tinha 16 anos conheci o amor da minha vida.
Tenho um sorriso secreto para ele.
Sou romântica e choro com a mais pequena coisa.
Tenho atrevimento e timidez.
Preciso muito de quem amo para estar bem.
Gosto do conceito de família.
Faço parte de uma família disfuncional.
Gosto de Rock e de Alternativa.
Gosto de exposições sobre tempos históricos longínquos, sobre dinossauros e sobre o corpo humano.
Gelado é a minha gulodice favorita.
Adoro cozinhar e perco-me com a gastronomia portuguesa e com a italiana.
Quero muito fazer melhor.
Dou-me a todos e a muito poucos.
Não gosto de mentir.
Morro de medo de falhar.
Tenho vertigens e claustrofobia.
Já consigo matar insectos sem gritar.
Quero casar e ter dois filhos.
Gosto dos filmes da Disney.
A tristeza de nunca ter tido um cão não cabe dentro de mim sempre que vejo um.
Gosto de flores.
Sinto-me bem no campo e prefiro a praia no inverno.
Cresci com o Harry Potter.
Gosto de pegar em bebés e de ouvi-los gargalhar.
Sou filha única e sempre quis um irmão.
Actualmente, tenho o cabelo pelos ombros e gosto muito.
Os meus olhos são esverdeados.
Ele chama-me Panda.

Os cookies da Subway

Epá, os cookies da Subway são os melhores. São tão molinhos e saborosinhos. Que ninguém me ouça, mas eu quis trazer a vitrine comigo tantas vezes que não sei se não serei já uma criminosa de alto gabarito. Aquela porra é mesmo boa. E chamam por mim, os gaiatos, quando lá passo. Aqueles de raspberry cheesecake dão cabo de qualquer tipo de resistência e disciplina que eu tente incutir em mim mesma.

Ainda das botas

Há uns bons dias atrás escrevi este post, andava mesmo necessitada de um raio de umas botas com um bocado de perna de sofá maciça a fazer de salto, porque, como vos expliquei, padeço de graves problemas de coordenação motora que me fazem assemelhar a um elefante numa loja de porcelanas. Muito procurei, mas parece que agora só há daquelas porcarias que mais parecem pneus, com uma plataforma enorme à frente, as gaiatas parecem autênticos palitos com azeitona a usar aquilo, mas enfim, é a moda. Eis que as encontrei, as tais botas, e quando as vi surgiu um holofotezinho por cima delas e apareceu aquela música de igreja a lembrar vitória.




Foi na Zara e custaram 29.95, caso alguém esteja interessado em adquirir este bem (essencial comó arroz, claro). Só posso dizer que são confortáveis, acho-as mesmo elegantes, apesar da perna de sofá, mas assim também não entorto o pé nem fico a fazer figuras tristes enquanto caminho (tumba) e, para os preços que tenho visto, estão muito bem.

3 de outubro de 2014

Ainda não me dediquei à procriação

Mas quero muito ter uma catrefada de putos um dia e já me pus aqui a pensar, a tentar pôr-me na pele de uma insuflada (adorável, claro, como todas elas sabem ser) para perceber que tipo de coisas as pessoas me vão fazer/dizer durante a gestação e que vão libertar o kraken. Cheguei a conclusões bastante simples e rápidas. 

1. "Parabéns! Foi planeado ou foi sem querer?"
Depois de acertar c'um sopampo na tromba do animal vou exclamar "oops, espasmos, foi sem querer!"

2. "Ai filha, és tão magrinha, olha-me para essas pernas, não vais ter um parto fácil!"
Por acaso esta já me disseram, numa conversa casual sobre o assunto, porque sou magra e supostamente as minhas coxas não vão suportar o bebé. Mas a pessoa em questão também tem uma tranca que não fecha e eu presumi que aquilo fosse só o verde a falar.

3. Tocarem na barriga sem pedir
Não me importo que sintam os pontapés da criancinha nem nada que se pareça, mas calma, que a barriga pode estar de fora e chegar primeiro do que eu a todo o lado mas não deixa de ser uma parte privada do meu corpo. Por isso, antes de assentar as manápulas no capacete, há que perguntar se pode sentir o bebé.

4. "Andas a comer?"
Epá, não. Porque o fedelho come-me tudo e eu não estou para estar aqui a gastar Milaneza assim à papo seco. Parece que não, mas fica carote e eu ainda quero ir ao ginásio depois disto.

5. "Olha que uma criança é uma grande responsabilidade, de certeza que estás preparada?"
Realmente, não me tinha lembrado disso, vou só ali dizer que já não quero e já volto. 

E basicamente é isto. Desconfio de que vou ser uma grávida irritável e que, de 2 em 2 segundos, me vai apetecer alinhar numa killing spree. 


Fuck you too


Deves ter a mania que és bom. Já na primária me diziam "as desculpas não se pedem, evitam-se".

2 de outubro de 2014

Então, não sejas bardajão

Opá, há qualquer coisa, pelo menos para mim, de nada atraente em homens que abusam do uso de termos brejeiros. "Aquela gaja é mesmo boa" é o tipo de frase que me custa ouvir. Imagino sempre um barrigudo seboso no café, com uma caneca de litro à frente e um prato de tremoços (não que eu tenha algo contra tremoços, aquilo é um manjar), a cofiar a barba e a soltar um "eheheh". Primeiro, porque a rapariga está a ser tratada de um modo depreciativo que não me assiste e segundo, porque dá logo todo um aspecto de Zezé Camarinha que vai acabar por nunca se casar de tão triste que é e que vivia perfeitamente feliz em comunhão com os seus numa qualquer temporada de Secret Story. Nem que se vista de fatinho e que use Hugo Boss um homem destes vai muito longe, sim, porque também os há, desses engomadinhos que parece que brotam charme por tudo quanto é poro mas vai-se a ver e são uns autênticos bardajões em disfarce.

1 de outubro de 2014

Então mas

O Luís Sequeira agora também entra em novelas?

Vergonha, vergonha

Tenho mais que muitos livros para acabar, e não vou dizer que não tenho tido tempo, porque tenho, mas a preguiça muitas vezes fala mais alto (é uma chata, a gaiata) e lá fico eu em estado completamente vegetativo, pareço uma beringela, em frente ao pc. A fazer? Pouco, muito pouco. Procrastinação desenfreada. Mas deixo aqui alguns da lista (que pelo que já li, aconselho vivamente a quem tem interesse por este tipo de temas dentro da Psicologia Social e do Evolucionismo):