30 de setembro de 2014

Como fazer um hit musical - Guia para totós

Não tem nada para fazer e quer mudar a sua vida? Está farto/a de ouvir a música dos outros e quer começar a fazer a sua? Amigo/a, prepare-se, esta caminhada é longa e não se faz sem companhia. Vamos começar, sim?

1. Ritmo panados-com-pão 
Este é o 1º passo. Ritmo que é ritmo, hoje em dia, tem que ser uma mistura de tuntscapunts e de timtimtimtim para resultar bem. E se puder enfiar lá para o meio um dubstepzinho, também marcha. É preciso é haver imaginação e basear-se na robótica.

2. Consegues tudo se quiseres
É importante passar uma mensagem positiva. E que melhor do que os típicos discursos motivacionais do "consegues fazer tudo, desde que tenhas força de vontade" ou "o mundo é teu, basta esticares o braço para o alcançar". 

3. Não precisas de fazer exercício físico, estás bem assim
"És lindo/a como és, por isso podes continuar a marfar cheeseburguers como se não houvesse amanhã. E porque não terminar com umas bolinhas de berlim, afinal de contas, estás bem assim, mesmo que tenhas 180kg e a tua saúde esteja tão boa como a de um pulmão de um fumador."

4. Que se lixem os haters
A filosofia do "estou-me pouco lixando para o que os outros dizem, mas no entanto estou a escrever sobre o que os outros dizem" é também um sucesso imediato. Mostra que não se importa realmente com o que os outros pensam de si. Quer passar uma mensagem de força e de resiliência? Vá por mim, este é o passo. Não tem como falhar.

5. Rabos, drogas e twerking
Esta é isto mesmo. Quanto maior o rabo, maior a letra da música, por isso, é investir. Se meter pelo meio umas dicazinhas relacionadas com estupefacientes que podem muito bem levá-lo até à esquadra, aí o ouvinte rejubila. E o twerking, bem, como não falar do twerking? Aquilo é um money maker.

6. A imagem
Claro que a sua imagem conta. Se quer realmente transmitir boas vibrações com o seu aspecto e cortar definitivamente com a sua imagem de Zé, caso seja um senhor, então sugiro que comece pelo corte de cabelo. Queremos assim uma mistura de segurança de discoteca com jogador de futebol, talvez um dentinho de ouro ou mesmo um aparelho de diamantes, porque não, aqui o truque é arriscar. Deixe-se levar. Go crazy. Uma tshirtzinha 3 números acima e umas calças pelos joelhos também ficam bem. Se for uma senhora, nada como um bodysuit e umas botinhas de cano alto (brancas, de preferência, e com plataforma do mais alto que conseguir) para garantir quem manda ali. Pintar o cabelo de qualquer cor que lhe aprouver é fundamental (roxo, azul turquesa, amarelo, "quanto pior, melhor" é a regra). Tatue-se, fure-se todo/a para pôr brincos. Enfim, aqui pode seguir o que o seu coração lhe disser, mas lembre-se: dress to impress.

E a partir daqui, já deve estar pronto/a para voar sozinho. Voe, amigo/a, voe. Surpreenda-nos.

(Atenção que isto foi escrito por pura diversão, não critico quem ouve este tipo de música. Eu mesma, sendo fã acérrima de rock, me deixo apanhar por estes ritmos e por estas letras e também me podem ouvir cantar Snoop Dogg Lion no duche. Queriam vocês ter essa sorte)

28 de setembro de 2014

Porque é que existem

Galochas? Socas? Óculos espelhados? Melissas? Mangas cavas para homem? Piercings para os dentes? Leggings daqueles que parece que lhes explodiu uma via láctea em cima? Botas de pneu? Sandálias de pneu? Eu podia continuar, mas já estou a sentir espasmos, é melhor não.

Esta fofa estava na Primark e disse-me "olá"

E eu agarrei-a logo e foi como se no mundo existissem unicórnios e paneleirices do género. 


Chorei um bocadinho e tudo. Palavra de honra.

27 de setembro de 2014

O amor atravessa fronteiras, mas depende

Porque se eu acabo de lhe dizer que preciso de cravar os dentes num docinho (que não ele, claro, que isso foi ainda há bocadinho) e ele não se oferece para ir ali ao mac comprar-me um geladinho, aqui está um perfeito exemplo de uma fronteira básica que o amor não consegue ultrapassar. Conselho de amiga, testem-nos logo com comida. Vocês têm desejos e, mesmo que não estejam grávidas (tal como eu não estou), eles só têm é que arranjar maneira de vos trazer pickles com chouriço às 3h55 de um domingo. Não quero saber.

E já agora, fica a imagem do macfofo que a minha mente tanto cobiça de momento:






26 de setembro de 2014

Ando aqui com isto entalado

Eu bem sei que este não é um tasco de moda. Mas acontece que todos precisamos de desabafar às vezes, de libertar as mágoas, e eu não sou excepção. Estou a precisar urgentemente de comprar uns trapinhos e o sítio ideal é a Zara. Agora imaginem: a Zara da minha cidade FECHOU E SÓ ABRE DIA 15 DE NOVEMBRO. Como é que eu estou? Desesperadíssima, já nem sei dormir nem comer, respirar já me é difícil e ando, inclusive, a padecer de suores frios e a ouvir vozes no escuro. 15 de Novembro fica longe, muito longe. A minha sanidade mental então, ui, essa ficou em cascos de rolha. Zara, filha, volta, estás perdoada!

24 de setembro de 2014

Ele diz que funciona assim




Eu cá acho que isto é só falácias. (mas agora a sério, aquela linha vermelha nunca está a meio)

Até apitas

Ora, acontece que o cilindro aqui de casa pifou, foi-se, escafedeu-se. Já há 2 dias que foi para reparação e, supostamente, hoje já teríamos águinha quente. Mas não sei, acho que me habituei tanto a tomar banho de água fria que nem sei se quero voltar à vida fina que é ter água quente. Afinal de contas, para que é que uma pessoa precisa de tomar banho e sentir-se renovada por dentro e por fora? Para quê a água que aquece o corpo e a alma? Para quê, quando temos banhos que nos fazem meter as nádegas para dentro enquanto tentamos, num acto pouco heróico, inclinar a bacia toda para a frente, de modo a não entorpecermos o lombo enquanto lavamos a cabeça? E o bom que é não sentir os membros do nosso corpo?

21 de setembro de 2014

Lembram-se de eu ter dito que gostava da trovoada?

E gosto, mas não gosto quando troveja tanto que parece que a minha alegre casinha vai c'os porcos e vamos todos parar à quinta das tabuletas. E eu ainda não me casei nem fui mãe. Virgem Maria, que vou ficar sem casa, vou-me meter nas drogas, nunca vou ter um cão e vou morrer esfomeada porque não vou arranjar dinheiro e ninguém vai dar um emprego a uma gaja que não toma banho há 700 dias.

Ribombar

Quem me quer bem é sentadinha na cama, rodeada por mil e uma almofadas e 30 cobertores, a ver um filminho enquanto a chuva cai a potes lá fora e os trovões se fazem ouvir. E se estiver a comer um geladinho de boião, melhor. E se puder estar acompanhada por ele, não há nada que eu goste mais. 

20 de setembro de 2014

Ai desculpe, que não a vi, nem a si, nem aos 20 que estão atrás

Tenho um ódiozinho de estimação requintado por pessoas que passam à frente nas filas. O que é que lhes passa pela cabeça? "Espera lá que eu tenho metro e meio, pode ser que nem dêem por ela", ou "olha, tanta gente alinhada, todos uns atrás dos outros, e a senhora da balança da fruta ali à frente a pegar-lhes nos sacos, que giro, vou lá dar o meu saco também", é isso? Não sabem que não se faz? Que é feio? Que ao fim de meia hora à espera para pesar três bananas e uma papaia o que menos quero é um marmelo a passar as uvas à minha frente? Ai a porra.

Séries

Nunca fui menina de séries, mas agora deu-me para isso e papo-as todinhas até ao fim, enquanto aquilo não acaba eu não durmo, não como, não respiro, enfim, uma vergonha. Por isso é que gosto tanto de filmes. Está bem que também há as sagas, mas, regra geral, vê-se um filmito e a história acaba numa hora e meia, ficamos logo a saber tudo sobre tudo. Não é preciso andar ali a gastar horas e horas para saber se este ou aquele sempre tiveram o fim que mereciam. Isto de ver episódio a episódio e de estar à espera de novos episódios que demoram meses a chegar dá-me cabo dos nervos, e olhem que eu sofro que sofro dos nervos.

18 de setembro de 2014

Spaghetti Nero my ass, uma ganda bosta é o que é


Os piores 2,54€ da minha vida. DOIS EUROS E CINQUENTA E QUATRO. O homem e eu éramos para até ir jantar fora, mas aqui a je pensou, ora bem hoje é que era um bom dia para fazer aquele esparguete carbonizado que ando há tanto tempo a querer experimentar, em vez de ir ao italiano. Pois bem, o moço concordou e lá fomos nós munir o cesto de compras de marisco e cenas. Quando vimos o preço do carvão na prateleira ele até ficou pálido, "mas vá amor, vá, leva lá isso, sim, vamos provar, vá" e assim foi. Pois acontece que, tanta coisa que é tão boa, e foi o mesmo que comer nada. O marisco estava bom, diz ele, mas foi isso que salvou a cena, porque o raio da massa não tem sabor nenhum. Dois euros e cinquenta e quatro, ai a porra...

Já comecei a estudar e tudo

Este ano é a minha 4ª matrícula na faculdade. Não, não estou em Mestrado, não concorri sequer, não valia a pena. Este ano é ano de melhorias e de concluir as 5 cadeiras que deixei da licenciatura. Vai ser um ano aborrecido, porque já sei o que me espera. Não há surpresas nem inquietações, apenas uma espera que vai durar até ao próximo verão. Uma espera cansativa e exasperante. Mas vai valer a pena, vai sim, que eu vou conseguir aquilo que quero. Nunca comecei a estudar tão cedo na minha vida, logo no início do ano, do semestre. Ainda nem se dá matéria como deve ser e eu já estou a estudar o material de apoio todo. Deus que seja amigo e que me mantenha nestas andanças, que é o que se quer.

17 de setembro de 2014

E o que sucede depois das férias

Como é que se escreve? Primeiros apontamentos e o cheiro a tendinite. 

16 de setembro de 2014

Só para rimar

Coimbra está a bombar, o homem a roncar e eu sem conseguir pernoitar.

15 de setembro de 2014

Lourenço, filho, tapa-te

Aquele Lourenço Ortigão andava sempre de tronco nu, ou de camisa aberta. Só porque tem uns abdominais bons para ralar queijo... Não gosto dele, pronto.

14 de setembro de 2014

Mas olhem que elas também não lhe ficam atrás

Em jeito de continuação a este post, tenho eu a dizer que o swag das gaiatas não deve nadinha ao dos moços. Ele é calção a mostrar as bordas do rabo, que, como é óbvio, TODOS nós queremos ver, qual tempo das ceroulas qual quê, bom bom é mesmo apreciar celulites alheias; ele é tshirts que acabam acima do umbigo, usadas em conjunto com aqueles mesmos calções, a dizer "#selfie", ou outras coisas que elevam o brilhantismo cognitivo a todo um outro nível; ele é duckfaces para tirar fotos ou, outra coisa de que gosto muito, línguas de fora e piretes (e isto num dia bomzinho, em que mostram a cara, porque o resto das fotos é tudo da clivagem). Enfim, eu tenho é dor de cotovelo.

She was a fast machine


O swag tuga é uma cena muito sub-valorizada, yolo

Sim, porque aquilo dá trabalho. Envolve toda uma panóplia de estratégias e movimentos corporais que, bem treinadinhos, são coisa para tirar o ar a qualquer moça que se apresente. Ele é o franzir do sobrolho, mas sem esquecer de deixar as sobrancelhas levemente erguidas, para dar aquele ar de estou-mesmo-muito-confuso-e-surpreendido-quase-até-chocado; ele é o bocadinho do boxer Império Armando a ver-se acima das calças (também não é preciso muito porque aquilo anda sempre nos joelhos), porque homem que é homem mostra bem de que roupa interior se abastece ali na Feira de São Mateus; ele é o brinquinho diamante e o gelzinho no cabelo, extra forte, para dar numa de acordei-agora-mesmo-e-vejam-só-como-estou-lindo; ele é as mangas cavas, para mostrar os músculos de quem, claramente, só treina os braços e para mostrar a tatuagem a dizer "Princesa", com o focinho da cadela estampado mesmo acima; ah, e nada de esquecer a locomoção dos gaiatos, que isso é coisa para me deixar a questionar se se lesionaram a sério, ou se aquele ligeiro arrastar do pé foi uma trombose. Enfim, temos sempre tanto a aprender sobre charme.

12 de setembro de 2014

Deus dai-me paciência e um paninho para a embrulhar

Porque eu até posso ser uma florzinha de estufa e levar a vida muito a sério, mas aquelas famílias que se encontram nos centros comerciais e decidem, num momento da mais pura iluminação divina, ficar a falar à beirinha das escadas rolantes, deviam mesmo era ser trinchadas que nem um peru em Dia de Acção de Graças, ainda para mais quando deixam os Carlinhos e os Joãozinhos correr no sentido contrário ao da escada, porque "olha só para eles, não são uns amores". Era lavrarem c'os queixos até Santarém, que até piavam fininho.