27 de outubro de 2015

A (minha) vida tem destas coisas

Estava aqui a lembrar-me de um episódio muito triste, que deve ter-me acontecido há uns dois anos atrás. Porque é que eu partilho destas coisas convosco? Olhem, porque não jogo com o baralho todo e porque, realmente, amor próprio é coisa que não me assiste. Mas adiante, ia eu contar: houve um convívio qualquer nas Químicas, uma vez, por altura de uma Latada ou de uma Queima, eu nem sei bem, porque apago essas coisas todas da memória que é um instantinho (só é pena não ter apagado mesmo o episódio na sua totalidade, mas as memórias deprimentes raramente me abandonam, vá-se lá perceber porquê). Eu fui ao convívio e a noite não estava a ser grande coisa. Nem sequer bebi, o que torna toda a história ainda mais triste, porque só o álcool poderia desculpar o que sucedeu. Eu estava com mais pessoal, chateei-me por aquilo estar uma seca, lembrei-me da solitária da minha almofada e decidi seguir caminho para a minha home sweet home. A casa onde eu vivia na altura era de três pisos, dividida como se fosse um prédio, estão a ver a coisa? E eu vivia no terceiro, não tendo nadinha a ver com as pessoas dos pisos abaixo. Subo as escadas e até hoje ainda não encontrei explicação para o que aconteceu, talvez estivesse tão cansada que achei que não precisava de subir mais, mas fiquei no segundo piso. A porta dos vizinhos não estava trancada, porque se estivesse, eu ainda tinha travado a tempo de não ir parar a uma cozinha que não era a minha, plenamente confiante naquilo que estava a fazer. Só me apercebi quando vi uma cozinha mais ampla do que a minha e estranhei o espaço tão aberto. O que me valeu foi que era altura de festa e nem estava ninguém em casa. Senão, teria sido bem mais triste. Assim, pelo menos, só fiquei eu a saber. Eu e vocês.

8 comentários:

Tim disse...

Deixa as drogas, ok?

*Nightwish* disse...

Ahahahah!! Desculpa lá, mas teve piada.
Eu cheguei a morar uns prédios ao lado da casa onde estou agora. E, pela rua fora, há quatro prédios iguais. Durante uns anos, vivo no terceiro prédio. Depois, mudei para o que vem a seguir, ou seja, o quarto prédio. Não raras vezes, encaminhei-me muito direitinha para o terceiro prédio, quando já vivia no quarto, metia a chave à porta da rua e... pam pam pam!, não dava. Achava então que tinham mudado a fechadura e ninguém me tinha avisado. Depois de mundo abanar com a porta e experimentar todas as chaves que tinha, percebia então que a cor exterior do prédio onde efectivamente vivia não era bem aquela... Então, a espreitar por todos os lados, para ter a certeza que ninguém tinha presenciado tal estupidez, e a rir-me que nem uma parvinha, lá ia eu muito direitinha e ligeira, para a porta certa.
Oremos.
O Moço têm tendências a ir para o andar errado, e tentar abrir a porta dos vizinhos.
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Su Martins disse...

Ai panda,estava a ler e a ver te tão nitidamente que me parti a rir sozinha..

Panda disse...

Tim, eu deixo... Mas onde?

Night, ahahahahah, de certeza que não sabes de nada sobre termos sido separadas à nascença? :P

Su, opá, olha, ao menos que vos divirta :P (vá, era esse o objectivo :) )

mariaele disse...

São coisas que acontecem a quem anda meio a dormir :p
Pelo menos ninguém viu lool

Panda disse...

Sim, pelo menos isso, senão teria sido muito pior. Ao menos só eu é que penso nisso :P

*Nightwish* disse...

Por acaso, não sei nada sobre termos sido separadas à nascença... mas já começo a pensar em investigar esse caso insólito... Já são demasiadas coincidências =P
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Panda disse...

Olha Night, só tenho a dizer que gostava de te conhecer. Acho que íamos dar-nos bem :)